quarta-feira, 24 de agosto de 2011

EU SOU A PORTA ABERTA QUE NINGUÉM PODERÁ FECHAR


Quando eu disse: “EU SOU A PORTA ABERTA QUE NINGUÉM PODERÁ FECHAR”, fi-lo para que a humanidade compreendesse que me referia ao “Grande EU SOU”, que é a Vida de todo indivíduo manifestada na forma.

Eu não quis exprimir que a pessoa de Jesus era a única a quem esse grande privilégio fora conferido. Cada um de vós, amados filhos do Pai Uno, tem dentro de si a mesma Presença Poderosa, o “Grande EU SOU” que EU tenho e tinha naquela época que alcancei a Vitória Final e Eterna.

Desejo que compreendais, para encorajamento, força e certeza em vossas mentes, que a Consciência que empreguei para essa Grande Vitória foi o uso da “Presença EU SOU” que vos está sendo ensinado.

Eu havia procurado através de todos os caminhos acessíveis naquele tempo, quando finalmente a determinação e o desejo de conhecer a Verdade conduziram-Me ao Grande Mestre – a Quem algum dia haveis de conhecer.

Ele deu-Me este Segredo Interno e o Poderoso Privilégio de fazer-Me retornar para esta “Poderosa Presença”, o “Grande EU SOU”.

Por meio de sua radiação, pude compreender e comecei a usá-La. É a única maneira pela qual toda individualização do Raio de Deus pode alcançar a Vitória Eterna, e construir sua estrutura sobre uma base firme, onde nenhuma atividade externa poderá jamais perturbá-la.

DISCURSO DE JESUS - LIVRO DE OURO DE SAINT GERMAIN

A PREPARAÇÃO DE JESUS PARA A SUA MISSÃO


De acordo com a tradução dos textos budistas feita por Notovitch, Jesus deixou sua terra natal com o objetivo de “se aperfeiçoar no estudo do Verbo Divino e no estudo das leis dos grandes Budas” Pense nisso! Ele tinha o objetivo de se aperfeiçoar no estudo do verbo! Esta é uma afirmação libertadora! Ela nos diz que Jesus percorreu uma senda de discipulado sob os grandes luminares do Oriente: o Senhor Maitreya, Gautama Buda e Sanat Kumara, que é conhecido como o Buda Dipamkara.

Jesus é o nosso modelo. O Jesus do movimento da Nova Era, o Jesus que serve de avatar universal para todas as eras é muito mais grandioso e profundo do que o Jesus do cristianismo ortodoxo. Jesus buscou alcançar a perfeição de coração e mente; sua alma e espírito me dizem que, embora ele tenha nascido um avatar, a verdadeira encarnação de Deus; ele ainda precisava dar os passos humanos necessários para atingir essa condição. E se ele teve de fazer isso, nós também temos. Ele precisou completar com êxito a integração de sua alma com o Verbo, em sua preparação para o batismo, em sua transfiguração, em sua crucificação, ressurreição e ascensão.

O Evangelho de Lucas serve de testemunho para esse processo de crescimento. Enfatizo isto porque o cristianismo ortodoxo nos diz hoje que Jesus nasceu Deus, e era alguém muito distante de nós. No entanto, vemos que ele fez desabrochar a chama de Deus no decorrer de toda a sua vida. Alcançou o ápice dessa manifestação ao dar início à sua missão na Palestina.

Para entendermos que ele não era simplesmente aquele Deus pronto, sem nada a fazer para se integrar com a Divindade, basta lermos Lucas: “E o menino ia crescendo, fortalecendo-se em espírito e ficando cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele”.

Fortalecer-se em espírito significa que, a partir do momento da sua concepção e através de todos os estágios de crescimento, o seu espírito e a sua alma estavam se integrando com a sua mente, o seu coração, o seu corpo físico e os seus chakras. Um bebezinho não pode conter dentro de si a plenitude de Deus que está lá aos 33 anos. Assim, vemos que Jesus é um modelo para nós desde o nascimento, com a finalidade de externar a nossa cristicidade pessoal e a nossa manifestação divina.

Escrevendo sobre ele aos 12 anos, Lucas novamente observa o crescimento da integração do menino com o Verbo: “E crescia Jesus em sabedoria, em estatura e graça diante de Deus e dos homens”.

DO LIVRO: ”MARIA MADALENA, O LADO FEMININO DA DIVINDADE”
ELIZABETH CLARE PROPHET

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Pensamentos de Justinius, o Comandante das legiões dos Serafins


“Eu assisti à preleção de Deus, a Primeira Causa, imaculada e de resplendor magnífico, qualificando cada expressão monádica com a semelhança fulgurosa do Divino. Um deleite de igualdade, que não defrauda a ninguém; a inveja não existia. Mas o fogo não permaneceu pequeno nem finito. Era uma espiral crescente de conceito. De um ponto, emergiam os círculos e, como os ponteiros de um relógio, traçou-se um cone no espaço que, como uma escada dourada, ascendia às alturas, investigando as profundezas e unificando a diversidade.

Onde está a divisão entre nós? Ela não existe. Tudo o que separa não está no meio de nós. Tudo o que busca conquistar não está no meio de nós, pois estamos apaixonados pelo Seu amor. E o rubor de uma pétala de flor para nós é translúcido, pois a Sua luz é uma corrente que atravessa a substância como uma treliça de delicadezas.

Naturalmente dotados e dotando a natureza, Teus raios enviados em todas as direções inundam de translúcida superioridade – transparência – revelando-se como translucidez, ocultando e diversificando o motivo do deleito do olhar de uma criança. EU SOU, e porque EU SOU, vós sois, nós somos, eles são, Tudo é. Tudo entra em foco como uma grande unidade em ação palpitante de propósito, ação que não deixa espaço à reação, pois tudo está automatizado para expressar individualidade, propósito, ação, o bater do coração, unidade, fogo de propósito e continuidade. Continuidade e imortalidade são uma coisa só, e tudo o que sobrevive tem valor; e tudo o que tem valor sobrevive para reparar a sua mais alta glória por trás dos véus de uma transcendência que sempre cede.

Nada é derradeiro senão o derradeiro propósito. Não há fim senão novos princípios. Não há frustração, mas sim uma revelação interminável. Juventude e novidade, amizades e expansão da luz à medida que a visão de Deus contempla a manifestação, à medida que a manifestação expande a sua visão por intermédio da visão de Deus, como o auxiliar da recriação criativa. E a limitação é entendida como imitação, educando a manifestação dentro do domínio microcósmico até que, por progresso anímico, o imitador se transforme no ilimitado Imitador. A alma se eleva a dimensões superiores de serviço à medida que Deus entra em ação para graduar a manifestação menor de Si mesmo para completar a glória do Seu plano.

“Em verdade vos digo, Se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus”. A consciência fraudulenta do homem, como uma nuvem de tinta ou como a tinta de um polvo gigantesco, obscurece a atmosfera da realidade e mantém o homem submerso. Rompemos agora os laços com toda a sua tenacidade, e sentimos o magnetismo do mundo ser substituído pelo magnetismo do céu.

A liberdade nasceu na alma –

O homem não mais se satisfará com metas inferiores.

As quinquilharias e ninharias do mundo

Tem o seu lugar,

Mas o lugar do Filho de Deus

É a consciência onde Deus está.

O lugar onde Deus não está

Onde estão penduradas imagens inferiores d’Ele

Como ícones inúteis nas paredes –

Já não detém a alma

Que busca sair voando do reino do engano mortal

E sob a tenda da Boa Vontade

Ver e acolher a realidade dos anjos,

Dos mestres ascensos,

Desse reino coroado de nuvens

Onde a alma, com riso de criança,

Como um regato borbulhante

Que avança rumo ao Mar da Identidade,

Sente a liberdade do vento

E o poder de agitar as cítaras

Da consciência inferior

Com um sentido de beleza e de sutileza

Que paira como uma bolha brilhante

Cujo véu úmido, aéreo

Adorna a transparência da iridescência espelhada

Para o olho que aguarda.

No reino dos anjos não falta deleite

E a realidade dos mestres ascensos aguarda o voo

De almas que anseiam romper as cadeias

Da desesperança, que privam o mundo

Das maravilhas da radiante intenção de Deus –

Capturada tão penosamente

No tecido de rituais, orações e dogmas,

Mas mantido tão maravilhosamente

Como chama pulsante de tríplice deleite divino –

Amor, sabedoria e poder

Dentro do coração e da alma.

Agora, enquanto aguardo a expansão

Do grande mundo do macrocosmo

No seio do reino microcósmico do ser,

Vejo que nasce em mim

O poder da expansão ilimitada a cada hora.

Ó Deus! Eu Te agradeço pelas horas resplandecentes

Que vem compostas de minúcias,

De minutos, segundo e micropausas,

Enquanto a mente dá voltas para gravar para sempre

As Tuas leis imortais.

O que significa esta porta perolada diante da qual me encontro?

Será este algum reino de sonho

Onde se oculta um bando sombrio?

Não, pois o rosto que vejo tão claramente agora,

Espreitando por trás da porta aberta,

É o rosto de um anjo

Que eu conheço desde há muito.

Meus pensamentos deslizaram ao longo do jorro finito

E toda a luz da esperança se desvaneceu –

Cortei a corda

E um medo de gélida desolação apoderou-se de mim

A ponto de eu ficar totalmente atado

Com as cordas e vaidades do engano.

Agora me elevo uma vez mais,

Pulsando rumo aos céus

Onde Deus e o lar resplandecem como fogos de amor,

Renovando trajetórias elevadas a fontes

Inteiramente divinas.

A minha alma começa novamente a subir

A escadaria onde

Cada significado chega

Tão terno, doce e puro –

Fazendo com que eu compreenda

Que o plano seguro de Deus

Manter-me-á quando o mundo

Parecer prestes a desmoronar-se.

Pois, afinal, não há senão um grande Coração

Que faz bater o nosso,

E devemos elevar-nos a reinos mais belos

Onde nos reconciliamos,

Em unidade com tudo o que vive realmente,

Pois o paraíso é a Vida que dá

Nobreza de esforços

Justamente para contrapor-se ao conceito do pó

Com o qual Deus criou esperançosamente

Uma alma vivente –

E através das fragrantes brumas

Revela a meta

Do paraíso que há de vir.

Em nome da magnificente chama de Deus,

Vosso Comandante das Hostes Seráficas,

Justinius

Texto extraído do livro: Dossiê sobre a Ascensão

De Mark Prophet

sábado, 6 de agosto de 2011

ESTE É O MEU CORPO


Atanásio não entendia a humanidade de Jesus porque não podia compreender como alguém poderia ser humano e divino ao mesmo tempo. Para ele, esta era uma equação impossível. Ou Jesus era humano (e, portanto, mutável) ou era divino (e, portanto, imutável).

Esta visão ortodoxa, que define Jesus como Deus, baseia-se, em parte, numa interpretação incorreta do Evangelho de João, onde lemos: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus... Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele, nada do que foi feito se fez”. Os ortodoxos concluíram, por estas passagens, que Jesus Cristo é Deus, o Verbo encarnado.

O que eles não entenderam foi que, quando João chamou Jesus de “Verbo”, estava remontando à tradição grega do Logos. Quando João diz que o Verbo criou tudo, emprega o termo grego para Verbo __ Logos . No pensamento grego, o Logos descreve a parte de Deus que age no mundo. Filon chamou ao Logos “Semelhança de Deus, através do qual todo o cosmos foi criado”. Orígenes denominava-o a alma que mantém o universo coeso.

Filon acreditava que grandes seres humanos como Moisés poderiam personificar o Logos. Por isso, quando João escreve que Jesus é o Logos, não está sugerindo que o homem Jesus sempre tenha sido Deus, o Logos. O que João quer dizer é que o homem Jesus tornou-se o Logos.

Alguns teólogos primitivos acreditavam que todos tinham esta oportunidade. Clemente revela que todos os homens tem a “imagem do Verbo [Logos]” dentro de si e é por isso que o Gênesis diz que o homem é feito “à imagem e semelhança de Deus”. O Logos, portanto, é a centelha da divindade, a semente do Cristo que existe nos nossos corações. Tudo indica que os ortodoxos rejeitaram ou ignoraram esta tradição.

Devemos compreender que Jesus tornou-se o Logos, assim como tornou-se o Cristo. Mas isto não quer dizer que apenas ele poderia fazê-lo. Jesus explicou este mistério quando partiu o pão na Última Ceia. Ao pegar o pão, que simbolizava o único Logos, o único Cristo, partiu-o dizendo: “Este é o meu corpo, que é partido por vós”.

Jesus estava ensinando aos seus discípulos que existe um Deus absoluto e um Cristo Universal, ou Logos; que o corpo do Cristo Universal pode ser partido e que, ainda assim, cada pedaço mantém as qualidades do todo. Estava dizendo que a semente do Cristo estava dentro deles, que ele tinha vindo para acelerá-la e que o Cristo não diminuía, mesmo que o seu corpo fosse partido muitas vezes. O menor fragmento de Deus, do Logos ou do Cristo contém a plenitude da natureza divina do Cristo __ que ele desejava tornar nossa.

Os ortodoxos não compreenderam o ensinamento de Jesus porque não conseguiam aceitar a realidade de que todos os seres humanos tem uma natureza divina e uma natureza humana assim como o potencial para tornar-se totalmente divinos. Não compreendiam o humano e o divino em Jesus e, portanto, não podiam compreender o humano e o divino dentro de si mesmos. Por observar as fraquezas da natureza humana, acreditavam que precisariam negar a natureza divina, que ocasionalmente se revela até mesmo nos piores seres humanos.

Livro: Reencarnação o Elo Perdido do Cristianismo de Elizabeth C. Prophet

sábado, 30 de julho de 2011

A Lei do Perdão - Decreto



A LEI DO PERDÃO

Amada, poderosa e vitoriosa Presença de Deus EU SOU em mim, amado Santo Cristo Pessoal, amado Pai Celeste, amado grande Conselho do Carma, amada Kuan Yin, Deusa da Misericórdia, amado Lanello, todo o Espírito da Grande Fraternidade Branca, a Mãe do Mundo e á vida elemental dos reinos do fogo, do ar, da água e da terra!

Em nome e pelo poder da Presença de Deus que EU SOU, pelo poder magnético do fogo sagrado que me foi confiado, invoco a Lei do Perdão e a Chama Violeta da Transmutação para todas as transgressões da Vossa Lei e todas as violações das Vossas sagradas alianças.

Restabelecei a mente de Cristo em mim; perdoai os meus erros e injustiças; fazei com que obedeça á Vossa Lei e permiti que sempre caminhe humildemente convosco.

Em nome do Pai, da Mãe, do Filho e do Espírito Santo, decreto por todos a quem prejudiquei e por todos os que me prejudicaram:

Fogo Violeta*, envolve-nos! (3x)

Fogo Violeta, ampara-nos! (3x)

Fogo Violeta, liberta-nos! (3x)

EU SOU, EU SOU, EU SOU envolvido

Por um pilar de chama violeta**,

EU SOU, EU SOU, EU SOU abundância

De Amor pelo nome de Deus,

EU SOU, EU SOU, EU SOU renovado

Pela Tua Perfeição de beleza sem par,

EU SOU, EU SOU, EU SOU a radiante chama

Do Amor de Deus descendo docemente pelo ar.

Desce sobre nós! (3x)

Flameja em nós! (3x)

Inunda-nos! (3x)

E com toda a fé Eu aceito conscientemente que isto se manifeste, que se manifeste, que se manifeste ! (3x) aqui e agora, com pleno poder, eternamente mantido, onipotentemente activo, em contínua expansão e abrangendo o mundo inteiro até que todos tenham ascendido totalmente na luz e sejam livres. Amado EU SOU ! Amado EU SOU ! Amado EU SOU !

* “Chama da misericórdia” e “Chama Purpúrea” podem ser usados aqui.

** A expressão “Fogo Violeta” pode ser substituída por "Chama da Misericórdia “ e ”Chama Purpúrea“



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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Conceitos e apegos


Quando nascemos somos um cálice vazio, e aos poucos ele vai se enchendo com nossos aprendizados, desde o choro que pede o alimento até os conceitos mais elaborados, tornando-nos capazes ou incapazes para a felicidade.

Por que é assim? Acreditando na reencarnação sabemos que nossa alma mantém um arquivo com todo o nosso aprendizado anterior, e então renascemos vazios para alimentar esse arquivo com novas mensagens e progredir na escala da evolução espiritual. Mas começamos aprendendo o que nos ensinam, continuamos a praticar o que já se tornou uma tradição, e quando nos damos conta, só concentramos mais e mais os dados no nosso já tão lotado corpo da memória. São nossos conceitos e apegos. E aí começa uma peregrinação da alma para reconhecer o que já existia antes, o que é novo, o que é bom e ruim. Mas essa curiosidade só desperta para aqueles que estão atentos ao seu caminho e se afligem com a demora em conquistar o seu objetivo, que é a felicidade.

Quando começamos a perceber que tropeçamos sempre nas mesmas pedras, que elas continuam no mesmo lugar apesar de termos caminhado, é porque chegou a hora de nos ajoelharmos diante dos obstáculos e analisá-los com atenção para compreender o motivo de eles estarem sempre à nossa frente, e é nesse momento que identificamos que o nosso aprendizado foi simplesmente uma repetição do anterior, que apenas deixamos que as lembranças contidas em nossos registros emergissem do fundo de nossa alma. E se quisermos alcançar nosso objetivo de felicidade precisamos encarar esse desafio e nos esvaziarmos do antigo para dar lugar ao novo trazido pela nossa consciência real, e só conseguimos realizar essa dolorosa tarefa quando nos entregamos nas mãos e comando do nosso amado Santo Cristo. Assim temos vivido desde o começo, e é chegada a hora de nos encontrarmos com nosso Eu verdadeiro, livre e luminoso.

Com os mistérios da vida revelados pelos amados Mestres de Luz, e acompanhados de perto pelos mensageiros divinos reunimos as condições necessárias para compreender e vencer tão grande desafio.

Começamos analisando o que nos causa dor. Aprendemos que precisamos nos desapegar para sermos livres, mas o que é o desapego? Como identificá-lo? Temos apego às coisas materiais? Sim, porque aprendemos pela tradição que devemos TER. Somos apegados às pessoas? Sim, porque aprendemos a depender do outro para pensar, sentir, caminhar, viver. Somos dependentes espirituais? Sim, porque continuamos a viver com nossos mortos, e eles conosco, num apoio mútuo de sobrevivência. Somos apegados a nós mesmos, aos nossos egos que nos protegem contra o inimigo da verdade. Fazer o caminho de volta exige uma mudança profunda de conceitos e valores. Esperamos a todo instante pela aprovação de quem amamos, do seu carinho, da sua atenção, da sua presença física, e quando isso não acontece nos perdemos no conflito interior da solidão e da carência. Sofremos ao nos julgarmos injustiçados porque não herdei o que seria justo, porque o outro usou e abusou da nossa amizade; porque fomos traídos; porque não recebemos o amor tão desejado; porque depois de tanto sofrer por uma ofensa, preciso compreender e perdoar! São tantos porquês!!!!! E tão poucas respostas que esclarecem e libertam! De repente me dou conta de que nasci para esta vida sozinha, e ao partir também estarei só. Percebo quanta felicidade desperdicei por julgar que ela estivesse no outro! Quantos erros que poderiam ter sido evitados se eu tivesse o conhecimento da verdade! Qual é essa verdade que liberta? É a verdade de nós mesmos, a consciência de que seguimos os padrões estabelecidos no começo, sem nenhum critério de avaliação espiritual e que tem nos enganado até aqui. A verdade dolorosa que escancara as nossas mazelas diante de nós mesmos, que nos deixa nus para que possamos nos revestir com uma roupagem digna da nossa paternidade divina. Viver neste mundo, mas não pertencer à ele, parece ser uma tarefa absurda considerando que precisamos de tudo o que o mundo nos oferece, mas não percebemos que o apego é o que diferencia uma alma escrava de uma alma livre.

Como podemos perdoar uma ofensa se não abrimos mão dos conceitos que regem a nossa conduta liderada pelos egos humanos? Como compreender que também somos responsáveis pelas ações que nos causam sofrimento sem reconhecermos que o orgulho impede a nossa paz? Como aceitar que perdemos um ente querido sem questionar o Deus que assim determinou, respeitando a nova condição de separação temporária? Por que teimamos em desobedecer as leis da vida, continuando dependentes daqueles que já se foram, como se eles tivessem se tornado santos e sábios apenas pela morte, com o poder de comandar nossas vidas do além? Por que creditamos ao outro o poder de nos trazer a felicidade? Desejamos comandar e reter o outro pelo poder do nosso amor, quando deveríamos escolher a liberdade de amar e ser amado!

Permitimos que nossos egos nos levem a caminhar por estradas escuras e perigosas, porque não nos entregamos Àquele que nos criou, ao mesmo tempo em que nos ajoelhamos e pedimos por misericórdia. Quantos contrastes que passam despercebidos pelos nossos sentidos encobertos e adormecidos pelos conceitos e apegos humanos?

A Nova Era nos presenteia com uma gama imensa de informações, ensinamentos, e seguimos por esses novos caminhos crentes de que estamos progredindo só porque fazemos parte do politicamente correto! Devemos acordar desse pesadelo reencarnatório enfrentando as nossas verdades, analisando as pedras do caminho. Ao compreendê-las, elas desaparecerão como num passe de mágica, abrindo caminho para novos passos, novas descobertas, e a nossa liberdade.

sábado, 23 de julho de 2011

O reconhecimento de si mesmo


As escrituras nos dizem que fomos criados à imagem e semelhança de Deus, mas quando olhamos para a nossa imagem, o que vemos? Será Deus homem, mulher, branco, negro, amarelo, alto, baixo, magro, gordo, bonito, feio, saudável, doente? Não. Tudo isto faz parte dos conceitos humanos necessários para a nossa evolução, adaptando-se a cada vida e a cada necessidade da alma encarnada no processo evolutivo.

Não somos aquilo que o espelho pendurado na parede nos mostra. Essa imagem é apenas a realidade que nós criamos ao longo de nossa jornada terrena, quando fomos, gradativamente, nos desviando do caminho a nós determinado pela Consciência Divina. A cada encarnação, a cada nova vida física no planeta, fomos deformando nossa imagem pura, quando passamos a aceitar o pecado como destino de todo homem. O pecado é apenas o desvio de caminho, de rumo, mas que nos traz suas conseqüências acumulando em nossa alma, em nosso corpo da memória, todos os tropeços que demos nesse percurso alterando nossa imagem.

As religiões nos ajudaram a manter e perpetuar esse padrão errôneo, punindo nossos pecados e julgando o homem com a vara dos conceitos humanos, quando deveria ter instruído as almas a vencerem os desafios da carne, libertando-se dos padrões limitados da matéria. A ligação com Deus deveria ter nos dado o alimento para a alma se fortalecer e vencer a queda pelo pecado. Julgaram e condenaram as almas ao inferno, quando Deus nos ensina o perdão pelo reconhecimento e conscientização dos erros cometidos, dando-nos a liberdade.

A Era de Aquário nos presenteia com as revelações dos mistérios da vida, fornecendo-nos as ferramentas que nos proporcionarão a eficiência no trabalho de libertação através de um processo de clarificação do nosso corpo mental e o esvaziamento e limpeza do nosso corpo emocional, apresentando resultados surpreendentes em nossa imagem diante de nós mesmos. E ao nos olharmos no espelho real, o espelho da nossa própria alma, começamos a perceber as mudanças indicativas de que somos verdadeiramente filhos de Deus, feitos à Sua imagem e semelhança.

Cada um de nós tem encontrado seu próprio caminho de volta pois estamos em graus diferentes de evolução, e precisamos respeitar as escolhas diferentes das nossas. Ao acionarmos nossos registros, percebemos quantos caminhos já percorremos até chegar até aqui, e o importante é caminharmos com o objetivo de nos reencontrarmos e nos reconhecermos como filhos legítimos de Deus.

O caminho nunca é suave porque nossas escolhas também não o foram, mas ao invocar a luz da nossa paternidade divina acionamos a alavanca da Fé que nos impulsiona sempre para frente, fortalecendo nossa alma com a coragem e determinação necessárias para vencermos cada batalha, e passo por passo, nosso caminho vai se abrindo, ampliando, ao mesmo tempo em que nossas forças crescem e vencem mais e mais, e nessa escalada desenvolvemos a humildade que é a qualidade capaz de nos mostrar quem realmente somos.

E dia chegará quando seremos somente e totalmente Luz! Legítimos filhos de Deus feitos à Sua imagem e semelhança.