sábado, 27 de maio de 2017

DAS DROGAS À LOUCURA; FOUCAULT INSPIRA O "POLITAMENTE CORRETO"

por Prof. Voltaire Schilling. Artigo publicado em 



(Publicado originalmente por Terra)
De certo modo, tudo o que nos cerca hoje é subproduto da Revolução Cultural dos anos 1970, década de onde emergiu o "politicamente correto" e praticamente todas as políticas públicas que marcam a gestão social no Ocidente.
Um dos seus principais mentores ideológicos foi o filósofo francês Michel Foucault (1926-1984) que fundiu numa extravagante doutrina inspirada no anarquismo com as concepções de Nietzsche.
Instituições: espaços de opressão
Para Foucault, as instituições que nos governam ou que nos assistem, sejam as dedicadas à saúde pública (hospitais, manicômios ou asilos), ao sistema prisional (casas de correção, reformatórios, presídios e cadeias), na recuperação de viciados (clinicas especializadas, ambulatórios de desintoxicação, etc.), ou voltadas para a educação (orfanatórios, seminários, escolas, universidades, centros técnicos, etc.) nada mais são do que "espaços de opressão" controlados por equipes dirigentes.
Para ele, o objetivo maior dessas instituições não é a defesa da sociedade, mas criar mecanismos que permitam exercícios do poder, o poder de humilhar, reduzir e oprimir o próximo que por uma desdita qualquer é obrigado a ficar confinado ou constrangido numa das suas edificações (o asilo, a prisão, clínica ou ginásio).
Deste modo, no entender dele, o quartel não existe para a defesa da pátria, mas para o oficialato exercer o mando sobre a tropa; o colégio não funciona para o ensino, mas para que o corpo docente sujeite os estudantes, e assim por diante. Da mesma maneira, o existir do hospício serve para que os clínicos psiquiátricos se excedam sobre os lunáticos e nos hospitais convencionais os médicos e enfermeiros se unam para dominar os corpos dos pacientes a pretexto de submetê-los a tratamentos. Não há boas intenções na sociedade que nos cerca. Nada mais é senão que uma questão de poder.
Com suas próprias palavras ele sintetizou o fenômeno: "os tribunais, as prisões, os hospitais psiquiátricos, a medicina do trabalho, as universidades, os órgãos de imprensa e de informação: através de todas estas instituições e sob diferentes máscaras se exprime uma opressão que no fundo é política", escreveu. Também concluiu que "os encarregados de distribuir justiça, saúde, saber, informação começam a sentir no que fazem a opressão de um poder político".(cit. Por Didier Eribon ¿ Michel Foucault, pág. 212)
Este sistema, ampla rede de corporações profissionais que cobre larga parte das sociedades atuais, emergiu na Idade da Razão (entre os séculos 17 e 18), quando a política iluminista gradativamente foi implementada no Ocidente.
O caso da loucura é um exemplo. Durante a Idade Média, os alienados conviviam com o restante da população, sendo inclusive, por vezes, considerados seres portadores de dons especiais quando não sagrados. Isto era assim porque eles eram participantes do poder da miséria, sendo amparados pela caridade medieval.
A razão contra a loucura
Todavia, essa situação se alterou com o desaparecimento da lepra que até então era o alvo da política medieval da exclusão. Sem muita demora fruto da emergência de uma nova sensibilidade, a sociedade criou outra forma de confinamento, escolhendo para tanto o lunático. A miséria deixou de ser percebida como algo pertinente à sociedade, e sim como castigo por deficiências e destemperos morais, consequentemente encerrou-se a indulgência para com a insânia.
Ora, a loucura ofendia a razão, era sua antítese. Precisava-se, pois, abandonar a condescendência e enclausurar os tresloucados em prédios especiais, surgindo assim o moderno manicômio ou hospital de alienados. Na transição dos séculos 17 e 18, época da consolidação do Estado Absolutista, todas as regras controladoras surgiram quase que ao mesmo tempo, sendo elas incrivelmente semelhantes, anunciando a emergência da sociedade disciplinar com a exigência primeira de por fim à ociosidade e ao parasitismo.
Na concepção de Michel Foucault não há necessariamente uma "classe dominante" ao estilo marxista. O que existe é um denominador comum que ele denomina como episteme, que perpassa por todas as instituições como uma espécie de "gênio maligno" que as orienta e modela. O poder não está concentrado nas mãos dos produtores e dos proprietários, mas acha-se difuso nas mãos das corporações profissionais que as controlam.
A escola, o orfanatório, a universidade, o sanatório, o hospital, a prisão e a caserna passaram a funcionar dentro da mesma dinâmica com praticamente os mesmos regimentos internos contendo objetivos de contenção e domesticação dos seres humanos, ainda que por vias diferentes. A vara, a palmatória, a camisa-de-força, o choque elétrico, a medicação, o castigo corporal, e os rigores da instrução militar,
formam uma constelação de instrumentos opressivos que estão à disposição das corporações dominantes e servem como afirmação do poder delas na tarefa de sujeição dos indivíduos.
O sistema prisional, por sua vez, reproduz a ideia da fiscalização permanente. O panóptico, excêntrico projeto de Jeremias Bentham, não era senão que o grande olho do poder atento 24 horas por dia na sua função de vigilância. O individuo tinha sua intimidade sistematicamente devassada, totalmente exposta ao carcereiro (invento que foi o precursor do que hoje encontramos nas ruas, lojas e nas praças vigiadas por atentas câmeras de controle 24 horas por dia).
Do alto da torre, o guarda controlava qualquer movimento ou gesto do prisioneiro. Para Foucault, este procedimento de patrulhamento sistemático engendrou o Estado Totalitário moderno, narrado ficcionalmente no livro de George Orwell 1984 , no qual Winston Smith, um cidadão comum, é controlado o tempo inteiro pela imagem do "Big Brother" na televisão.
A prisão, junto com o manicômio, formou os espaços mais extremistas e cruéis da opressão humana, servindo como modelo para as estruturas superautoritárias que surgiram ao longo do século 20. A partir desta constatação, Foucault enumerou então as instituições que considerava como "intoleráveis": "os tribunais; os policiais; os hospitais e asilos; a escola, o serviço militar, a imprensa, a televisão e o Estado" (ver Didier Eribbon ¿ Michel Foucault, pág.208).
A tolerância com a droga
Michel Foucault pertenceu a uma geração de intelectuais que demonstrou outra receptividade para com as drogas e o vício em geral. Em parte, inspirados na obra de Aldous Huxley, As portas da percepção ( The doors of perception , de 1954), que relata as experiências do escritor com a ingestão de mescalina, LSD, entre outras, e os efeitos que nele provocou, muitos escritores e ideólogos começaram a reverter as posições que os esquerdistas históricos tinham em relação ao problema das drogas.
Primeiramente criticadas como uma alienação, senão que uma filistina fuga da realidade, ou ainda algo de consumo restrito à boemia e aos parasitas sociais, elas passaram a ser entendidas tanto como um meio de exploração de outras amplitudes da mente - uma abertura do espírito a desconhecidas possibilidades de percepção - como um protesto individual à sociedade capitalista e burguesa com seus ditames regidos pelo lucro e pelo consumismo. Na sua versão mais radical, o consumidor de alucinógenos ou de heroína se furtava de servir "ao sistema".
Drogar-se, de alguma forma, passou a ser exaltado como uma reação individual e afirmativa de repulsa ao status quo, uma contestação, uma "transgressão positiva", senão que um ato "pré-revolucionário".
Essa situação consolidou-se durante a Era de Protestos, desencadeada nos Estados Unidos pela oposição à Guerra do Vietnã (1965-1975). No entendimento da Contracultura, movimento dos anos 1960 de aberta crítica aos valores tradicionais, recorrer aos estupefacientes era "quebrar os paradigmas". Significava simultaneamente opor-se à continuidade da guerra e desaforar o modo de vida americano (tido como o responsável maior pelo espírito agressivo e destrutivo das operações militares dos Estados Unidos no sudeste asiático).
Do mesmo modo que o jovem americano convocado negava-se a se apresentar às juntas de conscrição para cumprir o serviço militar, aquele que aderia às drogas (fosse maconha, cocaína, heroína ou qualquer outra do gênero) o irmanava no protesto.
Droga como contestação
Expoente desta adesão à toxicomania, particularmente ao LSD (Ácido Lisérgico Dietilamida), foram os psicólogos de Berkeley e Harvard (1959-1963), Timothy Leary e Richard Alpert, integrantes da elite acadêmica americana, que chegaram a criar um espaço especial no Instituto Castalia em Millbrook, em Nova York, atraindo para lá estudantes para suas experiências sensoriais com doses psicodélicas e cogumelos alucinógenos (prática importada dos costumes indígenas mexicanos).
Não tardou para que Leary e sua ¿Liga da Descoberta Espiritual¿ obtivesse a simpatia e aberto apoio do poeta Allen Ginsberg, que se tornou um dos arautos da contracultura, entendendo a recorrência às drogas como uma forma de "abrir" as pessoas para novas possibilidades que a moral convencional impedia de alcançar.
Outro o escritor, William Burroughs, definiu-o como "um verdadeiro visionário do potencial da mente humana e do espírito", enquanto o irreverente novelista Tom Robbins classificou-o como "O Galileu do nosso tempo".
O consumo de alucinógenos passou a ser visto entre os círculos requintados da inteligência americana como um traço de sofisticação intelectual, de desafio às convenções opressivas, um "ligar-se" a outro universo apartado das exigências da religião e do consenso comum e medíocre da sociedade capitalista.
Aquilo que até então estava associado aos socialmente decaídos, aos boêmios perdidos ou aos desgraçados de todas as procedências, viu-se "enobrecido" pela adesão de escritores, artistas, acadêmicos, personalidades do show business e líderes de movimentos de contestação. Consumir estupefacientes passou a ser "chique", "ousado", "avançado", "progressista", enquanto que criticá-los foi entendido como "reacionário", "atrasado", etc.
O mesmo foi estendido às questões do sexo. Michel Foucault saiu em busca de relações homo-sadomasoquistas, frequentando com desembaraço a Meca da Sodomia, que é a cidade de San Francisco, na Califórnia. Se a droga abria as mentes, a transgressão sexual foi percebida como a "liberação do corpo" das injunções da moral cristã repressora e da retórica conservadora da contenção. "Abrir o corpo" tornou-se comum a quem desejava romper com ou ignorar as fronteiras morais.
A reforma das instituições
Entrementes, no transcorrer das décadas de 1960 e 1970, as ideias dele de "desconstrução" das instituições formais ganharam adeptos no meio acadêmico americano. A nova geração que saiu dos bancos das faculdades de Direito, de Sociologia e de Psicologia, da Costa Leste ou da Califórnia, sofreu forte influencia doutrinaria dos professores seguidores de Michel Foucault, um pensador que não acreditava existir na sociedade instituição alguma que não estivesse à disposição da teia do jugo da coerção e da lógica do poder. Antes de se processar a "dissolução do homem" por ele anunciada era preciso desmantelar as instituições.
Na verdade, elas eram grandes máquinas de adestramento criadas para "vigiar e punir", para amansar e domesticar os seres humanos postos a serviço da "economia do poder". Aquilo que Louis Althusser veio a denominar de "aparelhos ideológicos do Estado". Assim, o louco, o drogado e o contestador social, formavam uma frente em comum de revolta e repudio à ordem vigente.
Gradativamente, o resultado disso se fez sentir no surgimento das leis antimanicomiais (com o fechamento dos hospícios e das clinicas psiquiátricas), da revisão das leis penais (com a gradativa abolição da pena de morte e a redução das sentenças mais severas, seguidas do embaraçamento da atividade policial), e da nova pedagogia que visou o constrangimento da competência disciplinar dos docentes.
Se as instituições serviam acima de tudo como "espaços da opressão" e afirmação do poder, era preciso alterar sua substância, esvaziando a sua razão de ser. O psiquiatra, o carcereiro, o policial e o professor, símbolos genéricos da autoridade, viram-se podados por múltiplos regulamentos aprovados em série e rapidamente difundidos em boa parte do Ocidente. Liberou-se o louco do manicômio, o drogado da clínica, o criminoso das longas penas, e o estudante da disciplina e do compromisso.
Com a abolição ou contenção da autoridade é possível que Michel Foucault pensasse abrir caminho para a verdadeira revolução que surgiria no porvir, liberando os seres humanos de qualquer amarra. Em termos freudianos, a neutralização do superego com seus rigores e impedimentos, proporcionaria aos indivíduos um novo horizonte de possibilidades não-repressivas.
Tudo isso foi acompanhado por uma radical mudança da linguagem com a adesão ao "politicamente correto". As palavras consideradas infamantes ou inadequadas pelas minorias (mulheres, homossexuais, negros, índios, deficientes mentais e físicos) foram substituídas por outras tidas como convenientes ou mais apropriadas (como por exemplo, pederasta por homossexual ou gay; negro por afro; aleijado por cadeirante; louco por deficiente mental; delinquente juvenil por jovem infrator; mongolóide por portador da síndrome de Down; pervertido por pedófilo; prostituta por garota programa; e assim por diante). É como se outro significado surgisse da desconstrução das antigas expressões e do vocabulário até então aceito.
Com isso, a esquerda não-comunista pensou em cumprir assim a sua missão histórica como emancipadora. Se não fora possível libertar o operário do poder do capital, como era a proposta do marxismo clássico, pelo menos, seguindo Michel Foucault, ela ajudaria a libertar milhões de indivíduos dos preconceitos, emancipando-os da moral convencional.
Bibliografia
ALTHUSSER, Louis - Aparelhos Ideológicos de Estado . Rio de Janeiro: Graal, 11 ª Ed.
Eribon, Didier - Michel Foucault , São Paulo: Companhia das Letras, 1990.
FOUCAULT, Michel. A História da Loucura na Idade Clássica . São Paulo: Perspectiva, 1997. FOUCAULT, Michel - Vigiar e punir: História da Violência nas Prisões . Petrópolis: Editora Vozes, 2000.
FOUCAULT, Michel - O nascimento da clínica . Rio de Janeiro: Editora Forense Universitária, 6ª Ed., 2004.
Gorffman, Erving - Manicômios, Prisões e Conventos . São Paulo: Editora Perspectiva.
Kremer-Marietti, Angèle - Introdução ao pensamento de Michel Foucault . Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1977.
LEARY, Timothy, Flashbacks - LSD: a experiência o que abalou sistema . São Paulo. Brasiliense, 1989.
LEARY, Thimoty - Jail Notes . Nova York, Douglas Corporation Book.
MARCUSE, Herbert - Eros e Civilização, uma interpretação filosófica do pensamento de Freud . Rio de janeiro, Jorge Zahar, 1978.
ROSZAK, Theodore. Contracultura: reflexões sobre a sociedade tecnocrática e a oposição juvenil . Petrópolis, Vozes, 1972.
Szasz, Thomas - Ideologia e doença mental . Rio de Janeiro: Editora Zahar, 1980.

sábado, 31 de dezembro de 2016

31 de dezembro de 2016


Em 21 de julho de 1952 às 9:50 hs, sob o signo de Câncer, eu vinha ao mundo para realizar a minha missão de resgate e crescimento espiritual. Mamãe contava que demorei horas pra aceitar a luz que me esperava do lado de fora do seu útero quentinho e acolhedor, e só depois de muita dor eu aceitei enfrentar o meu destino.

Fui uma criança normal como todas as outras, muito bem cuidada e educada, com a diferença de que em poucos anos eu já dava sinais do que tinha vindo fazer aqui; um resgate total. Minha resistência em deixar o ventre de minha mãe tinha suas razões mas só o tempo nos diria a quê vim. Cresci dentro da normalidade, sem preocupações de saúde, participando de todas as atividades inerentes à uma criança normal; família, escola, amigos...

O tempo foi passando e a juventude chegou repleta de novidades... anos 1960! O início de uma mudança de comportamento trazendo uma certa liberdade que se mostrava tão saudável e necessária para a própria evolução da humanidade, início dos sonhos, revelações, encontros, descoberta do amor... Assim a vida foi surgindo e me trazendo todas as informações pra direcionar minha carreira profissional e minha vida pessoal. Tempo de ouro!!! Tempo de sonhos, expectativas, quando sentimos o mundo em nossas mãos com o poder de conquistá-lo inteiramente. Assim tudo foi caminhando sem tropeços até o dia 30 de junho de 1979 quando assumi a fase mais importante da minha vida: o casamento.

Os sonhos começavam a se tornar realidade e de mãos dadas, como um só, demos início a uma jornada incrível com a criação da família recebendo nossos 3 filhos amados e direcionando toda a nossa energia na concretização do sonho de uma jornada feliz e próspera, oferecendo o que de melhor tínhamos para gerar pessoas íntegras e dispostas a ver o mundo com os olhos livres de preconceitos e com a disposição de vencer o mundo seguindo nossos passos e suas próprias escolhas.

O tempo foi passando, a família progredindo e durante 15 anos a vida foi perfeita e plena. Aos poucos os testes foram surgindo e fomos colocando em prática todo o conhecimento acumulado e a disposição de vencê-los.  A luta se intensificou e o tempo para curtir a vida foi ficando escasso e a disposição para olhar o mundo com olhos de esperança e alegria foram diminuindo, pois a luta pela sobrevivência foi maior e nossas almas finalmente encontraram o ponto, o objetivo real de nossas vindas e do nosso encontro.

Aos poucos os anos foram passando e nos trazendo os resultados de tantas lutas e começamos a ver que a nossa maior criação tinha sido perfeita, nossos filhos. Ronaldo, Marina e Renato foram vencendo as etapas e crescendo.

Mas e nós, eu e o Fernando? Nós que criamos o sonho? O que aconteceu com esse par de almas que se uniram com o propósito de vencer todos os obstáculos? Ah!!! a caixinha de surpresas da vida não trazia apenas os sonhos da juventude, mas também o enfrentamento do passado longínquo que todas as almas precisam enfrentar aqui pra atingir o tão desejado ponto alto!!! Qual é o ponto alto das almas que encarnam nesta Terra??? O sucesso? A família? O amor eterno? A riqueza?

Tudo que for pensado está muito longe da realidade porque vemos o mundo com os olhos humanos e esquecemos os olhos do espírito, assim nos dedicamos a viver a vida em busca da prosperidade e abundância mas nos esquecemos que somos almas aprisionadas na carne e que nossa busca é pela libertação dessas amarras, e assim estacionamos nossas almas num ponto qualquer da vida até que um dia o vento sopra com força e nos desperta do torpor criado pela ilusão da vida perfeita, e caímos na realidade dura de nós mesmos. Não nos preocupamos em crescer como almas, apenas como pessoas deste mundo.
Assim ao nos depararmos com a nossa própria realidade nos perdemos de nós mesmos enquanto a ampulheta do tempo escorre célere para terminar seu ciclo. O que fazer quando olhamos ao redor e nos vemos sozinhos ao lado daquele que escolhemos com tantos sonhos, que a ilusão colocou num trono de bolhas e explodiu? O que fazer quando descobrimos que estamos sozinhos com nossos desejos mais ardentes, que pareciam saciados no começo da vida, mas que na realidade permaneceram apenas como sonhos?

Esquecemos de viver nossos próprios sonhos pra poder vencer a realidade, quando na verdade deveríamos ter sonhado juntos e criado uma nova realidade! O sonho acabou! A dor é imensa e intraduzível! O reflexo de nós mesmos no espelho de cristal nos mostra a verdade absoluta com as rugas anunciando as limitações, com as forças diminuindo e com tantas coisas ainda por fazer... O desejo de continuar e vencer desperta no fundo da alma e queremos refazer ou apenas completar o que ficou incompleto e nesta altura da vida o que mais importa é ser feliz.

Como? A felicidade não depende mais do outro mas de si mesmo! Tudo o que foi criado está, mas o que ainda precisa ser criado depende de uma ruptura com o passado para que se permita a chegada do futuro. A dor é imensa e atinge todos os corações da mandala familiar muito amada, mas nossa jornada é individual, nosso crescimento é pessoal e precisamos seguir adiante custe o que custar, a não ser que decidamos parar no caminho e esperar uma próxima oportunidade pra realizar o final do projeto numa próxima oportunidade, que ninguém sabe se terá. Então, precisamos nos decidir custe o que custar, doa o que doer. Todo parto é doloroso e o meu pra chegar neste mundo exauriu as forças físicas da minha mãe, então preciso criar coragem e enfrentar novamente este parto que me trará a luz que tanto anseio, que me libertará do passado para vencer novas provas e quem sabe alcançar a vitória sobre uma parte da minha jornada evolutiva aqui na Terra.


Olhar para os meus filhos e sentir a dor nos seus corações de crianças que amam seus pais não tem como ser descrito, mas o parto não é só meu, mas de todos nós. Hoje, dia 31 de dezembro de 2016, nasce uma alma de parto fórceps, mas que cheia de coragem deseja viver pra vencer mais uma etapa. As marcas do parto mostram apenas o tamanho da missão porque a vontade de vencer é maior do que qualquer dor.



quarta-feira, 22 de junho de 2016

O BRASIL ACABOU!

O Brasil acabou. Este Brasil que foi "governado" pela esquerda durante 13 anos, acabou! Precisamos nos unir como povo e lutarmos verdadeiramente para trazer a nossa nação de volta. O Brasil de gente trabalhadora, decente, honesta, que estuda, que segue regras de moral e família, que ama a alegria e a paz, mas também que não deve retroceder diante de uma crise jamais vista no nosso país.

A injustiça prevalece diante de milhões de olhos arregalados de espanto, e chocados nos perguntamos o que fazer. O que fazer diante de tamanha inversão de valores, onde os criminosos são bem pagos e protegidos e os homens decentes pagam por falar a verdade? Quando homens honestos e cumpridores de seus deveres preferem a morte à vergonha de não poder cumprir com suas obrigações?

Como podemos nos calar diante do maior roubo da história do mundo perpetrado por gente que se elegeu com mentiras e com promessas de salvação dos pobres? Que prometeu decência diante do que eles dizem ser a indecência, mas que provaram de todas as formas a indecência de suas almas pequenas e escuras? Que não perdem a pose de heróis e não abrem mão do poder pra continuar roubando o povo brasileiro e impor um regime totalitário ao nosso povo?

Estamos cansados de clamar por justiça, moral, trabalho, honestidade, mas só teremos os nossos valores de volta quando extinguirmos definitivamente essa página da nossa história.

Vamos lá Brasil, lutar pelo que é nosso, pelos nossos direitos, nossos valores que foram roubados.

Saiamos às ruas para gritar pela Intervenção Militar Constitucional Art. 142, porque eu ainda acredito nas FFAA. É a nossa última reserva de decência e honestidade.


Os militares foram massacrados pela esquerda porque só assim eles conseguiriam se manter no poder, mas está muito claro, transparente, que a ação desses bandidos foi bem planejada e comprada em todas as instâncias para garantir o roubo das nossas riquezas enquanto choravam pelos pobres diante das câmeras de TV e se lamentavam por terem sido presos e quiçá torturados por seus crimes cometidos contra o povo e o Brasil. Eles não hesitaram em roubar, matar, sequestrar! Chegou a hora de reclamarmos os nossos direitos, de gritarmos, não por impeachment, mas por decência, justiça e honradez através das FFAA.

Os Três Poderes estão totalmente contaminados pela corrupção e a nação exige um ponto final nesses desmandos.

Precisamos impor nossa vontade, porque do povo é o poder. Vamos acabar com esse caos de uma vez por todas para podermos hastear a nossa bandeira, tão injuriada e desonrada, e com orgulho cantarmos a independência da nossa nação de uma vez por todas.

INDEPENDÊNCIA OU MORTE!

quarta-feira, 1 de junho de 2016

AMIZADE

Amizade é muito mais do que uma simples convivência. 
Envolve respeito, carinho, tolerância, vontade. 
É superar diferenças; compreender fraquezas; é o exercício de amar sem compromisso e se comprometer com a verdade. 
É poder contar sempre com um forte abraço para consolar e também comemorar. 
É a irmandade sem laços de sangue que se fortalece a cada experiência, e o companheirismo das almas na luta diária pela paz. 
É sentir-se forte, capaz, protegido e amparado. 
Amizade é como as asas de um anjo que te envolve e guarda de todos os males do mundo.





quinta-feira, 12 de maio de 2016

VITÓRIA DO POVO BRASILEIRO

Hoje é um dia histórico para o Brasil, que alcançou a vitória numa batalha muito importante afastando de nós um governo corrupto e que tinha como único objetivo se perpetuar no poder, e pra isso não mediu consequências e devastou a nossa economia, perverteu jovens na ideologia da esquerda, abriu as porteiras da imoralidade, da desonestidade, tentou contaminar nossas crianças com mensagens agressivas e espúrias, liderou "exércitos" de militantes pra destruir nosso patrimônio público e privado e intimidar o povo de bem, cometeu todos os abusos e crimes jamais vistos no mundo, na tentativa de enfraquecer o povo e dominá-lo.

NUNCA NA HISTÓRIA DESSE PAÍS se viu e viveu tanta corrupção, ignorância, ataques à família, à moralidade, à religião, à honestidade e aos bons costumes. 

Vencemos uma batalha mas a guerra continua. Agora esperamos ter um pouco de tranquilidade em relação à condução do Brasil e podermos trabalhar no sentido de trazer de volta os valores que permearam a nossa história como um povo honesto, trabalhador, alegre, ético e proporcionar às nossas crianças os valores verdadeiros de um povo civilizado.


Lutaremos a partir de agora para que esse partido que se diz dos trabalhadores seja extinto e o povo possa trabalhar em paz reconstruindo a nação brasileira segurando a tocha da Liberdade, da Ordem e do Progresso!

sábado, 7 de maio de 2016

DIA DAS MÃES

Minha amada mãe, você está presente em todos os momentos da minha vida porque sou parte de ti, e mais uma vez te agradeço pela dádiva da minha vida, por você ter decidido por mim e me dado essa chance extraordinária de viver e realizar meu plano divino. Sou grata pelo seu amor e carinho, por seus ensinamentos que me fizeram ser como sou, por sua luta pra me proporcionar as condições de crescimento físico, emocional e intelectual, por sua entrega total como mãe amorosa e sempre presente.


Desde o momento em que me tornei mãe passei a me olhar no espelho da tua alma pra seguir teus passos e hoje me sinto realizada e feliz em ver meus filhos prontos pra vida.
A você, e a todas as mães que me geraram nesta terra, eu ofereço a minha mais profunda gratidão e amor.

sábado, 12 de março de 2016

O TEMPO EM NOSSAS VIDAS

O que é a vida senão uma sequência de fatos numa sequência de tempo finito? O tempo, como o vento, passa balançando as folhas da nossa árvore e logo depois desaparece deixando tudo quieto e imóvel. 

De vez em quando sentimos no nosso íntimo a brisa suave do vento que passou e estremecemos diante da realidade. 

O espelho da nossa alma nos mostra a folhagem verde e fresca sugando a luz do sol e os pingos da chuva benfazeja nos encharcando de vida, e o espelho de cristal nos mostra a realidade dura do tempo que passou e não volta jamais. 

Como enfrentar a nova realidade? Vivendo o que a brisa nos sopra no íntimo dando-nos a força necessária para vencermos o imenso desafio da quietude. 

Nada nos impede de viver o momento da brisa suave com ardor e alegria, basta que saibamos separar os momentos e vivermos cada um deles com a consciência de que é o único caminho, e que ele deve ser vivido com a intensidade de nossas almas em busca do nosso objetivo.