sábado, 27 de março de 2010

Chico Xavier

Esta semana a Rede Globo exibiu um programa dedicado a Chico Xavier com o título de "O Médium, o Mito e o Homem". Não cheguei a assisti-lo, apenas vi algumas cenas rapidamente enquanto trocava de canal em busca de algum programa interessante. Nada tenho contra o Chico Xavier, pois acredito que ele construiu sua imagem realizando obras que as pessoas acreditam ser de grande ajuda e que nunca tenha cometido nenhum ato que pudesse prejudicar alguém, conscientemente. Eis aí a questão.
A palavra médium, de acordo com o dicionário Houais significa: "segundo o espiritismo, pessoa capaz de se comunicar com os espíritos". Então eu pergunto: Por que nós precisamos nos comunicar com os mortos? O que eles podem nos oferecer além de saudades, enganos, sustos, medo? Acredito que Deus em sua sabedoria absoluta, separou os vivos dos mortos para que cada um seguisse o seu caminho sem a interferência do outro. Para que nós pudéssemos, sustentados pelo Cristo, realizar a nossa própria caminhada de volta a Deus. Para que pudéssemos usar a Lei do lei do livre-arbítrio e escolher o nosso caminho de acordo com as "nossas" escolhas. De acordo com a própria doutrina espírita, nós só podemos resgatar nossas dívidas, nosso carma, quando estamos encarnados, e que a morte não nos transforma em seres melhores. Essa evolução espiritual só pode acontecer aqui na Terra. O grau de evolução conquistado aqui, é o nosso passaporte para a vida espiritual. Então, se não nos transformamos em seres iluminados com a morte, por que eles poderiam nos trazer mensagens para transformar nossas vidas aqui? Por outro lado, temos aqueles que conseguiram tal passaporte. E o que isso significa? Que eles podem vir aqui como guias nos orientar em nossas vidas indiscriminadamente? Se fosse assim, Deus nos colocaria esta condição desde sempre. O problema é que nós, aqui encarnados, não temos o discernimento de espíritos, e portanto podemos nos enganar facilmente com esta questão, permitindo que espíritos com pouca ou nehuma evolução comande as nossas vidas. É no Cristo que devemos crer.
A palavra "mito" no mesmo dicionário significa: "relato fantástico protagonizado por seres de carater divino ou heróico que encarnam as forças da natureza ou os aspectos gerais da condição humana: lenda, fábula; crença ou tradição popular que surge em torno de algo ou alguém; noção falsa ou não comprovada". Em qual destas condições ele se enquadra? Será que ele tinha um carater divino só porque era uma pessoa boa, que viveu de acordo com suas crenças, ajudando as pessoas? Só porque não era apegado as coisas materiais? Por que mantinha contato com o mundo dos espíritos?
Como medium, acredito que ele se propôs e cumpriu seu compromisso com muito amor e respeito, sempre ajudando todos aqueles que foram em busca de seu auxílio, tanto encarnados como desencarnados. Mito? Por que? Será que aquele que procura viver de acordo com as leis de Deus se torna um mito? Ou isso é o que todos nós devemos fazer? Essas leis nos dizem que devemos "amar a Deus acima de todas as coisas; amar o seu próximo como a si mesmo; respeitar pai e mãe, não matar, etc. etc. Isso é o que nós devemos seguir para nos tornamos "filhos de Deus" e não "mitos". Não precisamos ser "mediuns" para crer em Deus e seguir seu caminho.
Eu não acredito que a nossa evolução dependa disso. Não concordo que devemos procurar as almas dos que já foram para saciar as nossas necessidades. Não acredito que isso seja a tradução do consolo que Jesus nos prometeu. Ele foi muito claro e específico quando disse que "iria para Deus e que deixaria "UM" consolador ao nosso lado". Sei que é muito difícil perder as pessoas que amamos, pois já as perdi, e sei também que devemos aceitar os desígnios divinos. Precisamos ser humildes e aceitar aquilo que faz parte do nosso aprendizado, sem questionar a vontade de Deus. Não devemos nunca questionar as obras divinas. Ninguém ficará aqui para semente, pois não daríamos boa colheita nesta situação. Quando sentimos a dor dilacerar nossa carne, devemos buscar sim o Consolador, em nossos corações!
Devemos deixar os mortos seguirem seus próprios caminhos, e procurarmos seguir o nosso vivendo cada dia o seu plano da melhor forma possível. Nós fomos doutrinados pela igreja católica a cultuar a morte, quando deveria ter sido A VIDA! Jesus morreu na cruz mas RESSUSCITOU! e após isso ASCENDEU! Tudo o que ele viveu, foi para nos mostrar o que nós deveríamos fazer! Para que serve um exemplo? É para ser seguido, e quando isso acontece, viramos MITO!? Fomos acostumados a crer que só Ele é filho de Deus! E nós, somos o que?
A mensagem está equivocada.
A Bíblia nos diz que "fomos criados à imagem e semelhança de Deus". Nos desviamos do caminho através do "pecado" e devemos resgatar nossa dignidade espiritual através da vida que Ele nos concede, para poder voltarmos à nossa origem divina. Precisamos acordar das ilusões do mundo, despertar o Cristo em nossos corações! Ele espera por nós! Não será o mundo dos espíritos, tão cheio de dor e lamentos que fará isso. Somente a Luz pode nos conduzir à Deus, que é Luz! Os espíritos também devem procurar por caminhos melhores, libertando-se dos apegos da matéria, dos parentes, dos vícios, da carne!
Deus nos deu os Anjos para nos guiar! Eles são os mensageiros divinos!
Não devemos homenagear os homens só porque eles cumpriram as leis de Deus. É para isso que estamos aqui.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Identificando-nos com Deus

Meus amigos, a menos que encontremos Deus, perdemos a melhor oportunidade de nossas vidas. Ele não pode ser intelectualizado, você compreende isto? Você não pode simplesmente se sentar e apresentar uma teoria sobre o que Deus é. Não podemos intelectualizar Deus! E este é um dos grandes problemas das pessoas.
O conceito mais próximo para definir Deus é que ele é Espírito. Como Jesus disse antes de mim: "Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade".
Eu gosto de pensar que Deus é um Espírito como um imenso oceano e que nós somos gotas de água em um grande mar de Luz.
Os sábios hindus, quando falavam sobre os grandes mistérios do universo, geralmente diziam: "Deus é o oceano"...Era sua imagem favorita. Depois apontavam seu dedo para cima, com uma gota de água brilhando na ponta, e continuavam: "e esta gota é a alma. Esta é uma parte do oceano de Deus, não em quantidade, mas em qualidade".
Mergulhe seu dedo na água na próxima vez que for à praia e depois erga-o contra a luz do sol. Você vê uma simples gota de água brilhando como uma jóia. Sabia que todos os elementos do oceano podem ser encontrados nesta gota?
Como pode ver, você tem todas as qualidades de Deus, do Criador de uma alma vivente que possui o potencial real - o potencial realizável do Espírito. Qualitativamente você pode se tornar Deus, mas quantitativamente sempre será o todo dentro do Todo. Este ser monádico é feito à imagem verdadeira de Cristo, que também tem sido morto desde a fundação do mundo.
Isto significa que você tem dentro de si uma bela e brilhante centelha do Filho de Deus, da consciência crística da realidade. Está bem à sua frente. Isso é você! Uma gota no oceano infinito de Deus!
Quando nos lembramos do antigo mantra budista Om Mani Padme Hum - "Ó jóia no coração do lótus!" compreendemos que aos olhos de Deus cada um de nós é uma jóia de luz.
Muitos se consideram como a pátina. Somos uma imagem bonita e brilhante do Filho de Deus, o bebê nascido na manjedoura da identidade divina. Com o passar dos anos a verdadeira imagem se torna embaçada e mal se pode reconhecê-la. Nesta hora nos identificamos com a pátina que se formou sobre a imagem e, mesmo que ela se torne mais bonita com o tempo, como o óxido verde que se forma sobre o cobre, ainda assim não é o original. Nós nos identificamos com isso quando na verdade não fazemos parte disso!
Não fazemos parte do que parece ser, mas sim daquilo que realmente é. Precisamos aprender a amar a Realidade mais do que amamos o nosso conceito sobre o que é belo. Isso significa reaprender o ABC do discernimento espiritual, porque ainda estamos sensorialmente condicionados a preferir a pátina.
O que nos faz errar é o modo como focalizamos os olhos da consciência sobre nós mesmos e nossa identidade - ou o que pensamos que ela é. Somos perdedores quando olhamos para a pátina em vez de olharmos para a imagem dourada e vibrante que está dentro de nós. Com o tempo, através do processo sutil e gradual de associação, podemos nos identificar tanto com o fascínio e com a aura da pátina, que perdemos contato com nossa Realidade.


Texto extraído do Livro: Ensinamentos Ocultos de Jesus - Vol I
De Mark e Elizabeth C.Prophet

segunda-feira, 15 de março de 2010

Meu batismo


Fui batizada na religião católica quando ainda era um bebê. Meus padrinhos foram minha avó materna, Vicenza, e meu tio Giusepe. Guardo como recordação deste dia, uma medalinha de ouro de Nossa Senhora. É tudo o que eu sei deste dia e assim vivi por 57 anos, apesar de ter percorrido um longo caminho, de religião em religião, até chegar até aqui. Passei por vários aprendizados, várias doutrinas, sem nunca ter abandonado a católica, até que encontrei, finalmente, o meu caminho: A Grande Fraternidade Branca. Na verdade descobri este caminho há 20 anos atrás, mas somente em 2005 senti o chamado em meu coração e abraçei os ensinamentos dos Mestres Ascensos com todo o anseio da minha alma. Bebi cada palavra com a voracidade de um sedento, e depois fui saboreando com calma as palavras que preenchiam o meu ser com o conhecimento das leis divinas. No começo sentia que não daria conta de tanta informação, mas à medida em que colocava cada palavra em prática através de minha orações, elas foram aderindo à minha alma como a tinta sobre uma tela, e aos poucos foram modificando, transformando a minha imagem até que um dia me deparei com uma Marcia de olhar mais sereno, cheio de alegria e entusiasmo, transparecendo uma energia que antes eu não conhecia. Notei claramente a coragem no lugar do medo, a confiança como companheira constante, e vi a fé comandando meus pensamentos com muita mestria. Enfrentei meus medos, minha fragilidade, ilusões, vícios e conceitos humanos e apostei num futuro de liberdade. E assim, de passo em passo, venho lutando para vencer os desafios que a vida me apresenta. Talvez como um presente por tanto esforço, ganhei uma viagem de férias à São Lourenço -MG, e mesmo com muitas dificuldades físicas, me entreguei nas mãos de Mãe Maria e fui. Oh! que alegria encontrar o Paulo, meu guru. Acostumada com sua voz a decretar, entoar os mantras, a me ensinar sobre os mistérios dos ensinamentos pela internet, foi uma benção poder abraçá-lo e sentir a sua energia, sua positividade. Depois de 2 dias de muita conversa, como se já nos conhecessemos há muito, muito tempo, ele me perguntou se eu gostaria de ser batizada. Foi uma surpresa maravilhosa! Nem imaginava que isso pudesse acontecer, e no dia 22 de fevereiro de 2010, tornei-me, através do batismo diante do altar da Grande Fraternidade Branca, uma chela dos Mestres Ascensos. Sou grata aos meus pais que me batizaram quando bebê, me proporcionando as condições de uma vida cristã. Sou grata aos amados Mestres Ascensos que me receberam como uma aluna das escolas da Grande Fraternidade Branca. Recebi o primeiro batismo como graça da religiosidade dos meus pais, e o segundo, como graça da Luz Divina.
O batismo é uma benção e uma imensa responsabilidade que eu aceito com todo o amor do meu coração.
Marcia da Luz de Maria