quarta-feira, 24 de outubro de 2012

O Lado Luminoso de saturno


Inspirador da Antiga Idade de Ouro, o
Planeta dos Anéis é Co-Regente da Era de Aquário


Carlos Cardoso Aveline



No último parágrafo de um dos seus livros, Helena P. Blavatsky previu que, caso o movimento teosófico permanecesse fiel à sua missão e projeto originais, a Terra seria “um paraíso”  em algum momento do século 21, se comparada com a situação do século 19. [1]  

Esta visão do futuro pode surpreender ou até soar como inaceitável para quem está acostumado ao conteúdo dominante na mídia, na primeira parte do século 21. No entanto, os fatos mostram que a vida é mais estranha que a ficção, e mais surpreendente que o jornalismo convencional.

Escrevendo em 1887, Blavatsky deu as datas e a duração das eras astrológicas recentes, segundo a sabedoria esotérica oriental. Ela indicou que o ano de 1900 marcaria o final da era de Peixes e o início da era de Aquário. [2]

Blavatsky viu que o alvorecer da era aquariana produziria uma expansão da mente superior e abstrata em nossa humanidade, e que o processo seria inicialmente desastroso.  Estruturas viriam abaixo. No mesmo parágrafo em que indicava a data da nova era, Blavatsky acrescentou, referindo-se ao equinócio:

“Quando ele ingressar dentro de alguns anos no signo de Aquário, os psicólogos terão mais trabalho e as características psíquicas da humanidade iniciarão uma grande mudança”. 

O Mestre Mais Severo Anuncia a Vitória

A transição de eras astrológicas é um processo complexo e multidimensional. Os seus efeitos se desdobram durante centenas de anos. O século 21 é forte do ponto de vista oculto e numerológico, porque equivale a três vezes sete, e tudo na natureza é tríplice e setenário. H. P. Blavatsky fez uma segunda afirmação profética em relação ao conteúdo cármico do século 21. Antes de reproduzir suas palavras, porém, cabe esclarecer algo em relação ao vocabulário clássico usado por ela: “natureza oculta” significa a “natureza essencial”, que é invisível aos olhos; e “ocultismo” é a filosofia que permite perceber esta essência existente e ativa sob as aparências externas do mundo.  

Levando em conta o significado destas expressões, vejamos o que H. P. B. escreveu:  

 “(...) O erro é poderoso apenas na superfície, porque a Natureza Oculta o impede de tornar-se profundo. A Natureza Oculta rodeia o globo inteiro em todas as direções, e não deixa sem vigilância nem sequer o canto mais escuro. Seja por fenômeno ou por milagre, seja desta ou daquela maneira,  de um jeito ou de outro o Ocultismo irá vencer a batalha antes que a era atual complete o tríplice setenário de Sani (Saturno) no ciclo ocidental europeu; em outras palavras - antes do final do século 21, da ‘era cristã’.” [3]   

Estas são palavras fortes, e o fato de que nelas H. P. B. menciona Saturno está longe de ser casual.

Desde um ponto de vista astrológico, Saturno é o severo mestre do quaternário inferior ou eu básicodos seres humanos.  O fato de que a ação deste planeta parece dirigir-se aos aspectos concretos da vida não é um problema. A tríade superior ou alma imortal não é prejudicada, mas sim beneficiada, pela influência lenta e decisiva do espírito planetário cujo globo físico foi qualificado por Camille Flammarion como “a maravilha do sistema solar”. [4]

Quando pensamos neste planeta - que possui um complexo sistema de anéis e dezenas de luas - devemos lembrar que há uma diferença entre o seu aspecto material e o seu espírito.  H. P. B. escreveu:

“Saturno, o ‘pai dos Deuses’, não deve ser confundido com o seu homônimo - o planeta que tem o mesmo nome (....). Os dois - embora em certo sentido sejam idênticos, como são idênticos, por exemplo, o homem físico e a sua alma - devem ser separados quando se trata de questões devocionais.”[5]

Para a teosofia, portanto, o planeta físico Saturno é o veículo ou instrumento do Saturno mitológico. Embora haja uma diferença entre o plano material e o plano espiritual deste corpo celeste, a interação entre eles é bastante semelhante à relação entre o ser humano físico e a sua alma.

Saturno é o Mestre do Carma, do Tempo, e das Estruturas (físicas e sutis). Ele preside a colheita cármica dos seres humanos, e ajuda a orientar o modo como eles agem diante do carma maduro. Mas também é regente do Carma Kriyamana , o novo carma que nós decidimos plantar a cada momento da vida. Saturno orienta o foco central dos nossos esforços. Ele ensina os seres humanos a aproveitar as oportunidades positivas de que estão rodeados o tempo todo, de modo a construir uma felicidade duradoura.

Um Degrau na Escada para o Céu

Mestre da disciplina e da concentração, rigoroso em relação a distrações ou desperdício de energia, Saturno desempenha um papel fundamental no simbolismo da escada para o céu que faz parte dos Mistérios Mitráicos, da antiga Roma.  Dos sete degraus daquela escada, o primeiro corresponde ao “céu de Saturno”, e está a cargo da influência exercida pelo espírito deste planeta. [6]  

Em qualquer escada sagrada, o primeiro passo para cima preside a transição entre o plano inferior e o caminho para o céu. De certo modo, o degrau inaugural contém a chave do esforço inteiro. É ele que nos faz confrontar e ultrapassar o limite entre a dimensão material e a caminhada na direção do mundo divino.  

Astronomicamente, os anéis de Saturno marcam a linha média ou limite entre o seu próprio hemisfério superior e seu hemisfério inferior. Saturno é também o planeta que estabelece o limite ou fronteira entre a região “doméstica” e a região “galáctica” do nosso sistema solar.

Mitologicamente, o espírito do planeta dos anéis corresponde ao deus judaico-cristão Jeová. E vice-versa.

Cronos-Saturno, o rigoroso Deus do Paraíso e que preside a Idade de Ouro, tenta preservar a vida espiritual evitando que o eu inferior humano ou personalidade se separe prematuramente da alma imortal. Quando chega o momento da separação e da diferenciação, no final das primeiras raças da atual humanidade, o Senhor Saturniano manda Adão (a humanidade da terceira raça-raiz) para fora do Jardim. Ele ordena que os seres humanos caiam, como requer a evolução, no duro mundo da vida dual e cheia de contrastes (Genesis, 3). Não há castigo, exceto como um símbolo. No momento certo, o reerguimento humano virá como uma necessidade natural da evolução.

Saturno  mitológico é o Tempo e o Carma. Ele “devora” os seus filhos (os eus pessoais ou almas mortais). Ao devorá-los, ele os absorve de volta para o descanso na unidade indiferenciada, até que chegue o momento certo para o renascimento. O tempo e o universo são cíclicos. Tudo o que o tempo oferece, ele retira, apenas para oferecer novamente no momento adequado, com melhoras.

O planeta dos anéis tem muitos nomes, e em “Ísis Sem Véu” podemos ler:

“Ilda-Baoth, o ‘Filho da Escuridão’ e criador do mundo material, foi apresentado como morando no planeta Saturno, o que o identifica ainda mais com o Jeová judeu, e era o próprio Saturno, segundo os ofitas, que não lhe atribuíam o nome sinaítico. De Ilda-Baoth emanam seis
espíritos, que vivem respectivamente com seu pai os sete planetas.” [7]  

No mesmo parágrafo,  Blavatsky explica que estes sete planetas e luminares sagrados são Saturno, Marte, o Sol, a Lua, Júpiter, Mercúrio e Vênus. Eles são exatamente os mesmos corpos celestes que formam a escada mitráica para o céu.

H.P. Blavatsky reconheceu o fato de que Saturno é o rei da idade de ouro. [8] Em várias e diferentes tradições, existe uma relação direta entre o despertar da mente mais elevada e o surgimento de eras douradas. No budismo, no Taoísmo  e em outras religiões, o ouro (assim como o Sol e a cor amarela) simboliza a consciência divina da alma espiritual. A era de ouro é marcada pela atividade de buddhi-manas, ou inteligência universal, e há uma ligação direta entre Saturno e esta mente mais elevada.

A Lenda da Idade de Ouro

O mito de Saturno conta que em determinado momento ele foi expulso do trono celeste e  perseguido por Júpiter até encontrar exílio na região em que mais tarde surgiria Roma. A palavra Lácio deriva do verbo esconder, ocultar, e a terra de Roma é o Lácio (Latium,  Latim),  porque ali um dia se escondeu Saturno.

Exilado, o deus dos anéis instalou-se no monte Capitólio e fundou uma cidade. Ele foi bem recebido nesta região pelo deus Jano, que também havia vindo do mundo grego. Jano - cujo mês é Janeiro - preside o portal do ano novo.  As duas divindades dividiram pacificamente o poder, e a vinda de Saturno provocou o surgimento da idade de ouro.  

A enciclopédia de mitos e lendas publicada por Arthur Cotterell informa que durante Idade do Ouro a vida era fácil e pacífica. Nela Saturno ensinou aos povos como arar os campos e tirar proveito de um modo civilizado de vida. O estudioso Junito Brandão cita alguns versos da obra Metamorfoses, do poeta Ovídio:

“A primavera era eterna.
 Os ventos brandos acariciavam,
com seu hálito suave,
as flores nascidas sem semente”.

Além disso,  Brandão cita Vergílio em “Geórgicas”:  

“Corriam rios de leite e rios de néctar, a bebida dos deuses. A terra produzia tudo sem suor dos camponeses. Tudo pertencia a todos, e reinava uma paz profunda.”

E ainda:  

“Assim era a vida na terra,
quando reinava o dourado
Saturno. Não se tinha ouvido ainda
o som da trombeta de guerra,
nem o retinir das espadas nas duras bigornas.” [9]

Longo tempo depois da Idade de Ouro, o povo romano ainda celebrava anualmente a memória daquele antigo paraíso no qual todos os homens eram justos, pacíficos e livres, e onde não havia cárcere, nem guerra, nem morte.  

No século quinto antes da era cristã, o templo de Saturno ficava em frente ao Forum de Roma e funcionava como Tesouro.

O  festival de Saturno,  ou Saturnália, ocorria em Dezembro, no momento do ingresso do Sol em Capricórnio, e durava sete dias.  Durante as festas, as pessoas comiam juntas e celebravam a fraternidade universal. Eram abolidas as rígidas distinções entre as classes sociais do mundo romano, e todos trocavam presentes em um banquete público no Forum. [10]  

Nesta tradição se inspiram em grande parte o Natal cristão e a celebração de primeiro de janeiro como dia da fraternidade universal.   

O nascimento de Jesus é festejado em Dezembro e sob o signo de Capricórnio, cujo regente é Saturno. É um tempo de celebração da fraternidade universal, e de troca de presentes. As festas duram pouco mais de sete dias, entre 25 de dezembro e primeiro de janeiro.  Na semana da civilização cristã, o dia de Saturno é sábado - “Saturday” em inglês. É o sétimo dia da semana, o dia do Senhor, tradicionalmente dedicado ao descanso, à oração e à harmonização interior.

No século 21, a influência misteriosa e as lições práticas de Saturno ajudam os humanos a recuperar pelo menos em parte a consciência iluminada, a consciência solar, que leva a uma sociedade de ouro.

Dentro do quinto princípio da consciência humana, a mente, está ocorrendo o despertar do sexto sub-princípio, o centro da intuição espiritual.  

A intuição da mente espiritual é filosófica. Ela raciocina e usa palavras. Seu surgimento constitui o redespertar da inteligência da alma. É deste nível mais alto de visão e consciência que está emanando - desde o final do século 18 - a próxima civilização da fraternidade e do respeito à vida.
  
Durante a nova era, será inevitável redescobrir o lado luminoso de Saturno, o regente da idade de ouro, o mestre que ensina o cumprimento do dever e a visão de longo prazo, através das lições do planejamento, do realismo e da persistência.

Segundo a teosofia e a astrologia, nosso sistema solar é uma escola de almas. A Terra funciona como uma sala de aulas.  Neste contexto quase eterno de ensino e aprendizagem de todos os seres, o planeta dos anéis foi visto como o único regente astrológico de Aquário, até a descoberta de Urano em 1781.[11]  

Hoje, Saturno é o co-regente mais tradicional da era de Aquário e o que está situado mais próximo à Terra.  Ele exercerá um papel inspirador nos próximos séculos. O seu rigor, considerado desagradável por alguns, ensina a merecer e obter vitórias duráveis. Ao lado de outros centros de inteligência cósmica que influenciam a Terra, a ação silenciosa de Saturno no céu terrestre e na mente humana já faz com que a lei da fraternidade responsável  seja compreendida em escala cada vez maior.  Os seres de boa vontade são os cidadãos do futuro.  
A marca da vitória da consciência universal já pode ser vista em pequena escala, e consiste na  predominância da ética e da solidariedade.  




FONTE: www.Teosofia Original. com

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Mensagem de Mãe Maria


Amados corações,

Sede lentos para condenar e rápidos para amar,
Firmes em vossos esforços, sempre para o alto a olhar!
O caminho da esperança torna plano
A regra de Cristo, para sempre reinar.

Pois sua mão remove toda dor do ser humano
E eleva os homens para o coração de amor
Até onde a vida revela a Divindade do amor
Que sentimentos de culpa destrói, ídolos deforma,
E o homem em uma chama viva transforma.

Devotada à expansão da luz, EU SOU

Mãe Maria


Extraído do livro: Mensagens de Maria para um Novo Dia de Mark e Elizabeth C. Prophet



sábado, 29 de setembro de 2012

A HIPOCRISIA NO SER HUMANO



Ao compartilhar a foto de um feto abortado no facebook, recebi uma resposta dura de uma querida amiga, dizendo que ela não aceitava, não queria ver aquele tipo de imagem, pois era uma agressão à sua sensibilidade. Pedi desculpas pela minha "agressão", e informei que a intenção era exatamente "chocar" as pessoas e despertar nelas a indignação, não pela foto em si, mas totalmente pelo ATO. Segue abaixo a minha resposta publicada no Facebook.

A imagem de um feto abortado.

Por que será que a imagem de um feto abortado “choca” tanto as pessoas (realmente é chocante), mas ao mesmo tempo o governo que dá legalidade a este ato tem a sua imagem aprovada por 80% (?) da população brasileira? Esse número será verdadeiro, ou é mais uma estratégia deles (do governo) de “se aprovarem” diante da opinião pública? Não será mais uma tática da “menti
ra transformada em verdade”?

Se a imagem choca tanto, porque as pessoas aceitam que o aborto seja aprovado por lei, que essas criaturinhas (seres humanos em formação) sejam mortas cruelmente, em nome de “se manter a saúde pública” em nosso país, pois as mulheres sofrem com abortos clandestinos, feitos de qualquer maneira?

Nesse caso eu gostaria de sugerir uma troca: e se nós trocássemos o aborto de fetos pelo aborto dos assassinos que são sustentados pelo dinheiro público em nome da saúde do Brasil? Nossas penitenciárias, prisões e delegacias estão abarrotadas de assassinos, estupradores, pedófilos, ladrões, etc. etc., chegando a ser insuficiente em número de vagas para abrigar tantos bandidos que matam cruelmente pessoas de bem, atacam as crianças, assaltam, matam pais de família, e vivem tranquilamente amparados pela “justiça” e mantidos, inclusive suas “pobres famílias” com o nosso dinheiro e o nosso apoio?!!! Os milhões de reais que são gastos pelo governo para acompanhar as mulheres que fazem aborto, oferecendo-lhes hospitais públicos para suas práticas e manter essa indústria da morte, poderiam sim ser aplicados em escolas de qualidade, saúde para todos, cultura, enfim, para o progresso e prosperidade do povo brasileiro. Os marginaizinhos menores de idade, que ficam livres de seus crimes de acordo com a nossa “lei”, seriam abortados como são os fetos indesejados, e nossa pátria estaria livre para viver uma real riqueza tão falada por nossa presidentA! Ao invés de se gastar tantos milhões em ”bolsas” para isso e aquilo, o que na verdade serve para sustentar a escola do crime, pois quantos mais filhos os “pobres” tiverem, mais bolsas eles receberão perpetuando o conceito de que tudo pode e oferecendo ao governo os "80%"  de aprovação, poderiam sim ser investidos na melhoria das condições de vida e trabalho do nosso povo tão sofrido, porém cego, trazendo condições dignas de vida para todos.

Por que a imagem de um feto morto é tão cruel aos nossos olhos e sentimentos, e ao mesmo tempo aceitamos com passividade esse tsunami de crueldade praticado por esses bandidos, que não nos chocam mais??? Qual é a diferença?

É óbvio que EU SOU CONTRA A MORTE em qualquer dos casos, apenas estou tentando mostrar a indiferença das pessoas com os crimes que são cometidos diariamente nesse Brasil arrasando famílias inteiras, muitos ficando livres de penas, gozando de liberdade como qualquer cidadão honesto, ao mesmo tempo em que apoiam a indústria do aborto como um ato normal e de livre escolha de quem o faz, protegido pelas “leis” do nosso país.

Isso significa que a mulher pode e deve praticar o sexo com quem quiser, e caso a gravidez se interponha entre sua liberdade ela tem a proteção da lei para “SE LIVRAR” do resultado indesejado de sua prática, sem causar nenhum mal estar nas pessoas, desde que elas não vejam a imagem do “FETO MORTO”?!!!

ESTA É A MINHA INDIGNAÇÃO!!!!!!

sábado, 22 de setembro de 2012

A CURA DO CORAÇÃO – Parte 2


Maio de 2012
Nosso coração está doente? Como curá-lo?
Nosso coração é o centro do nosso ser e nele se acumula toda a dor de nossos encontros e desencontros, sonhos não realizados, frustrações, culpas, remorsos, perdas emocionais e físicas, a busca incessante pela felicidade.
Como podemos tratá-lo para que ele se fortaleça e vença os desafios da vida? A resposta  fácil e clara é que devemos nos despir de toda ilusão que empana a visão da realidade e trabalharmos no sentido de livrá-lo de toda a quinquilharia que acumulamos ao longo de nossa existência, mas a aplicação desse remédio é difícil e requer tempo e coragem para que o tratamento seja  eficaz.
Essas quinquilharias são o resultado de nossas escolhas baseadas em nossos conceitos humanos  que nos afastaram da presença de Deus, criando um mundo isolado e doente, frio e solitário. Nessa solidão sempre damos os passos em direção a uma outra pessoa esperando dela o amor para aquecer a nossa alma, mas o outro também espera que façamos a mesma coisa e ao invés de nos encontrarmos, acabamos nos distanciando porque buscamos um modelo inexistente e sofremos com a frustração de não alcançarmos o tão desejado aconchego. Para todas as nossas derrotas culpamos o outro que não correspondeu às nossas expectativas e nunca conseguimos olhar para dentro de nós mesmos para buscarmos a verdade de nossas dores.
Ao perdermos alguém perguntamos sempre por que Deus fez isso ou aquilo, e cobramos dele uma posição a nosso favor sem considerarmos que não temos o direito de fazê-lo, e sofremos pelo que nos foi arrancado.
Buscamos em nossos pais e filhos a presença constante e perfeita, cheia de amor e dedicação e esquecemos que cada um de nós tem seus conflitos e suas necessidades. E sofremos mais porque não conseguimos compreender a razão de nossos entes mais queridos não partilharem de nossas idéias e  amor.
Em nossa luta diária pela sobrevivência encontramos pessoas que nos olham como amigos, inimigos, trazendo-nos facilidades e dificuldades, e que esperam muito de nós como nós deles, e sem buscarmos a harmonia em nossos projetos somos derrotados de alguma forma e culpamos o chefe, o colega, o trabalho, a vida.
Em nossa busca pela felicidade idealizamos alguém que nos dê muito amor, sem sufocar; dedicação total com muita liberdade de ação; que adivinhe nossos pensamentos e desejos realizando-os como passes de mágica; mas ao contrário dessa ilusão doentia nos defrontamos com  uma realidade  diferente onde cada um de nós tem que batalhar para ser aceito e respeitado.
Como podemos então manter nossos corações saudáveis diante de tamanha confusão de sentimentos, cobranças e frustrações? Onde estamos falhando e o que fazer para vivermos uma vida saudável?
Se olharmos para traz em busca da origem de nossas dores, encontraremos, após muito esforço, o atalho que seguimos na esperança de encurtar nosso caminho para a felicidade,  mas que na verdade nos custou muitas vidas de tentativas, erros, acertos e a somatória de tantas lutas que são as quinquilharias que atravancam o nosso coração. A solução é pararmos nesse ponto e buscarmos ajuda do Alto para podermos nos desembaraçar de tantos nós e soltarmos as amarras dos conceitos humanos, dando início à descoberta de nós mesmos, buscando em nossa origem divina a coragem de enfrentar o imenso desafio de encarar e vencermos as nossas fraquezas,  abrindo espaço para que a tão desejada paz ocupe todo o nosso espaço.
Assim começa a cura do nosso coração! Se nos permitirmos olhar para o nosso interior  sem culpa, sem vergonha, e invocarmos o amor divino para preencher todas as lacunas, encontraremos enfim, o caminho da verdade que nos libertará. Coragem, paciência, fé e determinação são necessários para que esse tratamento cure a nossa alma de toda a sua dor e carência, e passemos então a amar o outro verdadeiramente, reconhecendo em cada um deles, as mesmas necessidades e carências que já suportamos em nós mesmos. Somente encarando a nossa realidade com amor é que conseguiremos olhar e aceitar o outro como ele é. A paz se manifesta quando o coração busca a verdade para se alimentar e reconhece que dependemos apenas de nós mesmos e da força divina que nos mantém para sermos felizes. Quando nos separamos de Deus perdemos o vínculo com a realidade e entramos no nível da ilusão, e agora precisamos reverter a situação purificando nossos sentimentos e limpando e alimentando  nosso coração com o nosso amor próprio preparando o templo para que Deus venha nele habitar definitivamente. Somente através do amor puro e verdadeiro seremos capazes de amar e compartilhar nosso amor com todos os nossos irmãos. Assim curamos o nosso coração e a nossa alma.

Setembro de 2012
Nada disso é fácil realizar, pois precisamos trabalhar intensamente com as forças divinas, com as ferramentas divinas como a Chama Violeta, para liberar as energias retidas, aprisionadas em nossa alma, e só depois conseguiremos olhar, encarar as nossas verdades. Hoje, ao entregar-me humildemente ao comando do meu Santo Cristo Pessoal, permiti, sem o saber conscientemente, que toda a zona de conflito interior emergisse do fundo da minha alma a ponto de vê-la fisicamente diante de mim, e só então pude descobrir a montanha de entulho das emoções que abafava e impedia a minha liberdade, impedindo-me de ser feliz. Ao reconhecer o volume que me asfixiava, entendi o por quê de tanto sofrimento, e isso só foi possível porque trabalhei intensamente por essa libertação, indicando à Chama Vivente para buscar a origem, as causas dos meus conflitos. Compreendi que ao dizer sim pela primeira vez, anulando a minha vontade, dei início a uma sequência de fatos que foram me aprisionando, imobilizando, razão pela qual me sentia impossibilitada de mover até mesmo fisicamente. Não havia razão aparente para sentir-me tão incapaz, lerda, pesada; eu não conseguia nem enxergar o primeiro obstáculo à minha volta. Deixei que o fogo revolvesse todo esse entulho emocional paralisante, e fui assistindo os elos das correntes que me prendiam,  um por um, sentindo o peso de cada um deles sendo consumidos, e aos poucos até mesmo a minha respiração foi ficando mais leve e livre.
Agora preciso manter esse padrão inicial de limpeza e ir aprofundando mais e mais essa ação purificadora para vencer todo o hábito negativo de submissão a que minha alma se acostumou ao longo desta vida e quiçá de todas as outras. Entendo que somente assim, trabalhando pelo meu desprendimento de correntes tão poderosas, porém irreais, poderei viver e realizar meu plano divino, caminhando com os meus próprios pés nesta terra de aperfeiçoamento, e conquistar a minha tão sonhada liberdade; a liberdade de ser quem Eu Sou.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

ORAÇÃO Á MÃE DO MUNDO


Ó Mãe do Mundo

Somos todos filhos do Teu coração
Separados pela trivialidade
Permanecemos apartados
Do Teu êxtase cósmico.

Quando as paixões da liberdade cósmica são negadas a todos,
Os homens cegos ficam presos aos sentidos, escravizados.
E empenham-se em lutar uns contra os outros –
Ingerindo, através de atos terríveis,
O vômito inferior e insensato
De padrões abortados, carregados de ódio –
A insensatez da ilusão, as confusões do destino.

Grande Mãe Silenciosa, ensina agora
Os Teus filhos a não terem ninguém
Além de Ti – a afastarem as mãos do erro mortal,
Protegerem a mente do terror mortal,
Selarem o coração no propósito supremo,
Forjarem Tua união cósmica – Realidade, Sonho Divino.

Longa tem sido a noite em que estivemos privados
Da Luz do Teu radiante Filho Varão;
No Sol da Unidade,
Confessamos ter perdido a felicidade.

Teu cargo de pura Luz não tem competição;
Que ninguém de Ti duvide, mas encontre
A sintonia com a Tua mente abençoada
Plena de pensamentos sagrados;
Teu amor que flui de um coração que brilha
Com sonhos cósmicos da meditação Divina.

Purifica o ardor dos sonhos confusos dos homens
Que separam, dividem e despedaçam
Muitas vidas, até que todos perguntem:
Onde está o erro debaixo de nossos pés?
Irá derrotar-nos para sempre?
Nunca parando para avaliar-nos?
Com toda a razão, sabedoria evanescente,
Dissipando-se até chegar ao niilismo?

EU SOU um filho da diligência cósmica;
Imaculado é o Teu conceito
Do meu desejo de ser divinamente instruído,
De aprender a amar, para destruir as matrizes de desejo,
Ó Mãe Cósmica, da Tua sublime posição estelar,
Incendeia o meu coração!

Que eu possa mover-me impulsionado pelo Teu Amor
Até à Fonte da Fraternidade
Onde, lavando os pés dos meus competidores
A todos servirei
E verei Poseidon elevar-se,
A nova Atlântida da nossa Totalidade
Para nunca mais se afundar na mesquinhez
Do ser inferior que causa desordem
Eu Sou capaz agora de servir e reinar
Com o Teu Filho bem amado.

Texto extraído do livro: Mensagens de Maria de Elizabeth C. Prophet

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Ascensão


A melhor maneira de transmitir-vos o significado da Ascensão é compará-la ao nascimento de uma criancinha na sua forma carnal. A Ascensão é o nascimento no Espírito.
Assim como ao nascer, o homem traz a imagem do que é terreno, assim também ele retorna a Deus para trazer a imagem do celestial. O dia da Ascensão de todo homem é o dia primeiro da sua reunião imortal com Deus – o dia da comemoração da hora da vitória em que ele se torna uma coluna (de fogo) no templo de Deus, para nunca mais ressurgir numa forma física e carregar o fardo do pecado do mundo nos seus quatro corpos inferiores.

Texto extraído do livro: Consciência Cósmica de Elizabeth Clare Prophet

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

DISCURSO DE SAINT GERMAIN EM 25/12/1932


Por longo tempo os indivíduos têm procurado saber como alcançar a Consciência Crística. O primeiro passo importante apoia-se no reconhecimento da “Grande Presença do EU SOU”, Deus habitando em vós. O segundo passo está no emprego desta “Presença EU SOU”, porque quando dizeis: “EU SOU” com a compreensão do seu significado, tereis então penetrado na Consciência Crística. Isso não significa que manifesteis imediatamente a plenitude dessa Consciência, porque precisais saber, primeiro, aonde ireis e o que desejais fazer, antes que possais aprimorá-la.
Todos os que ascensionaram trilharam o mesmo caminho e se emprenharam identicamente na mesma procura porque todos os caminhos levam ao Grande Sol Central, a Divindade.
Nosso amado Irmão Jesus proporcionou uma das maiores bênçãos à humanidade, não só dando exemplo desde o Seu nascimento, até alcançar a Ascensão, mas também doando-Se Ele próprio e estabelecendo o Registro Eterno que permanece radiante. Pouco pode o não-ascensionado avaliar o que isto significa para os humanos. É um Farol Eterno que permanece para a Luz, e no exemplo da Ascensão, Jesus instituiu definitivamente não só o que se poderia fazer como também o que deve, eventualmente, ser feito.
Grandes foram os prodígios que Ele realizou, e nos fez a maravilhosa promessa de que: “Fareis coisas ainda maiores do que estas”. Muitas vezes os discípulos perguntam a si próprios que coisas poderão realizar que sejam maiores do que as que Jesus fez, mas Ele nos disse que só apresentou alguns dos muitos serviços universais que podem ser prestados à humanidade.
Para Nós, este dia simboliza sempre o começo consciente da mais maravilhosa de todas as realizações: a Ascensão. No momento em que o indivíduo se torna consciente desta verdade, começa o processo de sua própria ascensão e conforme a plenitude de sua compreensão deste fato,  pode ele efetuá-la rapidamente ou necessitar de mais tempo.
Na Minha experiência pessoal, quando percebi o que isto significava comecei a usar a “Presença EU SOU” e verifiquei que, após curto período, perdera por completo a noção de tempo e espaço; e que cada dia, ao penetrar mais profundamente nesta expansão de consciência, achava tudo o que Eu desejava direto ao Meu alcance, notai bem, direto ao alcance do Meu poder governante individual. Com isso, veio-Me a percepção de que o “Amor Divino” era a Poderosa Força Coesiva dentro de todas as coisas unidas e nos devidos lugares, e que este Amor Divino dentro de Mim, que Eu tinha começado a compreender, tornara-Me um imã invencível que atraia tudo aquilo que pudesse desejar.
Esta verdade simples é uma das mais poderosas que primeiro afluem ao discípulo. A princípio, ela o induz a compreender que, de fato pode elevar-se acima dessas aparentes limitações que o cercam, e depois ele verifica estar realmente se sobrepondo a elas, uma a uma.
Vem então, o Grande Influxo e Extravasamento deste Poderoso Eu interior, que encerra, dentro do Seu Abraço, a substância de tudo o que o coração possa desejar e, notai: vossa habilidade e autoridade para qualificar e moldar esta substância é que fazem com que ela tome a forma do que necessitais seja isto paz, Amor, ouro ou iluminação.
Eu vos digo, amados discípulos: Despertai vossa autoridade, vosso direito, vossa capacidade consciente ao aplicar esta Grande Lei, para vossa perfeita saúde, eterna juventude e beleza, riquezas de Deus, glorificação de vossa mente e corpo, e depois ascendei ao Domínio em direção  à vossa Eterna Liberdade.
Assim que começais a verificar que passo a passo estais vos aperfeiçoando, também começais a esquecer todas as condições externas que se agitam em torno de vós, no glorioso sentimento de estardes encerrado no Grande Abraço dessa Poderosa Presença do Mestre Interno, que está acima do tempo e espaço.
Sereis o senhor e exercereis domínio em vossa Vida e em vosso mundo, no momento em que reconhecerdes que a Energia, o Poder e a Inteligência que estais empregando, é a “Poderosa Presença EU SOU”. Como são, realmente, venturosas aquelas individualizações sobre a Terra que se tornaram conscientes, deveras conscientes dessa Verdade!
Jesus disse: “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos tornará livres”. É este um dos mais poderosos aspectos dessa Verdade. Aplicai-a, meus queridos, com  plena determinação, eliminando toda incerteza das vossas mentes, e subireis com firmeza essa Escada magnífica da vitória; e ao olhardes para trás, para cada degrau vencido, vereis brilhar cada vez mais esse esplendor, e então vos perguntareis: “Como pude, por tanto tempo, caminhar nas trevas, quando acima de mim permanecia essa Poderosa Chama da Vida, pronta para consumir instantaneamente todas as minhas criações infelizes e ignorantes”
Digo-vos, amados Meus, não tereis que esperar indefinidamente para o reconhecimento dessa Poderosa Presença. Envolvei-A em vossos braços com toda a adoração de que podeis dispor, e Ela vos erguerá rapidamente acima de todas as limitações aparentes, vestindo-vos com essa Inconsútil Roupagem de Cristal, Resplandecente de Luz Fulgurante e adornada com um Cinto de Pedras Preciosas, que é de vosso direito usar;  em vossa mão, o Deslumbrante Cetro do Domínio, o Farol da vossa Alma Poderosa que podeis dirigir sobre qualquer coisa, sobre qualquer lugar, a qualquer altura, trazendo-vos a revelação da parte interna. Esse é o quadro, amados irmãos e irmãs, do feito admirável em que Nos empenhamos e alcançamos. Podeis fazer o mesmo: sabemos, porque o fizemos.
Nunca vos canseis de adotar a consciência de que “EU SOU a Presença Ascensionada”, e quando disserdes isso, sabei: “Ela é a Força emanante auto-sustentada, por meio da qual posso alcançar o domínio completo”. Sinto-me muito feliz por estar de volta ao lar outra vez, pela alegria em vossos corações, por ver todos os degraus da escada que galgastes, e por terdes a convicção plena de que podeis conquistar a maior de todas as dádivas de Deus, a Plenitude d’Ele Próprio.

Fonte: Discurso XXV – O Livro de Ouro de Saint Germain