domingo, 27 de abril de 2014

A REENCARNAÇÃO NOS PRIMÓRDIOS DO CRISTIANISMO

Toda alma vem para este mundo
Fortalecida pelas vitórias ou enfraquecida pelas
Derrotas de suas vidas passadas.
Orígenes de Alexandria, Patriarca da Igreja



É possível ser cristão e acreditar na reencarnação? Hoje, a maioria das religiões responderia “não” a esta pergunta. Mas isso não ocorria no século II.

O cristianismo antigo era extremamente diferente. Durante os três primeiros séculos dessa nova religião, a comunidade cristã era composta de numerosas seitas, incluindo muitos grupos hoje coletivamente conhecidos como gnósticos. Os gnósticos afirmam possuir uma doutrina avançada que lhes foi passada secretamente por Jesus por meio de seus discípulos mais próximos. Mesmo entre os gnósticos havia diferenças de crenças e práticas. Alguns eram absolutamente ascéticos; outros foram acusados de serem moralmente licenciosos. Alguns eram celibatários, outros, não. Entretanto,  compartilhavam algumas crenças.

Acreditavam que os meios para a salvação não se resumiam simplesmente à fé, como clamava o contingente ortodoxo emergente, mas à gnósis – palavra grega que significa “conhecimento” ou “familiaridade”. Os gnósticos enfatizavam o conhecimento e a experiência pessoal do Divino. Acreditavam que a busca do autoconhecimento levaria à reintegração com o Eu Divino, a essência da nossa Identidade. Para eles, carma e reencarnação criavam o contexto para essa união mística.

No texto gnóstico conhecido como Evangelho de Tomé, escrito provavelmente no final do século II, Jesus ensina que após a morte alguns permanecerão absorvidos “nos seus interesses da vida” e “serão trazidos de volta aos reinos visíveis”. Ao final dessa obra Jesus diz: “Vigiai e orai para que não necessiteis nascer na carne, mas para que possais deixar o amargo cativeiro desta vida”. Em outras palavras, ore para não renascer na Terra, mas para retornar aos reinos mais elevados.

Em outro texto gnóstico, Pistis Sophia , escrito provavelmente no século III, Jesus descreve várias consequências cármicas das atitudes tomadas em vidas anteriores. Ele diz que uma pessoa será “mandada de volta ao mundo, conforme o tipo de pecados que houver cometido”. Uma pessoa que blasfema, por exemplo, terá o coração continuamente em sofrimento. A alma do “arrogante e presunçoso” será lançada “em um corpo imperfeito e deformado para que todos o menosprezem persistentemente”. Uma pessoa que não pecou, mas que ainda não recebeu os mistérios do mundo espiritual, será colocada em um corpo que a tornará capaz de “encontrar os sinais dos mistérios da luz e herdar o reino da luz, para sempre”.

Alguns gnósticos, nos séculos II e III muitos cristãos proeminentes aceitavam a reencarnação. Diz-se de Clemente de Alexandria, um professor cristão que dirigiu a escola de catequese da Igreja de Alexandria, foi um deles. Seu sucessor, Orígenes de Alexandria, patriarca da Igreja e o mais influente teólogo da Igreja católica, acreditava na preexistência da alma, ou até mesmo na reencanação.

Em On First Principles, Orígenes explica que às almas são designados “locais, regiões ou condições”, com base em suas ações “antes da vida atual”. Deus “organizou o universo sob o princípio da mais imparcial retribuição”, ele nos conta. Deus não criou “com qualquer favoritismo” mas deu às almas corpos “de acordo com o pecado de cada um”.

Orígenes pergunta: “Se as almas não preexistem, por que encontramos cegos de nascença que não cometeram pecado enquanto outros nascem sem nada de errado? Ele próprio responde a pergunta: “Está claro que certos pecados existiram ou seja, foram cometidos antes de as almas se unirem aos corpos e, como resultado desses pecados, a cada alma foi dada uma punição proporcional à sua falha. Em outras palavras, o destino das pessoas baseia-se em ações passadas.

A crença de Orígenes na preexistência da alma sugere a reencarnação. Por isso seus seguidores e seus ensinamentos foram atacados no controvertido fogo cruzado do cânon eclesiástico. Três séculos após a morte de Orígenes, o imperador bizantino Justiniano proclamou-o herético. Instigado pelo imperador, o Conselho da Igreja lançou um anátema (maldição) contra o ensinamento de Orígenes sobre a preexistência da alma. Os monges seguidores de Orígenes foram expulsos e os textos escritos por ele, destruídos.

Uma vez que não existem registros documentando a aprovação papal dos anátemas, estudiosos questionam, hoje, sua legitimidade. Mas a ação do Conselho, aceita pela Igreja na prática, tornou a reencarnação incompatível com o cristianismo. Entre os séculos III e VI, as autoridades da Igreja e do Estado gradualmente rejeitaram os cristãos que acreditavam na reencarnação, banindo e, finalmente, destruindo seus manuscritos.

De tempos em tempos, a crença na reencarnação ressurge de forma persistente. No século VII, com os paulicianos, e no século X, com os bogomilianos, ela chegou às áreas onde hoje estão a Bósnia e a Bulgária. A crença na reencarnação apareceu na França e na Itália medievais, onde foi criado o núcleo da seita cátara.

A temível Inquisição foi estabelecida originalmente no século III para combater os cátaros, também conhecidos como albigenses. No final, a Igreja ganhou a batalha ao deflagrar uma cruzada seguida de uma campanha brutal da inquisição, tortura e queima de pessoas em fogueiras.

Naquele ponto, a crença na reencarnação buscou a clandestinidade. Durante o século XIX, foi mantida viva nas tradições secretas dos alquimistas, rosa-cruzes, cabalistas, herméticos e maçons. A reencarnação continuou fazendo adeptos na Igreja. Na Polônia do século XIX, por exemplo, um arcebispo católico, Monsenhor Passavalli (1820 – 1897), inseriu a reencarnação em sua fé e adotou-a abertamente.  Ele influenciou outros padres poloneses e italianos que também adotaram a reencarnação.


Texto extraído do livro: Carma e Reencarnação de Elizabeth Clare Prophet

sábado, 12 de abril de 2014

"O crisol é para a prata e o forno é para o ouro: mas o Senhor prova os corações".

Recebi esse texto de um grande amigo, Paulo Rodrigues Simões,  e compartilho-o com todos vocês.

O CRISOL É PARA A PRATA
Estava aqui lendo O LIVRO "consciência cósmica" e uma frase me fez procurar seu significado na internet.
"O crisol é para a prata e o forno é para o ouro: mas o Senhor prova os corações".
O livro fala de outros significados desse ensinamento. Fala dos ciclos cósmicos. Fala que "o ouro constitui o foco das energias de alfa e a prata o repositório das frequências de ômega. E o Senhor Cristo que prova os corações é o Cristo Pessoal individual" pág. 106, capítulo 7 - consciência cósmica: um homem em busca de união com Deus, de Elizabeth Clare Prophet.
Encontrei então, uma linda mensagem em um blog de uma menina de BH:
(...) Aprendi o que é Crisol quando participando de um seminário para jovens o pastor pediu que abríssemos a bíblia no Salmo 66. Naquele momento percebi também que eu até então lia a bíblia superficialmente, sem me ater aos detalhes... Deixando passar a sutileza de Deus que fala através das pequenas coisas. Já havia lido o mesmo salmo diversas vezes! Mas nunca daquela maneira...
O Salmista começa entoando um lindo cântico de louvor pelas grandes obras do Senhor! Até cita algumas detalhadamente, convidando todos os povos a bendizerem o nome santo do nosso Deus! Até que no verso 10 ele diz: “Pois tu, ó Deus, nos provaste; acrisolaste-nos como se acrisola a prata.”.
Essa foi justamente a passagem usada pelo pastor naquele culto que mudou a história da minha vida. A prata é um metal lindo. Mas como todo metal, ela precisa ser lapidada para que tenha algum valor comercial.
Porém, o processo de lapidação da prata é diferente e de tão interessante é citado pelo salmista como estratégia de Deus para lidar com seu povo. Mas para percebermos a grandeza de tudo isso é necessário compreendermos como se dá esse processo.
Contemplando uma pedra bruta de prata, o artífice se vê diante de um grande desafio: fazer com que aquela pedra aparentemente sem nenhuma beleza e valor, torne-se uma jóia rara, delicada e preciosa.
Eu já havia comentado que toda mudança causa dor, certo? E no caso dessa transformação não é diferente!
Para conseguir alcançar seu objetivo, o artífice tem que colocar a pedra bruta de prata no Crisol, submetendo-a a altíssimas temperaturas.
Mas não é só isso. O artífice tem que permanecer bem junto ao Crisol durante todo o processo, mudando a pedra manualmente de posição de tempos em tempos para retirar dela por completo todas as impurezas.
Se ele se descuidar por um só momento, o fogo rapidamente consome a pedra, inutilizando assim todo trabalho.
Por isso, a presença do artífice é fundamental até a conclusão do demorado processo.  E ali, pacientemente, ele vai sentindo o calor quase insuportável do fogo em seu rosto, a dor pelo esforço físico repetitivo, a ansiedade para ver o resultado... Tudo isso sem perder a concentração, prestando atenção nos mínimos detalhes do seu minucioso labor.
Enquanto que a pedra bruta de prata é exposta diretamente ao fogo alto permitindo que sejam queimadas todas as suas vértices, deixando que o artífice a purifique de todas as suas impurezas...
Nesse tempo, o artífice tem uma relação de intimidade com aquela pedra. De tão próximos que ficam, ele passa a conhecer todos os lados dela, todas as sujeiras até a mínima que seja, todos as deformidades e imperfeições.
Ela por sua vez, confia plenamente nele e no seu zeloso trabalho.
E essa cumplicidade, esse companheirismo, essa parceria entre o artífice e sua pedra vão crescendo até que o processo chega ao fim.
Resta-nos apenas tentar entender como o artífice sabe que o processo chegou ao fim. Será por sua incrível sensibilidade? Será apenas pela experiência que os anos de trabalho lhe deram?
Não... Na verdade a obra terminada dá um sinal ao artífice... E é exatamente aqui que Deus sutilmente vem trazendo toda a preciosidade de seus ensinamentos. É aqui que o processo de acrisolamento da prata funde-se com o processo de implantação do caráter de Deus em cada um de nós.
O artífice sabe quando a prata deixou de ser apenas uma pedra bruta para torna-se uma joia rara, quando vê nitidamente o seu rosto refletido nela.
Acho que eu poderia terminar esse texto por aqui e vocês já entenderiam perfeitamente a verdade celestial inserida nesse contexto. Mas quero contar a vocês o que essa verdade fez com minha vida.
Naquele culto eu entendi que sou uma pedra bruta de prata. Todos somos!
E estamos nas mãos do GRANDE ARTÍFICE...
Resta a nós apenas a decisão de nos deixar lapidar, transformar, regenerar, purificar pelo próprio Deus.
Para isso necessitamos de muita coragem para enfrentar a dor das altas temperaturas, garra para vencer o sofrimento e o incômodo da retirada daquilo que não presta, confiança no AUTOR da obra e, fé para crer que sairemos melhores, muito melhores do Crisol de Deus.
Foi por isso que decidi que o Crisol é meu lugar eterno. Porque, enquanto eu viver, quero refletir a face do Meu Deus no mundo! Quero fazer a diferença. Quero permitir que o Senhor demonstre suas obras através da minha vida, quero ser resposta de Deus para as orações de muitos.
Quero sentir a verdadeira paz de ser pedra bruta nas mãos do meu Deus. Sim paz! Porque enquanto é o próprio Senhor nos manuseando com suas mãos poderosas, nos cozendo no fogo do seu Espírito, nos fragmentando com a espada da sua palavra, estamos em paz, porque é com amor que ELE nos faz passar por tudo isso. E é por amor que ELE passa tudo isso conosco.
Eu quero atravessar esse processo com intensidade na minha vida! Quero transpor todas as etapas! Só para depois poder viver a real essência de ser PRATA. PRATA reluzente que reflete a luz do alto, que tem a beleza do alto, que tem o caráter do alto.
Portanto, declarar sempre que estou “No Crisol” não é apenas usar uma frase de efeito. Nem é um hábito intencional para despertar a curiosidade das pessoas. Estar No Crisol é adotar um novo estilo de vida. É fazer uma ousada escolha. É tomar uma importante decisão.
E eu estou lá, "NO CRISOL". E vou permanecer. Pois é nesse lugar que eu quero, que eu preciso estar. Para sempre! (...)
Este texto me tocou profundamente. Especialmente por ser mulher e buscar com todo meu coração essa semelhança com a Presença Ômega do Ser. Fui correndo na internet entender como ser ômega, e recebi esse presente maravilhoso.
Agradeço que tenha lido até o final.

Vitória Sempre na Luz!

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

SANTO AGOSTINHO

Santo Agostinho descreve de forma pungente nas suas `Confissões`, os momentos preciosos em que sua alma contatou o Espírito do Senhor.

“Retirei-me, não sei como, para debaixo duma figueira, e larguei as rédeas ao choro.
Prorromperam em rios de lágrimas os meus olhos. Este sacrifício era-Vos agradável. Dirigi-Vos muitas perguntas, não por estas mesmas palavras, mas por outras do mesmo teor: ‘E Vós, Senhor, até quando? Até quando continuareis irritado? Não vos lembreis dessas minhas antigas iniquidades’. Sentia ainda que elas me prendiam. Soltava gritos lamentosos. ‘Por quanto tempo, por quanto tempo andarei a clamar: Amanhã, amanhã?  Por que não há de ser agora?  Por que o termo das minhas torpezas não há de vir já nesta hora?’

Assim falava e chorava oprimido pela mais amarga dor do coração. Eis que, de súbito, ouço uma voz da casa próxima. Não sei se era de menino ou menina. Cantava e repetia frequentes vezes:  ‘Toma e lê, toma e lê’.

Imediatamente mudando de semblante, comecei com a máxima atenção a considerar se as crianças tinham ou não o costume de trautear essa canção em algum dos jogos. Vendo que em parte nenhuma a tinha ouvido, reprimi meu ímpeto das lágrimas, e levantei-me, persuadindo-me de que Deus só  me mandava uma coisa: abrir o códice e ler, e ler o primeiro capítulo que encontrasse. Tinha ouvido que Antão, assistindo, por acaso, a uma leitura do Evangelho, fora por ela advertido, como se esta passagem que se lia lhe fosse dirigida pessoalmente: ‘Vai, vende tudo o que possuis, dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu, depois vem e segue-Me’. Com este oráculo se converteu a Vós.

Abalado, voltei aonde Alípio estava sentado, pois eu tinha aí colocado o livro das Epístolas do Apóstolo, quando de lá me levantei. Agarrei-o, abri-o e li em silêncio o primeiro capítulo em que pus os olhos: ‘Não caminheis em glutonarias e embriaguez, nem em desonestidade e dissoluções, nem em contendas e rixas; mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não procureis a satisfação da carne com seus apetites’.

Não  quis ler mais, nem era necessário.Apenas acabei de ler estas frases, penetrou-me no coração uma espécie de luz serena, e todas as trevas da dúvida fugiram”.


Trecho extraído do livro A SENDA DO CRESCIMENTO PESSOAL de Mark e Elizabeth Clare Prophet.

Summit Lighthouse do Brasil - Carrancas - Brasil
www.summit.org.br
Repassar esta mensagem poderá aquecer outros corações.
Por favor, mantenha o texto e os créditos inalterados.
Somos Gratos.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

MEUS QUERIDOS AMIGOS

Desejo à todos que o Natal seja aquele momento muito especial em que nos preparamos para receber mais uma vez, como fazemos diariamente, o Cristo em nossos corações.

Essa Luz que é a Porta Aberta que Nenhum Homem Pode Fechar, e que nos conduz ao melhor de nós mesmos. Que nos mostra a Verdade, o Caminho e a Vida. O CRISTO é o elo entre o Céu e a Terra; entre Deus e o homem, e é Ele que precisa estar à nossa frente em todos os momentos para que possamos reconhecer o caminho que nos leva de volta à casa de Deus Pai.

Que o Grande Menino Jesus que compartilhou Sua Luz com cada um de nós seja o motivo, a razão fundamental de nos reunirmos no próximo dia 25. Somente quando nos dedicarmos  completamente à essa Luz seremos felizes, e é isso que desejo à todos vocês.

Eu Sou grata por estarmos juntos, mesmo que virtualmente, e peço que o Menino nos abençoe e possamos continuar unidos aqui e em qualquer outro lugar.


QUE A PAZ DE CRISTO ABUNDE EM VÓS!

TODO O ESPÍRITO SANTO DA GRANDE FRATERNIDADE BRANCA

Temos todo o Espírito Santo da Grande Fraternidade Branca. Quando invocamos todo o espírito da Grande Fraternidade Branca, estamos invocando a manifestação específica, única e personificada do Espírito Santo que cada Mestre Ascenso e Ser Cósmico traz consigo.
Vamos explorar o que isto significa: Significa que bebemos do cálice do Espírito Santo que é expresso unicamente de cada membro da Fraternidade. Isto significa que El Morya tem uma expressão muito específica e peculiar do Espírito Santo. Paulo o Veneziano tem outro aspecto único do Espírito Santo que associamos a ele.
Podeis mencionar números incontáveis de santos vestidos de branco por todo o cosmos. Cada um deles tem uma individualidade no Espírito Santo que os caracteriza, caracteriza o Espírito Santo e nos faz compreender a identificação de quem e o que eles são face a face com o Espírito Santo.
Agora, considerai todo o Corpo Místico de Deus no céu e na terra, colocai-nos todos juntos, cada um de nós tendo algo precioso e único que expressa o Espírito Santo, como um corpo e este é o Espírito Santo no sentido impessoal da palavra.
Conforme sabeis, a Grande Fraternidade Branca é uma ordem espiritual de santos do Ocidente e Mestres do Oriente. Estes adeptos são conhecidos como os Mestres Ascensos, porque eles adquiriram mestria sobre o tempo e o espaço e o seu carma, e alcançaram união com Deus através do ritual da ascensão.
Cada Mestre Ascenso tem uma identidade individual que comporta um perfil único do Espírito Santo. Muitos de vós que têm escutado os ditados por muitos e muitos anos, sabem quem é o Mestre pouco antes de o Mestre começar a falar, porque sentis a aura dele, a sua vibração e conheceis aquela qualidade do Espírito Santo que pertence a Saint Germain, a Maitreya, a Gautama.
É o perfil especial do Espírito Santo que eles transmitem. Tendes um perfil especial. Precisais desenvolvê-lo.
Cada Mestre Ascenso vem vestido com o manto do Espírito Santo. Nenhum Mestre Ascenso está sem o manto. A forma como um Mestre manifesta o Espírito Santo reflete sua realização específica na Senda. Em vidas anteriores, em que ele se destacou? O que ele fez? No que se especializou? Como qualificou o Espírito Santo?
Parai e pensai agora. Que qualidade única do Espírito Santo vem à mente quando pensais no Mestre Ascenso Saint Germain, El Morya, Jesus Cristo, Kuan Yin, porque o aspecto do Espírito Santo de Kuan Yin é tão diferente como a noite do dia do de El Morya? Então temos Krishna, Elias, a abençoada Mãe Maria. Todos os conhecemos tão pessoalmente, e esta é a razão. É a sua personificação específica das virtudes do Espírito Santo.
A qualidade ou virtude que pensais quando meditais em um Mestre em particular, concede-vos um senso da personalidade do Espírito Santo conforme se manifesta naquele Mestre. Daí sucede que, “Bem, se eu precisar de uma determinada coisa, sei que este Mestre Ascenso realmente tem um tremendo poder nesse momentum. Assim, buscarei o Espírito Santo através deste Mestre e farei seus decretos e suas canções e prestarei devoções a ele.”
Cada Mestre Ascenso, anjo e servo de Deus, incluindo vós e eu, tem uma personalidade em desenvolvimento do Espírito Santo. Cada um de vós encarna um aspecto único do Espírito Santo. Ponderai em vosso coração qual é esta melhor virtude que pensais ter. Pensai em construir vosso aspecto do Espírito Santo sobre este elemento que vem tão facilmente a vós, quer seja gentileza, compaixão, liderança, a qualidade de ser artista, etc.
Mesmo se este elemento do vosso ser seja apenas uma semente que ainda não germinou, vossa performance do Espírito Santo é diferente da de outro. Podeis não ter percepção plena deste Espírito Santo, mas está emergindo do vosso interior conforme caminhais na Senda, conforme fazeis vossos decretos, conforme vosso coração desabrocha e encontrais que tendes tantas coisas em vosso coração que podeis dar aos outros. Um dia esta semente potencial tornar-se-á uma poderosa árvore.
Assim, quando invocais a “todo o Espírito da Grande Fraternidade Branca” estais invocando as manifestações combinadas do Espírito Santo do Corpo Místico de Deus ascenso e não-ascenso. Estais acessando toda luz e momentum que estão combinados em um, porque somos um corpo, um Corpo Místico de Deus.
Quando uma pessoa no Corpo Místico de Deus não expressa sua qualidade especial do Espírito Santo, todo o Corpo de Deus é privado daquela qualidade especial. Portanto, não escondeis vossa luz sob um alqueire. Tendes uma qualidade para contribuir, e ninguém mais pode fazer, porque é a vossa dádiva específica e única. Este conhecimento devia dar-vos uma compreensão de que não existe algo como falta de dignidade pessoal. Todos temos dignidade máxima, porque somente nós podemos contribuir para o Corpo Místico uno com algo essencial que é unicamente nosso para desenvolver e oferecer.
Portanto, não deixai as forças do mal tentar-vos a acreditar que não sois bons ou dignos e que a vida não é digna de ser vivida porque não tendes utilidade para ninguém. Mantende o curso. Imaginai que qualidade é essa que podeis desenvolver e amar, porque amais a qualidade.
Elizabeth Clare Prophet – mensageira da Grande Fraternidade Branca
postado por www.eusouluz.com.br
 

sábado, 14 de dezembro de 2013

MENSAGEM DE AMOR

“COMO REPRESENTANTE DA MÃE DIVINA, DEVO EXPRESSAR SEU AMOR POR TODOS!”

“Não posso, nessas horas escuras das nações, abster-me de tocar cada homem individualmente. Apesar de muitos estarem preocupados com a crise nacional, com eventos que abalam o mundo, para mim, para uma Mãe universal, cada filho é importante. E, como uma representante da Mãe Divina, devo expressar seu amor por todos.

“Vai, e faze da mesma maneira” significa colocar vossa mão sobre a mão dos que tremem, tateando no escuro. Eles não têm mais ninguém a quem apelar entre os homens a não ser a vós. Nos dias que virão, muitos estenderão a mão no escuro procurando tocar a mão de Deus, e encontrarão a vossa. A cadeia do Espírito não deve ser quebrada. Venha de perto ou de longe, de onde quer que o grito se eleve, a resposta deve surgir. A esperança deve ser concedida e as lágrimas devem ser enxugadas. A cegueira dos desesperados deve ser apenas passageira.

AMADA MÃE MARIA



Fonte: pág. 92, do livro “Mensagens de MARIA sobre o Amor divino” Livro II da Trilogia “Mensagens Douradas de Maria”, Mark L. Prophet e Elizabeth Clare Prophet, Rio de Janeiro, Nova Era, 2007 (Mensagens Douradas de Maria; v.2)


“DEUS VOS AMA!”

Meus amados filhos e filhas:

Existem momentos em que não sentis vontade de seguir em frente. A luz vos parece muito distante e questionais vossas boas graças junto aos céus. O peso dos infortúnios que retornam parece pesado na escala da manifestação e a palavra de conforto muito distante. Para piorar as coisas uma sensação de fadiga se soma às agonias externas e ao turbilhão interior.

Se às vezes as palavras dos mestres ascensos vos parecem chavões por demais repetidos, não acrediteis nisso. Pois Deus vos ama, e o seu amor é suave, doce e compreensivo. Ele não dará as costas àqueles que erraram muito no passado e o procuram agora com fardos pesados. Os filhos da luz, os irmãos mais velhos da raça, os mestres ascensos e os anjos confortadores também são reais. Eles não vos darão as costas, se vós vos afastardes da luz, pois este é o perigo.

O homem é ensinado a sentir, por circunstâncias conspiratórias, que tudo está pérfido, que ele foi lançado fora, que a hora do plantio passou, também passaram o verão e a colheita, e sua produção foi pequena. Mas o amor do Infinito, o plano eterno e as marcas dos testes devem ser levados em consideração. Pois a alma precisa receber a oportunidade do teste mais completo na esfera da experiência.

Nós não estamos proibidos de interferir no domínio dos homens nem de estender nossa paixão incomum à humanidade encarnada. Afinal, não percorremos a via dolorosa? Não nos apresentamos diante da Presença do Deus vivo? Não nos demoramos nos vales e observados do alto dos cumes cobertos de neve o pôr-do-sol, lavando em ouro esplêndido a terra, o ar e o mar?

Ó, abençoados, se ao menos pudésseis compreender, ao olhar para as luzes que se acendem no céu, que os dedos de Deus que as colocaram lá, tão longe deste globo terrestre, estão tão perto de vós como a entrada para o vosso coração! Se ao menos pudésseis compreender que os dedos de Deus buscam os mansos e os humildes, os pobres e os cansados, os desesperados e os jubilosos. Pois os dedos de Deus também tocam os jubilosos, para que não sejam elevados a uma altura demasiada em que não consigam suportar um ciclo descendente.

O som de mundos distantes é ouvido nos corações dos solitários, e eles já não estão mais sós. O colapso do universo no microcosmo do homem é a rendição do Um eterno ao indivíduo. A chama acaricia a alma; e enquanto Deus se aproxima dentro da chama, a compreensão surge, e todas as peças do estranho quebra-cabeça da vida se encaixam num quadro cósmico de esperança celestial.

‘EU SOU o caminho”, disse ele.1 Meu Filho assim falou. E o Cristo de todos os homens, que falou através dele, fala ainda hoje. Também eu, em nome do Espírito da Ressurreição, mantenho o conceito imaculado para todos os que amam a Deus. E como é maravilhoso o amor de Deus! É um beijo de mãe dado na testa de uma criança. É a ternura de um pai em vigília, que vê a febre diminuir ao amanhecer e seu coração se inunda da promessa e da esperança de um novo dia: as coisas vão melhorar. Os anjos também sussurram esperança nos corações atentos dos homens.
E, em meio ao tumulto e à confusão, a arte de Deus se renova.” (...)

AMADA MÃE MARIA


Fonte: págs. 90-91, do livro “Mensagens de MARIA sobre o Amor divino” Livro II da Trilogia “Mensagens Douradas de Maria”, Mark L. Prophet e Elizabeth Clare Prophet, Rio de Janeiro, Nova Era, 2007 (Mensagens Douradas de Maria; v.2)