quinta-feira, 9 de maio de 2013

Sobre as encarnações de Nossa Senhora


Nossa Senhora pertence ao reino dos anjos. Ela é a alma gêmea do arcanjo Rafael, do quinto raio. Maria foi selecionada por Alfa e Omega para encarnar nos planos da matéria, a fim de dar à luz o Cristo, ou seja, o Verbo Encarnado.

Foram, portanto, Nossa Senhora e São José que estabeleceram o padrão arquetípico do Cristo para a sexta raça-raiz, isto é, para a Era de Peixes.

Ao manifestar na alma a plenitude da presença de Deus-Mãe, Maria deu o exemplo da vitória da Mulher verdadeira e da ascensão do princípio feminino na Era de Peixes.
Nossa Senhora, conhecida como Mãe Maria nos ensinamentos dos mestres ascensos, presta serviço no quinto raio da verdade, da concentração, da constância, da ciência, da cura e da precipitação.

Foi justamente porque a chama do quinto raio relaciona-se à precipitação na matéria e porque o aspecto feminino da chama está diretamente envolvido nas espirais de realização divina que descem do informe para o mundo da forma, que fui escolhida por Alfa e Omega para encarnar neste sistema de mundos, estabelecendo no tempo e no espaço o exemplo da Mulher Divina que alcança a plena realização da sua identidade como Mãe Divina (Mãe da Consciência Crística Encarnada).

Para compreender ainda mais a alma de Maria e a sua função no decorrer dos tempos, estudemos algumas das suas encarnações que antecederam a que teve na Galiléia, que foi a última.

Nos primeiros tempos da Atlântida, Maria serviu no Templo da Verdade, onde foi sacerdotisa do Altíssimo, ali estudando as artes curativas. Ao estudar as leis que governam o fluxo da energia divina dos Planos do Espírito para os Planos da Matéria, Maria aprendeu que toda doença, degeneração e morte são causadas por impedimentos ao fluxo de luz em algum ponto dos quatro corpos inferiores do ser humano, e que esse bloqueio de energia resulta do abuso do fogo sagrado e o carma que este cria. Aprendeu também que a cura de todas as doenças está na harmonização do fluxo que percorre os centros de luz nos quatro corpos inferiores e que as espirais da morte e da degeneração podem ser invertidas se iniciarmos espirais da chama da ressurreição no cálice dos nossos corações.

Naquela mesma encarnação, Maria dedicou-se também ao estudo das leis do fluxo que governam a ciência da precipitação.
Tendo alcançado um estado de unidade com a Virgem Cósmica, Maria deixou na Atlântida um foco e uma chama que reerguer-se-ão na Nova Atlântida, como um centro da ciência da cura....

No tempo do profeta Samuel, Maria foi chamada pelo Senhor para... ser mãe.... No cumprimento da função de representante do raio materno, Maria deu à luz sete filhos, cada um deles representando um dos sete raios da consciência crística, enquanto David, o oitavo filho, representou o oitavo raio, que é o raio da integração. David, o autor dos Salmos, reencarnou, posteriormente, como Jesus Cristo.

Na encarnação final, Maria nasceu em Nazaré e foi educada no Templo de Jerusalém. Seus pais Ana e Joaquim eram iniciados da Grande Fraternidade Branca e seguiam muitos ensinamentos da comunidade essênia que lhes permitiram tornarem-se cálices aceitáveis para a encarnação da consciência virginal de Maria.

Lemos no Evangelho do nascimento de Maria, atribuído a Mateus, que durante vinte anos Ana e Joaquim viveram castamente, favorecidos por Deus e estimados pelos homens, sem terem crianças. No entanto, prometeram que se Deus lhes concedesse a graça [de ter um filho], dedicariam a criança ao serviço do Senhor.

Com a promessa no coração e o objetivo na mente, Ana e Joaquim usaram a Ciência da Palavra Fala diligentemente fazendo invocações e orações aos Elohim, aos arcanjos e à Presença da vida revelada a Moisés como o EU SOU O QUE EU SOU.

Ana e Joaquim deram à luz Maria, porque anteriormente haviam dedicado suas vidas ao cumprimento do plano divino. O Anjo do Senhor apareceu-lhes e anunciou o nascimento da Virgem, dizendo-lhes também que sua filha daria à luz o Filho de Deus, o qual, perante as multidões da Judéia, haveria de provar as leis da alquimia divina e a possibilidade do homem ou da mulher cristificados se tornarem senhores sobre o pecado, a doença e a morte.

Maria, que se tornaria a Noiva do Espírito Santo, foi apresentada no Templo aos três anos. Diz-se que seus pais colocaram-na sobre o primeiro dos quinze degraus, que simbolizam as iniciações dos Salmos dos Degraus (Salmos de 120 a 134). A criança galgou os degraus sem qualquer ajuda, mostrando que já havia passado por aquelas iniciações em vidas anteriores e que estava espiritualmente preparada para cumprir sua missão.

Ana e Joaquim deixaram-na, então, para ser educada pelas Virgens do Templo.
Quanto à vida de Maria na Galiléia, na encarnação em que foi mãe de Jesus, não precisamos entrar em detalhes porque é conhecida de todos. O que talvez seja menos conhecido é que, após a ascensão de Jesus, Maria foi com João e outros discípulos, de barco, da Terra Santa à Inglaterra, levando consigo o cálice usado na Última Ceia. A pedido de Jesus, este foi levado para Glastonbury.

Mais tarde, esse foco inspiraria o rei Artur a empreender a demanda do Santo Graal.
Na jornada, Nossa Senhora e seus acompanhantes pararam em Fátima e em Lourdes onde estabeleceram campos de força de luz que ela mais tarde usou em suas aparições, com o objetivo de, um dia, tornarem-se santuários.


Transcrição de trecho da palestra
A Mãe Divina do Ocidente,
Proferida por Elizabeth Clare Prophet
Publicada pela Summit Lighthouse do Brasil em 1990

www.summit.org.br
Repassar esta mensagem poderá aquecer outros corações.
Por favor, mantenha o texto e os créditos inalterados.
Somos Gratos.


segunda-feira, 6 de maio de 2013

LIBERTANDO-SE DAS CORRENTES DE SEU PASSADO


Seus filhos conseguirão muito mais!
Geralmente, você pode ver além do que conseguirá realizar pessoalmente. Deus pode colocar um sonho maior do que conseguirá realizar sozinho. Não se surpreenda se seus filhos ou netos terminarem o que você começou. Eu ouvi alguém dizer: "Nada realmente grande pode ser realizado em uma existência."
No momento, não entendi o que isso queria dizer, porque, obviamente, toda geração consegue realizar grandes coisas. Mas aprendi, a partir de então, que às vezes os planos de Deus se espalham por mais de uma geração.
Muitas vezes, ouvi meu pai dizer: "Um dia, vamos construir um auditório no qual caberão 20 mil pessoas. Um dia, vamos ter um grande lugar para juntar muita gente e orar." Meu pai tinha essa visão, mas Deus usou seus filhos para completá-la.
Mesmo, assim, se não tivéssemos acreditado, se não tivéssemos nos mantido determinados e com o espírito de superação, não acredito que isso teria acontecido. Meu pai plantou as sementes; ele preparou o caminho e os membros de minha família, bem como milhões de outras pessoas, para aproveitarem essas bênçãos, como resultado.
Você pode ter um grande sonho em seu coração. Pense que Deus pode ter colocado essa semente em você, como uma forma de começar. Seus filhos e netos podem levá-lo mais longe do que você achou possível.
No Antigo Testamento, o Rei Davi tinha o sonho de construir um templo permanente onde o povo de Deus pudesse venerar. Davi juntou o material necessário, trouxe enormes cedros do Líbano, acumulou uma fortuna em ouro e outros metais preciosos. Mas Deus nunca permitiu que Davi construísse o templo. Em vez disso, ele instruiu o filho de Davi, Salomão, a construir sua casa de adoração.
Se nem tudo está acontecendo do jeito que você quer, continue dando o melhor de si. Deus ainda está no comando. Além disso, como você continua plantando as sementes e vivendo da melhor maneira, saiba disso: está fazendo algo importante. No momento perfeito de Deus, os frutos do seu trabalho serão vistos.
A Escritura diz que o povo de Deus deixou o lugar melhor do que estava, quando eles o encontraram. Esse deveria ser o seu objetivo também: vou deixar minha família com mais integridade, mais felicidade, mais fé, mais favores e mais vitórias. Vou deixar as pessoas que amo, livres de amarras, e mais perto de Deus.
Pode ser que você não tenha sido criado por pais que o prepararam para o sucesso plantando características positivas em sua família.
Possivelmente, herdou atitudes de derrota, mediocridade, vícios e negatividade. Mas graças a Deus, pôde começar uma nova linhagem familiar. Você pode ser aquele que irá criar um novo padrão.
Alguém precisa querer pagar o preço. Alguém precisa se levantar e limpar as sobras da mesa. Coisas negativas podem estar na sua linhagem familiar, mas elas não precisam permanecer. Só é necessário que uma pessoa se levante e comece a fazer escolhas melhores. Toda escolha correta que você faz começa a apagar as erradas, daqueles que vieram antes.
Pode ser que mais ninguém se preocupe, mas se você fizer mudanças positivas, as pessoas na sua família, um dia, irão olhar para trás e dizer: "Foi por causa desse homem. Foi por causa daquela mulher. Foi por causa deles que tudo mudou. Éramos uns derrotados, até eles. Éramos viciados, até aquele momento. No entanto, veja o que aconteceu quando eles surgiram. Tudo mudou. Nós crescemos."
O que aconteceu? A maldição foi quebrada e as bênçãos começaram. Foi isso que você fez para sua família.
Eu sei que cheguei até aqui na minha vida porque alguém em minha linhagem familiar orou. Alguém defendeu o que era certo. Alguém cumpriu com o prometido. Alguém viveu uma vida de integridade. Meus antepassados, a maioria dos quais nunca conheci, plantaram sementes em minha vida.
"Oh, Joel, você tem muita sorte", alguém poderia comentar.
Isso não tem nada a ver com sorte. Minha vida é abençoada hoje porque alguém na minha família estava orando, perseverando quando os tempos eram difíceis e honrando a Deus com tudo isso.
Se você tem pais e avós devotos, deve ser extremamente grato porque possui inumeráveis vantagens hoje. Possui mais favores de Deus, mais bênçãos pelas coisas que foram feitas no passado. Eles pagaram o preço para investir em seu futuro.
Além disso, quando você possuir uma herança assim, tropeçará em bênçãos. Grandes coisas acontecerão e você nem será capaz de entender o por que. De repente, portas impenetráveis irão se abrir sobrenaturalmente. Você conseguirá aquela promoção e sabe que não a merecia. Não é questão de sorte. É porque aquela avó estava orando. É porque seus pais viveram vidas marcadas pela excelência. Os seus bisavós plantaram sementes de integridade e sucesso.
Certamente, cada um de nós é responsável pelas próprias ações e devemos trabalhar de forma diligente para usar as oportunidades que nos são concedidas. Mas a Bíblia também indica que, se tivermos essa herança de fé, iremos viver em casas que não construímos. Iremos aproveitar vinhedos que não plantamos. As bênçãos de Deus irão nos encontrar e nos fazer crescer. Eu agradeço a Deus todos os dias pelos meus pais e avós. Pela forma como eles viveram e pelo que fizeram; sei que não estou vivendo sob uma maldição; estou vivendo sob a bênção das gerações anteriores.
Você pode fazer algo similar pela sua família. Dinheiro, casas, carros ou outras possessões materiais podem ser parte de seu legado para seus filhos, se você deixar essas coisas de herança, tanto melhor.
Viver uma vida de integridade e excelência que honre a Deus vale muito mais do que tudo isso. Transmitir os favores e as bênçãos de Deus para suas futuras gerações, vale mais do que qualquer coisa no mundo.
Não prefira as coisas fáceis. Continue dando o melhor de si mesmo quando as coisas ficarem difíceis. Continue amando, doando e servindo. Sua fé é percebida no céu. Você está guardando equidade para si e para as próximas gerações.
Em 1 Samuel, capítulo 25, lemos como Davi e seus soldados protegeram a família e os trabalhadores de um homem que se chamava Nabel contra seus inimigos.
Um dia, Davi mandou seus homens pedirem a Nabel um pouco de comida e suprimentos. Davi pensou que Nabel seria grato e que daria de boa-vontade os suprimentos para suas tropas. Mas quando os homens de Davi chegaram, Nabel os tratou de forma rude e desrespeitosa. Ele disse: "Eu nem sei quem são vocês. Nunca pedi para fazerem nada por mim, então saiam daqui. Não me atrapalhem."
Quando aqueles homens voltaram e contaram a Davi como haviam sido tratados, de forma insolente, Davi ficou furioso. Ele disse: "Certo, homens, peguem suas armas. Vamos dar um jeito em Nabel. Vamos arrasá-lo."
Mas no caminho até lá, a esposa de Nabel, Abigail, parou Davi. Ela ouvira o comportamento ofensivo de seu marido, então trouxera muitos presentes e muita comida, esperando reduzir a raiva de Davi.
Ela falou: "Davi, meu marido é um homem rude e ingrato. Ele não deveria tê-lo tratado assim." No versículo 28, ela disse: "Esquece, eu te suplico, a ofensa de tua serva, pois o Senhor certamente fará um reino duradouro para ti."
Eu gosto dessa frase "um reino duradouro". Abigail estava dizendo: "Davi, sei que você tem o direito de estar bravo. Sei que meu marido lhe devolveu o mal, em troca do seu bem, mas se você puder perdoar isso, ser superior e deixar passar, sei que Deus irá abençoá-lo pelas próximas gerações. Sei que Ele lhe dará um reino duradouro."
Davi engoliu seu orgulho, se afastou e perdoou a ofensa. Ele esqueceu, e Deus realmente o abençoou, e a seu futuro filho, como resultado disso.
Durante a vida, todos passamos por situações nas quais podemos encontrar alguma desculpa para estarmos bravos, alguma racionalização para sermos amargos. Você pode dizer: “Joel, tenho uma boa razão para deixar meu casamento. Fui muito maltratado." Ou "Tenho todo o direito de ser ressentido; fui forçado a aguentar tanta dor e injustiça."
Na verdade, você pode ter boas razões para se sentir do jeito que se sente e por responder à vida negativamente. Mesmo assim, estou pedindo para ser superior; não aceitar isso. Essa coisa pode estar no seu sangue; pode ser transmitida. Seus filhos e netos já possuem muitas coisas a serem superadas, eles não precisam que você adicione mais problemas.
Pode ser difícil, mas você tem o poder de superar as escolhas erradas feitas pela sua família nas gerações anteriores. Além disso, é possível melhorar a vida das gerações que vierem depois de você. Cada ofensa que se esquece, cada hábito ruim que se quebra, cada vitória que se ganha, é uma volta a menos para aqueles que vierem depois de você. Mesmo se não fizer por si mesmo, faça por seus filhos, faça por seus netos. Faça para ter um lar duradouro.
Ouvi alguém dizendo: "Seu sangue sempre fala mais alto." O que ele queria dizer é que o sangue está carregado de suas experiências. Ele se lembra, como ficou evidente naquele estudo militar que mencionei antes, de onde veio. Daqui a 100 anos, seu sangue ainda falará para as futuras gerações. De alguma forma, tanto positiva quanto negativamente, sua linhagem afetará outras pessoas.
O que seu sangue mostrará? Derrota. Mediocridade. Falta de perdão. Amargura.
Não, acredito que seu sangue mostrará Determinação, Persistência, Integridade, Devoção, Generosidade, Favor, Fé e Vitória!
Determine que você irá transmitir uma herança de devoção. Deixe um legado de boas coisas para sua família. Você pode ter herdado coisas negativas do passado, mas graças a Deus, hoje é um novo dia. Desenhe uma linha na areia e declare: "Acabei com a maldição das gerações. Para mim e para minha família, vamos viver sob a bênção."
Levante toda manhã e esforce-se ao máximo. Se fizer isso, não só se elevará e conseguirá mais, mas Deus prometeu que sua semente, sua linhagem familiar por até mil gerações, será abençoada e receberá os favores d’Ele - tudo por causa da vida que você está levando.
JOEL OSTEEN
O QUE HÁ DE MELHOR EM VOCÊ


quarta-feira, 1 de maio de 2013

A SUBIDA PARA A MONTANHA MAIS ALTA


O caminho do buscador é íngreme, mas a Luz que brilha no coração ilumina cada degrau, cada rocha que deve ser galgada com amor  e amplia a consciência para atingir o topo da montanha, nosso objetivo maior.

Assim tem sido meu caminho de volta à casa paterna, mas após 60 anos escalando  escarpas, deslizando em solo fofo, machucando meus pés em pedras pontiagudas, reconheço que já avancei  bastante e que essa experiência me dá a condição de não me deixar vencer por qualquer obstáculo que surge pela frente. A Fé que fortalece a minha alma a cada vitória, indica que o caminho mais longo já foi percorrido e que de agora em diante eu devo usar toda a experiência adquirida nessa escalada vertiginosa para vencer os últimos obstáculos com maior presteza e determinação.

Cada um desses obstáculos é  a manifestação de cada uma das minhas más escolhas do passado, e vencê-las me deu a consciência da importância de cada uma delas para a minha liberdade nesta vida.  Não tenho ideia do quanto ainda tenho que percorrer  e muito menos que tipos de testes me esperam,  mas meu coração me anima a vencer cada desafio  para  poder desfrutar da libertação que esse enfrentamento com a  verdade me traz.

Alguns obstáculos têm sido representados por pessoas que tentam me impedir, dentro do próprio caminho da Luz, mas eu não posso mais sucumbir às estratégias do inimigo, então volto-me para o meu Santo Cristo e peço que esteja à minha frente e que me conduza. Sozinha eu jamais  teria chances de alcançar tantas vitórias, e confiante  afirmo: EU SOU VITORIOSA!

Não posso me deter pelo caminho e chorar a cada dor, a cada desilusão que faz sangrar minha alma cansada. NÃO ME DETEREI  DIANTE DE NENHUM OBSTÁCULO!

CONFIO a minha alma ao meu amado Santo Cristo Pessoal e caminho. Não vou fazer nada para mudar qualquer coisa através dos meus conceitos humanos, e continuarei na Senda da minha reabilitação espiritual  independente da vontade de alguns em me deter, pois ninguém tem o poder de apagar a Luz que anima minha alma.

Neste dia tão especial,  1º de maio, em que comemoramos a ascensão do amado Mestre Saint Germain,   peço-lhe  que me ajude a entender o sentido de cada prova e me abençoe com a Chama Violeta  consumindo minhas fraquezas  e  purificando meu ser de todos os erros e conceitos humanos que tem me retido no mundo da matéria.  

Chama Violeta do coração de Deus
Chama Violeta do coração de Deus
Chama Violeta do coração de Deus, liberta-me!

quinta-feira, 18 de abril de 2013

A VONTADE DE DEUS


A vontade de Deus é uma aventura sagrada. Disse-o assim por uma razão: o indivíduo comum considera um encontro com a vontade de Deus uma possibilidade remota. Ele reza para que lhe seja revelada a vontade de Deus, mas não compreende que pode perceber essa vontade num relance a priori, enquanto ainda vive na forma mortal. Não compreende que a vontade que ele vê pode também ser captada, em parte, como um tesouro da consciência, e conduzida de volta ao domínio da vida interior. Aí, o grande imã da verdade atua como um revelador divino para mostrar ao todo homem, no fundo do seu coração, aquilo que é realmente a vontade de Deus”.
Texto extraído da pág.45 do livro “Senhores dos Sete Raios” de Mark e Elizabeth Clare Prophet.

sábado, 30 de março de 2013

A ASCENSÃO TEM QUE SER DESEJADA


A VÓS QUE DESEJAIS A ASCENSÃO E
QUE A DESEJAIS ORDENADAMENTE VOS É
DADO CRER NA CONSCCIÊNCIA QUE DESEJAIS
TORNAR VOSSA, COLOCANDO A VOSSA
ATENÇÃO NO PROCESSO E SERVIÇO
CÓSMICO QUE RESTAURARÃO EM VÓS O
ESTADO ANTERIOR QUE CONHECESTES
COM DEUS ANTES QUE O MUNDO EXISTISSE.

São Paulo disse há muito tempo: “Alguém dirá: Como ressurgirão os mortos? E com que corpo virão?  Insensato! O que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer”. Sua repreensão aos gálatas porque seguiam a letra da lei em vez do Espírito de Cristo também foi a propósito: “Ó! insensatos gálatas! Quem vos fascinou a  vós... Tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne?”
O curso da vitória do homem que conduz à sua ascensão não é seguido devido à “bondade humana”, nem devido à busca, por parte do homem, de “normas sociais aceitáveis”. É evidente que o carma tem que ser equilibrado. As pessoas não podem continuar a zombar das leis da fraternidade e da justiça; não podem continuar a desobedecer as leis infinitas de Deus impunemente. É falta de realismo, portanto, que qualquer homem imagine que pode seguir um curso incompatível com o Conselho do Carma e com as hierarquias celestiais, ignorando as suas responsabilidades espirituais e a necessidade de desejar os mais altos dons e graças que Deus já preparou para ele.
A ascensão tem que ser desejada, e tem que ser desejada de forma ordenada. Tem que ser desejada, não como um mecanismo de escape das responsabilidades ou dos deveres mundanos. Ela tem que ser desejada como o auge de uma vida de serviços segundo a vontade de Deus, e os homens tem que estar dispostos durante as suas encarnações finais no planeta – a sua ocasião de escapar à ronda dos séculos – a prestar o melhor serviço possível à luz e de ajudar a inaugurar o reino.
Conheci muitas pessoas que se empenharam tanto na batalha para alcançar a sua ascensão que ignoraram completamente as suas responsabilidades perante o próximo e a hierarquia. Em nome de Deus, amados, não precisais ser  como Nero que tocava lira enquanto Roma ardia. Tendes que levar em conta as terríveis traições que acontecem no mundo atual, e a tremenda dor e sofrimento à qual a humanidade está  submetida. Sempre que possível, deveis procurar trazer ao mundo aqui embaixo as maravilhosas energias regeneradoras da luz como uma inspiração curadora, como um ato de misericórdia e graça, como uma alegre experiência, quando conseguis, pela perícia consumada do vosso Santo Cristo Pessoal e através da graça de Deus, atrair a Luz para homens de menor compreensão.
Queremos, portanto, deixar claro neste dossiê o fato de que a Fraternidade de Luxor não pretende despojar o planeta de toda a sua nata. Não queremos atrair ao nosso templo todas as almas iluminadas da terra nem fazer com que todos ascendam a Deus, deixando o mundo privado daqueles que mantém o equilíbrio de luz e poder, e que prestam assistência espiritual aos seus semelhantes através da cadeia da hierarquia. Desejamos atrair apenas aqueles cujo curso está terminando, e que reconheceram que o seu plano divino está quase todo realizado.
Temos também consciência do fato de que milhões de pessoas hoje em dia, que foram apresentadas a estes elevados ensinamentos através deste Dossiê sobre a Ascensão podem começar, e não deixarão de fazê-lo, a tecer padrões de luz em preparação para a realização das suas missões nas suas últimas encarnações. Então, se não conseguirem nas suas vidas presentes alcançar a meta da alta vocação em Cristo, terão pelo menos, através das suas ações corretas,  preparado o cenário da oportunidade cósmica e o calendário cósmico de forma a permitir ajustes de natureza cármica nas suas próximas vidas.
As correntes da ascensão não podem fazer mal a ninguém. Todos os que recebem esta chama da regeneração do coração de Deus compreenderão a necessidade de ancorar as correntes da ascensão no seu próprio mundo, aqui e agora, do mesmo modo que o homem se acerca de Deus lançando a âncora da sua identidade para lá do véu dos ajustes mortais, no grande mar do corpo de luz de Deus. Assim, a ascensão na carruagem de fogo é sempre precedida da magnetização das energias solares do homem que, com o consentimento da sua vontade consciente, são elevadas ao coração da Presença Divina.
Não deveis esperar,  almas preciosas, que tal como um mergulho súbito de uma grande ave do paraíso, o céu descerá até vós e vos elevará instantaneamente na luz. Dia após dia, teceis um fio de substância de luz que é levado ao coração da vossa Presença pela seta da vossa atenção. Cada fio fortalece a âncora atrás do véu levando-vos, por isso, a um estado de consciência que permite a Deus utilizar-vos melhor como um instrumento eficaz do bem.
Que todos compreendam, portanto, que tão importante para alcançar a ascensão quanto as boas obras e a devoção à Deus, quanto ao serviço ao próximo, quanto ao serviço à Luz, quanto aos decretos oferecidos em prol da humanidade, quanto o serviço de cura àqueles que dele necessitam e quanto as muitas atividades da fraternidade, é o estudo direto do processo mecânico utilizado no ritual final da ascensão.
Conhecemos alguns casos de devotos que passaram tanto tempo estudando a mecânica da ascensão e buscando preparar-se para esta dádiva que, na realidade, desencadearam o processo da graça divina (já que o seu carma tinha sido razoavelmente equilibrado) e elevaram-se prematuramente na ascensão; após receberem, porém, esta tremenda dádiva, perguntaram se não poderiam descer outra vez à forma humana para terminar alguns assuntos inacabados dos quais haviam tomado consciência. Não teria sido maior prazer e alegria para Deus, e também para o  homem, se estas pessoas tivessem dado prioridade ao que é mais importante, saldando as suas responsabilidades terrenas e deixando a mecânica da ascensão à cargo da sua presença Divina, sem procurarem ascender de uma maneira que quase podemos chamar de “violenta?” (Porque “faz-se violência ao reino dos céus, e pela força apoderam-se dele”).
Há quem diga que os fins justificam os meios, e se estas pessoas pudessem conseguir a sua ascensão entrando num elevador, não deixariam de fazê-lo. Desejamos assinalar que, embora Deus tenha providenciado um padrão bem claro para cada corrente de vida e um padrão universal de vitória crística que é recomendável para todos, existem sempre exceções à regra e estas servem somente para provar a regra. Assim, um indivíduo, uma vez que tem livre-arbítrio, pode continuar a trabalhar e servir um determinado fim que, embora esteja dentro do âmbito e em concordância com a Lei, pode não ser necessariamente a intenção específica da Lei para a sua corrente de vida no cumprimento da sua missão. No entanto, ainda que o homem seja importuno, Deus lhe concede aquilo que pede prematuramente.
Esta exceção de forma alguma contradiz a afirmação de que Deus conhece a hora e o dia da vitória do homem. O homem pode frustrar o plano divino ou pode acelerar a sua realização. O calendário cósmico requer por parte do homem atenção ao processo, pois através do processo e do serviço cósmico os homens são restaurados ao estado anterior que eles conheceram com Deus antes que o mundo existisse. Tendo cumprido este ritual, têm a vantagem adicional de possuir todos os critérios de experiência que reuniram ao longo de muitas encarnações na Terra, e que constituem para eles uma ajuda para o seu futuro em reinos cósmicos.
O reino do céu não tem fim, e as correntes de vida que entram na ascensão recebem logo outras tarefas a serviço da luz. O corpo de Cristo na terra tanto precisa de mestres não ascensos cuja vida é dedicada integralmente à Deus, quanto de mestres ascensos que prestam serviço incessante à humanidade. Neste plano cósmico há espaço suficiente para que o homem desempenhe muitos papéis; e quanto mais cedo ele reconhece a necessidade de entrar em conformidade com a ideia divina, mais depressa pode empenhar-se na tarefa de ajudar todas as evoluções da vida neste planeta a alcançarem a sua liberdade suprema.
O céu deseja sempre fazer as coisas de forma suave; deseja manifestar a perfeição de Deus sem que a mão pesada do carma desça sobre a humanidade. Apesar disso, os registros mostram claramente que em muitos casos somente o martelo cósmico foi eficaz para despertar indivíduos recalcitrantes, que de outra forma teriam continuado a desperdiçar as suas oportunidades em atividades indolentes e vãs.
Neste dossiê eu cobri uma variedade de assuntos, e as sutilezas que coloquei nas entrelinhas são inúmeras. Espero terminar esta dissertação sobre a ascensão a seguir, mas se eu não incluir tudo o que se requer para a vossa vitória, estou certo de que me dareis audiência uma vez mais para falar convosco sobre as abençoadas oportunidades de natureza espiritual.
Imitando o Cristo, os homens podem reconhecer que, em termos relativos, a missão Cristo – trinta e três anos de vida temporal, dos quais trinta foram dedicados ao seu treinamento e três ao serviço final – gerou enormes transformações no mundo da forma, que até o momento presente produziram incalculáveis benefícios para a terra. Se estes benefícios não são maiores é devido à dureza de coração dos homens, que lembra a atitude do Faraó nos dias da servidão dos filhos de Israel. As pragas mosaicas lançadas sobre a terra do Egito acabaram por despedaçar o coração do Faraó até que este finalmente cedeu e lhes deixou partir em liberdade.
Há muito que aprender em todo o esquema divino, e Deus não despreza um coração quebrantado e contrito. Aqueles que vêm a Ele e creem n’Ele, também têm que “crer em mim”, ou seja, têm que crer na consciência de mestre Ascenso que estava não somente em Cristo, em Jesus, mas também em todos os mestres ascensos, e que vos elevará à vossa mestria, “para que onde eu estou estejais vós também”.
Pelos séculos continuarei sendo
Serapis

Texto extraído do livro: Dossiê sobre a Ascensão de Mark L. Prophet
                                        Capítulo 18


quinta-feira, 28 de março de 2013

Jesus, o guerreiro da verdade.


Este ensinamento vem em boa hora. Muito tenho me questionado sobre a relação da minha atividade política com as orientações da minha religião. Sinto um conflito que desejava esclarecer, pois somos orientados a lutar pelo que consideramos DIREITO, de forma mais religiosa e menos pública e agressiva. Ensinam-nos a lutar com orações pedindo à Deus que aja em defesa dos necessitados, desmascarando a mentira, destronando os poderosos que só visam seu próprio bem estar em detrimento do povo; pedindo por justiça; dando ordens aos seus mensageiros para libertar o povo da opressão dos governos tiranos e invocar o poder de Deus para atuar em nossa defesa obedecendo assim a orientação do “E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho.” João 14.13 etc. etc., mas ao mesmo tempo que faço isso com todo o poder do meu coração, há uma força imperiosa dentro de mim que comanda uma atitude mais física, mais real para poder atingir objetivos práticos, que é ajudar esse processo solicitado à Deus.
Aprendemos que existe o reino dos céus (Pai) e o reino da matéria (Mãe). A lei da comensurabilidade (assim no alto como embaixo). O intercâmbio entre o que está em cima com o que está embaixo através da elevação da energia da Kundalini alcançando a energia do Pai e descendo repolarizada para a base. Esse movimento mostra-nos a necessidade de pedir, invocar a atuação divina para se manifestar na matéria. Nós somos matéria e espírito, mas só desenvolvemos a espiritualidade na matéria. Isto significa que precisamos “orar e vigiar” para             que a vontade de Deus se faça. Orar = pedir e vigiar = manter o campo arado, limpo. Em nossa vida aqui neste plano precisamos manter nosso coração como ponto de equilíbrio entre Deus Pai e Mãe, buscando receber as instruções paternas e direcioná-las na manifestação física da vida.
Em Marcos, 11:15-19 está escrito: 
O fenômeno da purificação do templo mostra um combate aberto entre a sinceridade e a hipocrisia. Diz o  evangelista: 
“E foram para Jerusalém. Entrando ele no templo, passou a expulsar os que ali vendiam e compravam; derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas. Não permitia que alguém conduzisse qualquer utensílio pelo templo; também lhes ensinava e  dizia: ‘Não está escrito que a minha casa será chamada de casa de oração para todas as nações? Vocês, porém, a transformaram  em covil de salteadores’.  E os principais  sacerdotes e escribas ouviam estas coisas e procuravam um modo de lhe tirar a vida, porque toda a multidão se maravilhava da sua doutrina. Ao chegar a tarde, saíram da cidade.”
É interessante observar que Jesus não usa meias palavras. Ele diz que o templo foi transformado em nada menos que um “covil de salteadores”.
Substituo aqui o templo destinado às orações pelos governos das nações, ou precisamente da minha nação, pois é aí que se determina o destino dos homens, onde as leis são criadas para trazer ordem e progresso a um povo; onde os políticos eleitos democraticamente deveriam trabalhar pelo bem de todos, e o que se vê é um  covil de salteadores que permanecem impunes e imunes devido a ignorância e o desconhecimento de suas verdadeiras intenções por uma parcela do povo. Considero essencial que as verdades sejam mostradas para que aqueles que se dispõem a ler essas notícias, sejam despertados do torpor da ilusão que empana a verdade transformando milhões de pessoas em cegos conduzidos por cegos.
Lembrando de outro ensinamento dado por Jesus: “Daí a César o que é de César, e a Deus o que é Deus”, entendo que o meu conflito interior deve ser apaziguado, pois ao pedir à Deus que dê ordens para que a harmonia se manifeste em nosso governo ao mesmo tempo em que utilizo as armas da comunicação para mostrar o erro, estou obedecendo a este preceito.
Em Mt 23: 24-26 vemos:
É interessante observar que Jesus não usa meias palavras. Ele diz que o templo foi transformado em nada menos que um “covil de salteadores”. Assim, os mais notáveis sacerdotes passam a tramar sua morte. A conclusão, para nós – aprendizes da sabedoria antiga – é que o caminho espiritual é perigoso. Esse caminho estreito e difícil requer coragem, desapego  e determinação.
Por isso a metáfora do caminhante espiritual como um guerreiro faz todo sentido do ponto de vista da filosofia esotérica.
A encenação teatral da amabilidade e a necessidade de satisfazer as expectativas alheias a qualquer custo  também provoca uma incapacidade de tomar decisões.
Por falta de convicção própria,  muita gente empurra a vida com a barriga, posterga e evita a escolha de um rumo próprio.  Essas pessoas avançam ou recuam de acordo com a maré, como  barcos sem leme, ou como  barcos em que não há ninguém ao leme. 
Sobre a necessidade de fazer opções claras, Jesus afirma:
“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Vocês não podem servir a Deus e às riquezas.” (Mt 6: 24)

Por outro lado recebemos o ensinamento de que devemos nos sintonizar com o bem, o bom e o belo, isto é, devemos manter em nossa mente a visão imaculada daquilo que desejamos mudar e nunca dar poder ao erro apontando-o constantemente. Concordo plenamente com este preceito, mentalizando sempre um Brasil próspero, justo e envolto no poder divino, mas também entendo que para alcançar esse nível de evolução precisamos limpar o nosso solo da escória a que está submetido, e uma das formas de luta é insistir na divulgação do que deve ser mudado.
O Apocalipse  também condena fortemente a indecisão, porque ela impede o avanço ao longo do caminho. A consciência divina dirige essas palavras ao anjo de uma determinada igreja:
“Conheço as tuas obras, que nem  és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Assim,  porque és morno e nem és quente nem frio,  estou a ponto de vomitar-te da minha boca.” (Ap. 3:16)
Em seguida o  autor do Apocalipse justifica sua linguagem dura. Ele nos dá um exemplo vivo da antiga e sábia tradição segundo a qual um verdadeiro mestre – ou um verdadeiro irmão – não fica preso a palavras externamente amáveis, mas, ao contrário,  atua com rigor e sinceridade:
“Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te. Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir  a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo. ” (Ap 3: 19)  
“Casa”, aqui, simboliza “alma”, consciência. A voz do espírito bate à porta da consciência do aprendiz.
Todas as mensagens cifradas precisam ser compreendidas à luz da atualidade. Traduzirmos as mensagens de sabedoria do amado Jesus colocando-as em prática em nossa vida diária e lutando dentro dos preceitos cristãos e da harmonia divina colaborando com as ações de Deus Pai que nos abençoa com as oportunidades de trabalho em prol de cada um de nós e do planeta como um todo.





Jesus Cristo, o Guerreiro da Verdade


O Mestre da Submissão Adorado
por Roma Não Existe no Evangelho


Carlos Cardoso Aveline
  



Os Evangelhos


Ao longo da história humana, tem havido religiões perseguidas, e tem havido religiões perseguidoras. A evolução da religião cristã ilustra bem esse fato.
Depois de sofrer perseguição durante algum tempo, em determinado momento o cristianismo é adotado e adaptado pelos poderosos  e passa a ser uma religião de Estado, uma religião imperial baseada em Roma. 
Foi a partir de então que generalizou-se gradualmente a aceitação de uma imagem de Jesus Cristo como o mestre da obediência, da resignação, da passividade e da submissão.
Quando lemos os Evangelhos do Novo Testamento,  no entanto, a ideia de um Jesus submisso e obediente cai por terra. Há ali evidências numerosas no sentido de que Jesus foi, na verdade, um guerreiro da luz. Ele desafiou as estruturas religiosas e sociais do seu tempo.  Ele não criou nem mandou criar uma igreja centralizadora ou autoritária.  Não adaptou-se às rotinas da sua época. Questionou-as todas.
A filosofia esotérica parte da premissa de que existe uma mesma sabedoria universal presente sob diferentes roupagens nas várias tradições religiosas e filosóficas da nossa humanidade.  Por isso ela promove o estudo comparado de religiões.  Para a filosofia esotérica, a figura de Jesus é mais do que um mestre que viveu um dia. A ideia de Jesus  simboliza  sobretudo a energia crística ou búdica que está presente e pode ser encontrada dentro de cada ser humano. 
A palavra sânscrita “Buddh”  significa luz espiritual, e “Buddha” ou “Buda” não é o sobrenome de Gautama, mas significa apenas “Iluminado”.  Assim, a luz crística é a luz búdica. Jesus é a voz da alma imortal, a  voz da nossa consciência. A força do espírito não se apega à rotina automática dos velhos apegos. Ao contrário, a voz da alma questiona as rotinas e as ameaça e por isso é perseguida, suprimida  – e substituída pela obediência cega.  
De um lado é verdade que o nascimento da sabedoria crística ou búdica na alma humana traz paz interior. De outro lado, esse surgimento provoca externamente contraste, conflito, combate e luta.  Daí a necessidade de sermos guerreiros. Esse duro contraste corresponde ao que as grandes religiões chamam de “testes” e “provações”.  Vejamos alguns trechos dos Evangelhos cristãos que servem  como evidências disso.
Logo no início do evangelho de Lucas, ao profetizar sobre a futura missão de Jesus, Simeão anuncia:  
“Eis que esse menino foi colocado para a queda e para o soerguimento de muitos em Israel, e como um sinal de contradição ...” (Lucas, 2:33-35). 
Sim, um sinal de contradição.  Jesus é alguém que colocará as pessoas diante de escolhas difíceis.
Anos mais tarde, já maduro e armado com a espada sutil da verdade e do discernimento, o mestre Jesus aparece como um guerreiro.  Em Mateus, 10: 34-39, ele alerta:
“Não pensem que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada. Pois vim causar divisão entre o homem e seu pai; entre a filha e sua mãe e entre a nora e sua sogra. Assim, os inimigos do homem serão os da sua própria casa. Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha  mais do que a mim não é digno de mim; e quem não toma a sua cruz e vem após mim não é digno de  mim.  Quem acha a sua vida a perderá; quem, todavia, perde a vida por minha causa a achará.”
Esta passagem tem uma forte correlação com algumas frases do livro do Êxodo, no velho testamento.  Em Êxodo, 32:27-29, Moisés diz a seus seguidores, em nome de Jeová:
“Cinja cada um a espada sobre o lado, e passe e torne a passar pelo acampamento de porta em porta, e mate, cada qual,  a seu irmão, a seu amigo, a seu parente”. O absurdo, do ponto de vista espiritual, é evidente. Uma leitura literal desta passagem não faz  sentido, até porque um dos mandamentos de Moisés era “Não matarás”.
Na verdade, tanto na passagem de Jesus como na de Moisés, temos aqui a dura lição da impessoalidade. É preciso olhar com desapego para nossos vínculos pessoais mais íntimos.  É aí que se dá um combate em que a espada da verdade é indispensável, um  combate contra a falsa paz da rotina e da acomodação.  Não se trata de entrar em conflito com as pessoas mais próximas a nós, e muito menos matá-las. Trata-se,  isso sim, de combater e matar nosso próprio apego ou  rejeição a elas.  
Jesus não promete conforto. Ele anuncia uma vida dura e incômoda para  quem quiser “tomar a sua cruz” – isto é, assumir seu próprio karma – e seguir o caminho da sabedoria e da alma imortal que ele, como Mestre, simboliza e sinaliza. 
Em  Mateus, 10:22 e 10:23,  ele alerta:
“E vocês serão odiados por todos por causa do meu nome. (...) Quando perseguirem vocês em uma cidade, fujam para outra. E se perseguirem vocês nesta, tornem a fugir para uma terceira.”
A necessidade de transcender os apegos e rotinas pessoais aparece novamente em Mateus, 12: 46-50:
“Falava ainda Jesus ao povo, e eis que sua mãe e seus irmãos estavam do lado de fora, procurando falar-lhe. E alguém lhe disse: ‘Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar-te.’ Porém ele respondeu ao que lhe trouxera o aviso: ‘Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?’ E, estendendo a mão para os discípulos, disse: ‘Eis minha mãe e meus irmãos. Porque qualquer que fizer a vontade do meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe.’ ”
O que é,  precisamente, “pai celestial”? Para a filosofia esotérica, “pai celestial” é “Atma”, a divindade no interior da consciência de cada um. Não é uma autoridade externa. Jesus não construiu igreja  centralizada. Ele não acreditava em autoridades externas à consciência humana. 
A pedagogia espiritual da filosofia esotérica vê dois aspectos essenciais no modo como o mestre Jesus ensina.  Um é a autonomia do aprendiz, respeitada pela ausência de uma estrutura asfixiante de poder centralizado. Outro aspecto é a franqueza e a autenticidade do mestre. 
Há, ainda hoje, uma certa religiosidade espiritualista de classe média segundo a qual Jesus Cristo é alguém incapaz de uma atitude áspera. De acordo com essa visão, não só Jesus, mas qualquer pessoa espiritualizada jamais pode ou deve colocar limites a quem age erradamente. E quando alguém o faz é imediatamente catalogado como “não-espiritual”, “pouco evoluído”, “insensível, “endurecido”, etc.
Não é isso, porém,  que vemos em Marcos, 11:15-19. 
O fenômeno da purificação do templo mostra um combate aberto entre a sinceridade e a hipocrisia. Diz o  evangelista: 
“E foram para Jerusalém. Entrando ele no templo, passou a expulsar os que ali vendiam e compravam; derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas. Não permitia que alguém conduzisse qualquer utensílio pelo templo; também lhes ensinava e  dizia: ‘Não está escrito que a minha casa será chamada de casa de oração para todas as nações? Vocês, porém, a transformaram  em covil de salteadores’.  E os principais  sacerdotes e escribas ouviam estas coisas e procuravam um modo de lhe tirar a vida, porque toda a multidão se maravilhava da sua doutrina. Ao chegar a tarde, saíram da cidade.”
É interessante observar que Jesus não usa meias palavras. Ele diz que o templo foi transformado em nada menos que um “covil de salteadores”. Assim, os mais notáveis sacerdotes passam a tramar sua morte. A conclusão, para nós – aprendizes da sabedoria antiga – é que o caminho espiritual é perigoso. Esse caminho estreito e difícil requer coragem, desapego  e determinação.
Por isso a metáfora do caminhante espiritual como um guerreiro faz todo sentido do ponto de vista da filosofia esotérica.
A dimensão guerreira de Jesus aparece com destaque em  Mateus 23. Ali, ao longo de todo o capítulo, ele desafia abertamente os dogmas doutrinários dominantes em qualquer ocasião, e alerta contra a hipocrisia religiosa presente nas mais diferentes épocas. Vejamos um pequeno trecho desse sermão fundamental:  
“... Guias cegos, que coam o mosquito e engolem o camelo! Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês limpam o exterior  do copo e do prato, mas estes, por dentro, estão cheios de rapina e intemperança!  Fariseu cego,  limpa primeiro o interior do copo, para que também o seu exterior fique limpo!” (Mt 23: 24-26)
E ainda:
“Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês são semelhantes aos sepulcros caiados, que,  por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundície!  Assim também vocês exteriormente parecem  justos aos homens,  mas, por dentro, estão cheios de hipocrisia e iniquidade.”  (Mt 23:27-28) 
Sem qualquer preocupação diplomática ou apego por palavras exteriormente amáveis, o severo Mestre Jesus chama os  hipócritas de “serpentes” e “raça de víboras” (Mt 23: 33). Antes, ele já os havia qualificado de “insensatos e cegos” (Mt 23: 17).  A sinceridade, em Cristo, vale mais que a cortesia obrigatória e meramente diplomática. Ele sabia que a cortesia aparente, quando obrigatória,  passa a ser uma casca externa que leva com frequência à falsidade e à ilusão. 
A encenação teatral da amabilidade e a necessidade de satisfazer as expectativas alheias a qualquer custo  também provoca uma incapacidade de tomar decisões.
Por falta de convicção própria,  muita gente empurra a vida com a barriga, posterga e evita a escolha de um rumo próprio.  Essas pessoas avançam ou recuam de acordo com a maré, como  barcos sem leme, ou como  barcos em que não há ninguém ao leme. 
Sobre a necessidade de fazer opções claras, Jesus afirma:
“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Vocês não podem servir a Deus e às riquezas.” (Mt 6: 24)
O Apocalipse  também condena fortemente a indecisão, porque ela impede o avanço ao longo do caminho. A consciência divina dirige essas palavras ao anjo de uma determinada igreja:
“Conheço as tuas obras, que nem  és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Assim,  porque és morno e nem és quente nem frio,  estou a ponto de vomitar-te da minha boca.” (Ap. 3:16)
Em seguida o  autor do Apocalipse justifica sua linguagem dura. Ele nos dá um exemplo vivo da antiga e sábia tradição segundo a qual um verdadeiro mestre – ou um verdadeiro irmão – não fica preso a palavras externamente amáveis, mas, ao contrário,  atua com rigor e sinceridade:
“Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te. Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir  a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo. ” (Ap 3: 19)  
“Casa”, aqui, simboliza “alma”, consciência. A voz do espírito bate à porta da consciência do aprendiz.
O mesmo rigor sem meias palavras entre companheiros do caminho espiritual emerge em numerosas outras passagens do Novo Testamento.  Certa vez, Jesus vai em um barco com seus discípulos quando surge grande tempestade.  Os discípulos despertam o mestre, assustados. Jesus repreende o vento, controla-o, e chama a atenção dos aprendizes:
“Por que vocês são assim tímidos?  Como é que vocês não têm fé?” (Mc 4:40)
Em outra ocasião,  Jesus explica aos discípulos que será necessário que ele sofra muitas coisas. Ele será rejeitado pelos anciãos e pelos principais sacerdotes e eruditos religiosos, será morto e, depois de três dias, ressuscitará. Ao ouvir isso, Pedro chama-o à parte e começa a discordar, tentando defender a lógica do mundo e da acomodação.  
Marcos, 8, narra a reação do mestre à atitude de Pedro:
“Jesus voltou-se e, fitando os seus discípulos, repreendeu a Pedro e disse: ‘Arreda, Satanás! Porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens.’  Então, convocando a multidão  e juntamente os seus discípulos, disse-lhes: ‘Se alguém quiser vir após mim, a si mesmo se negue,  tome a sua cruz e siga-me.’
O contraste entre erro e acerto é claro. Aqui, vemos novamente a franqueza severa que é necessária entre entre irmãos de caminhada, ou entre mestre e discípulo.  Jesus manda “negar a si mesmo e tomar sua cruz” para poder segui-lo.
“Tomar a sua cruz” significa assumir o seu próprio carma. É aceitar plena responsabilidade por  sua vida. É não rejeitar ou apegar-se a circunstâncias desagradáveis ou agradáveis, mas fazer o que é correto, plantando o bem e a verdade que se deseja colher um dia.
Porém, qualquer um de nós pode muito bem pensar:
“Essas diversas atitudes severas de Jesus são atípicas. O Jesus autêntico é aquele de Mateus, 5: 38-45 –  o Jesus do amor incondicional.”
Realmente, há uma forte contradição entre as atitudes severas e as atitudes suaves de Jesus. Seria isso um  sinal de incoerência do Mestre?  Não. Na verdade, devemos aceitar que a atitude espiritual não é como o samba de uma nota só. Coerência não é sinônimo de imobilidade emocional.  O peregrino maduro tem discernimento para saber quando deve ser firme (nas questões essenciais) e quando deve ser flexível (nas questões secundárias).
Falando sobre a vingança, por exemplo, o mestre afirma:
“Você ouviu o que foi dito: ‘Olho por olho, dente por dente’. Eu, porém, digo: ‘não resista ao perverso, mas, a qualquer um que ferir  você na face direita, ofereça também a outra face; e ao que brigar com você e tirar-lhe sua túnica, deixe-lhe também a capa.” (Mt 5: 38-40)
Esses parágrafos não significam que o bom cristão deve apegar-se, masoquisticamente, a todo e qualquer ato de injustiça cometido contra ele, buscando a  sua repetição e o seu aprofundamento.
Isso não seria amar nem respeitar os seus inimigos. Como sabemos, não é bom  carma para nossos inimigos fazer injustiças contra nós. Portanto,  se quisermos ajudá-los, devemos evitar que eles insistam em atropelar nossos direitos.
O que se planta se  colhe. Todo aquele que faz injustiça contra alguém está chamando desgraças para si.  Se respeitamos e queremos o bem dos nossos adversários, devemos, na medida do possível, tomar medidas para evitar que eles cometam injustiças ou agressões gratuitas contra nós ou contra quaisquer seres.
Na verdade, o significado dos versículos acima é que o aprendiz deve abster-se de toda vingança ou retaliação pessoal contra aqueles que o agridem.  Coincidindo com esse trecho do Novo Testamento,  a filosofia esotérica oriental deixa claro que a busca de vingança é proibida a todo aquele que pretender trilhar o caminho espiritual.  Mas o estabelecimento de relações justas e baseadas no respeito mútuo  é igualmente essencial para uma boa caminhada.  
Examinemos agora outro trecho do ensinamento de Jesus que tem sido usado à exaustão para justificar, erradamente, a repressão neurótica da diversidade e a aceitação ilegítima da injustiça. 
Jesus afirma no evangelho de João:
“Dou um novo mandamento a vocês: que vocês se amem uns aos outros. Assim como amei a vocês, que também amem uns aos outros. Nisto conhecerão todos que são meus discípulos: se tiverem amor uns aos outros.” (Jo 13:34-35)
Essa afirmação é absolutamente central. Ela corresponde também a um axioma multi-milenar  das escolas esotéricas dos Himalaias: o apoio mútuo entre co-discípulos  é muito mais do que um desejo meramente emocional. Constitui uma condição indispensável para o verdadeiro aprendizado sobre a essência da vida. Sem isso, não há eficiência no ensino, nem no aprendizado. Devemos lembrar, no entanto, que pouco antes Jesus alertara para o fato de que havia um traidor, havia um Judas, entre os  seus  discípulos mais próximos (Jo 13:21-27).
Mas, o que é um Judas? 
Um  Judas é apenas uma variedade mais perigosa daqueles sepulcros caiados que vimos acima, e que são puros e leais por fora, mas podres mal-cheirosos por dentro (Mt 23).
Assim,  rigor e afetividade andam juntos e são inseparáveis, quando se trata de caminho espiritual. Nisso, o Novo Testamento é perfeitamente coerente com a tradição esotérica oriental.
O caminho do meio que dá harmonia e produz equilíbrio entre os dois extremos de  total rigor e total flexibilidade não é a combinação infeliz de de um “meio rigor”  com uma  “meia flexibilidade”. O  caminho do meio consiste em ter  total rigor, nas questões centrais e essenciais, e total flexibilidade, nas questões secundárias. Naturalmente, é necessário ter discernimento para saber diferenciar o secundário e o essencial, e  resistência para atravessar as inevitáveis tempestades. O caminho espiritual só pode ser trilhado  se houver  uma boa dose de persistência, e também de indiferença à dor pessoal.
O rigor e a boa vontade são, pois, como dois pés para nossa caminhada.  Não há motivo para pular em um pé só. O caminho do meio se abre diante de nós quando aprendemos a combinar conscientemente o uso dos dois hemisférios cerebrais, o analítico e o sintético. 
O peregrino experiente faz como as árvores, que crescem com flexibilidade nas folhas (o secundário) e com firmeza no tronco (o essencial).  Quando afirmamos a afetividade (conforme Jo 13: 34-35), devemos examinar a nós mesmos e examinar nossos relacionamentos,  para ver se eles estão livres da hipocrisia, da astúcia e das segundas intenções (conforme Mt: 23). Ao mesmo tempo, quando combatemos a falsidade, devemos examinar nossos sentimentos para ver se está preservada neles a boa vontade.   

A franqueza não deve destruir o afeto, nem o afeto abandonar a verdade.
Porque amor é a verdade, quando ela se expressa no plano emocional; assim como verdade é o amor, quando ele se expressa no plano mental.
Mente e emoção são inseparáveis.  Verdade e amor são uma coisa só.