
terça-feira, 29 de março de 2011
Silêncio

domingo, 20 de março de 2011
A Verdade

quarta-feira, 9 de março de 2011
Como somos salvos?

Os gnósticos criaram histórias complexas para explicar suas idéias sobre a origem e o destino da alma. Esta história, que descreve a busca por uma pérola, fornece a resposta dos gnósticos para velhas questões como: Quem sou eu? Por que estou aqui? Para onde vou?
Imaginemos um príncipe. Um dia, seus pais, o rei e a rainha, enviam-no para uma missão no Egito: encontrar uma pérola guardada por um dragão faminto.
O príncipe despe o seu manto real e deixa o reino dos seus pais. Viaja para o Egito usando roupas sujas e disfarçado de egípcio.
Mas os egípcios descobrem que ele é um forasteiro. Dão-lhe um alimento que o faz esquecer sua origem real e acreditar ser um deles, ao mesmo tempo que o faz mergulhar num sono profundo.
Entretanto, os pais do príncipe descobrem a situação em que ele se encontra e lhe enviam uma carta para despertá-lo. Lembram-lhe que tem uma missão a cumprir: encontrar a pérola. O príncipe recorda-se então que é filho de reis. Vence o dragão, recupera a pérola e parte, deixando para trás as vestes sujas que usara.
Quando retorna à terra natal, vê o manto real, que lhe traz à memória o esplendor em que vivera antes. A veste conversa com o príncipe, dizendo pertencer ao mais forte entre todos os seres humanos. O príncipe enverga novamente o manto real e retorna ao palácio de seu pai.
O príncipe somos nós. O rei e a rainha simbolizam o Criador e o ser feminino que os gnósticos chamavam de santa mãe Sofia (Sabedoria). O seu reino é um reino de luz, um lugar completamente separado da matéria como a conhecemos. É chamado de pleroma, ou “plenitude”. O manto real representa o nosso Eu Verdadeiro, a nossa imagem divina. As vestes sujas representam o corpo terreno, que usamos ao entrar no Egito, o mundo material.
Quando descemos à mortalidade, deixamos para trás a nossa imagem divina e ficamos divididos. “Adormecemos” ao esquecer a nossa verdadeira origem. A mensagem enviada por nossos pais representa o Salvador. Ele nos despertará e lembrará o que fazer para alcançar a salvação. Precisamos recuperar a pérola (os aspectos da nossa alma que caíram), encontrar nosso caminho de volta para o reino de luz e vestir, mais uma vez, o manto real __ em outras palavras, reintegrarmo-nos com a nossa imagem divina. Quando recuperamos nossa alma e, nos reintegramos à nossa imagem divina teremos alcançado a gnose, ou salvação.
Gnosis é uma palavra comum no grego e significa “entendimento” ou “conhecimento”. Para os gnósticos, alcançar a gnose significa conhecer o ser como Deus. Mas “conhecer” não significava apenas compreender a sua origem divina, mas também alcançar a meta clássica do místico: a união com Deus.
Texto extraído do livro: Reencarnação - O Elo perdido do Cristianismo
De Elizabeth C. Prophet
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
E Quem Nasce com Deficiências Físicas?
Toda criança concebida tem um plano, um desígnio divino. Alguns dizem que uma criança com deficiência é “indesejada” ou “deficiente” e, portanto, não deveria nascer neste mundo. O renomado pediatra e antigo cirurgião geral dos Estados Unidos, C. Everett Koop, diz o seguinte: “Foi minha experiência constante que a deficiência e a infelicidade não andam necessariamente de mãos dadas. Algumas das crianças mais infelizes que conheci tinham todas as faculdades mentais e físicas e, por outro lado, algumas das mais felizes que conheci suportavam fardos que eu mesmo acharia muito difíceis de carregar”.
De algum modo, todos nós somos “deficientes”. Todos nós temos limitações e imperfeições que, na velhice, podem se tornar bastante severas.
O propósito da vida não é estar livre de deficiências ou de fardos, mas vivê-la ao máximo, ser tudo o que deveríamos ser, realizar a missão pela qual encarnamos.
Quem somos nós para dizer que uma vida não vale a pena? Só Deus pode tomar essa decisão.
Helen Keller provou que vale a pena viver e lutar pela vida. Como poderemos esquecer a extraordinária determinação da arrojada moça cega, surda e muda que superou a escuridão total da sua infância para tornar-se autora, educadora e palestrante invulgar?
O ultraje público em relação à morte, em 1982, de um bebê do sexo masculino com síndrome de Dow ilustra esse ponto. Doe nasceu em uma sexta-feira santa, em 9 de abril de 1982, com síndrome de Dow – um distúrbio genético em que pode haver vários graus de atraso mental e, por vezes, defeitos físicos graves. Os pais tomaram a decisão, ratificada pelo Supremo Tribunal de Indiana e pelo seu médico, de não fornecer alimento e tratamento médico à criança, permitindo que ela morresse, por acharem que nunca seria capaz de usufruir de uma existência “significativa”. Para eles, esse foi um ato de amor.
O bebê morreu de fome e desidratação em 15 de abril, depois de uma tentativa malsucedida de cidadãos interessados que, trabalhando pelo sistema jurídico, tentavam entregá-lo aos cuidados de um dos 10 casais que se tinham oferecido para adotá-lo.
Em 21 de abril de 1982, o Los Angeles Times publicou um editorial da autoria de George F. Will, intitulado: “Quando Matar se Torna uma Conveniência”, e um desenho de Conrad, em que ambos tecem comentários sobre o bebê Doe.
Will escreveu: “Quando um comentarista tem interesse direto e pessoal em um assunto, deve dizê-lo. Jonathan Will, 10 anos e fã dos Orioles (e o melhor jogador de Maryland), tem síndrome de Dow. Ele não “sofre” (como alguns jornais costumam dizer) de síndrome de Dow. Ele não sofre de nada, exceto de ansiedade por causa do mau desempenho dos Orioles. Ele está muito bem, obrigado. Mas é provável que venha a ter bastantes problemas ao lidar com a sociedade – para receber o que tem direito, muito menos simpatia. Ele pode passar sem as pessoas... que afirmam, pelas suas ações, o princípio de que seres como ele estão aquém de serem totalmente humanos”.
O desenho de Conrad, intitulado “Eles Matam Cavalos, Não Matam?”, mostrava um bebê esquelético, deitado em um berço de hospital. Uma nota no berço dizia: “Raio X da Morte pela Fome da Síndrome de Dow”. Em uma carta ao editor (Los Angeles Times, 1º de maio), Donna Parun, de San Pedro, Califórnia, escreveu: “Depois de ter recortado o desenho que Conrad fez do bebê com síndrome de Dow, morrendo de fome no berço, deixei-o na mesa da cozinha. Meu filho de 10 anos, que tem síndrome de Dow, pegou-o e olhou. Ele gosta de ver desenhos e disse: “Mamãe, este bebê – eu? ” E eu respondi: “Sim, ele é como você, mas eu não o deixarei morrer de fome”. Ele olhou para mim e disse: “Ó, por que não?” Ele faz essa pergunta a quase tudo. E eu disse: “Porque te amo, Mathew”. E, retomando o sorriso, ele respondeu: “Eu a amo”.
Em resposta à reação pública sobre a morte trágica do bebê Doe, o presidente Ronald Regan anunciou, em 30 de abril, que a ajuda federal seria recusada a qualquer hospital ou agência de saúde que não dessem assistência médica aos deficientes.
Pessoas nascidas na maior pobreza e nas piores circunstâncias podem elevar-se e tornarem-se grandes líderes, capazes de influenciar os destinos das nações. O presidente Abraham Lincoln nasceu de pais sem instrução e foi criado em uma casa de madeira, nas florestas de Kentucky. O famoso abolicionista Frederick Douglass nasceu e foi criado como escravo. O inventor e gênio da tecnologia Thomas Edison frequentou a escola durante três meses da sua vida porque o professor achou que ele era atrasado mental. Jesus Cristo nasceu em um estábulo, de pais que, pelo menos temporariamente, eram pessoas sem teto.
Existe algo que está acima do corpo e das circunstâncias de nascimento. É o impulso da alma e o espírito que dão caráter, direção e ímpeto a um indivíduo.
Muitas pessoas têm um carma grave. Podem ter cometido crimes horrorosos em vidas passadas, como assassinatos e pedofilia. Tais indivíduos podem, de acordo com a lei do seu carma, ter de reencarnar em circunstâncias que não são ideais. O propósito do carma nunca é castigar, mas nos ajudar a aprender com nossos erros passados e, por vezes, a única forma de o fazermos é experimentarmos em primeira mão o que fizemos aos outros.
As duras lições da vida são muitas vezes o que nossa alma precisa para avançar espiritualmente – não apenas pela expiação do carma, como também por meio de iniciações, testes e sacrifícios.
A família e o ambiente em que nascemos, os amigos, os inimigos e os desafios que encontramos ao longo da vida são parte do maravilhoso e intrincado padrão da vida. Esse padrão da mente de Deus nos é dado para que possamos superar todas as coisas por meio do Cristo que nos fortalece e, no final da encarnação, voltarmos para casa como graduados na escola da terra.
Porque a religião moderna no Ocidente não ensina os princípios do carma e da reencarnação, as pessoas não podem ter uma verdadeira compreensão das muitas situações que nossa sociedade enfrenta. Eliminar a dor e o sofrimento à custa da evolução da alma não é a sabedoria das leis de Deus.
A alma precisa aprender as lições do carma. Se lhe forem negadas essas oportunidades, ela pode ficar isenta dos ingredientes necessários para sua integridade e regresso para Deus.
Mesmo que se saiba antecipadamente que uma criança nascerá com certas deficiências e dificuldades, ela tem o direito de viver para expiar seu carma por meio daquele corpo.
Também devemos nos lembrar de que a situação pode não ser proveniente do carma. Algumas almas muito elevadas se oferecem para encarnar em um corpo deficiente como um sacrifício pelos outros. Se o feto for abortado por não ser fisicamente perfeito, as vidas que essa alma deveria ajudar têm de passar sem o seu amor e sem o seu sacrifício em seu favor.
Realmente, a alma pode ser mesmo um Cristo ou um portador de luz com uma mestria búdica que se ofereceu para entrar naquele corpo fisicamente imperfeito para ajudar a Terra, expiando carma mundial. Quando um aborto é recomendado porque o feto é “imperfeito”, como pode alguém saber se sua alma está encarnando para cumprir o resto do seu carma e depois ascender? Como pode alguém saber se um Cristo está vindo ao mundo, para acabar sendo crucificado no ventre?
Se a criança for dada para adoção, outras pessoas terão a oportunidade de cuidar dela. Ao fazê-lo, poderão alimentar a chama da misericórdia em seus próprios corações, cuidando de uma criança que não é fisicamente perfeita.
É melhor deixar que Deus determine o que vai se manifestar e que os pais aceitem o cargo de serem realmente pais. Certas condições são genéticas e outras são cármicas. Todavia algumas dessas condições cármicas também podem ser aliviadas pela misericórdia do pai e da mãe que ganharam sabedoria e conseguem compreender qual a química corporal correta para apoiar a vida no ventre.
As circunstâncias da vida são para aprender suas lições. Deus está nos ensinando de muitas formas, incluindo experiência e carma. Não podemos aprender apenas com os livros. Viemos da vida e temos de ir buscar nela algumas das nossas lições mais importantes.
Texto extraído do livro: Quero Nascer - O Brado da Alma
De Eluizabeth C. Prophet
O Orgulho

O trabalho de autolibertação que todo ser humano precisa e deve fazer, dentro da linha que vos apresentamos, leva o homem a um profundo e consciente encontro consigo mesmo, uma perseverança de mudanças e hábitos e logicamente um engrandecimento de caráter.
Vamos hoje vos falar e dar-vos-emos algumas práticas para extermínio do orgulho. Se por acaso sois vítimas desta moléstia, fazei o esforço por uma mudança de atitude e vereis que ireis vos sentir mais aliviados.
Vemos todas essas más-formações de caráter e hábitos arraigados, como doenças psicológicas contra as quais o homem precisa autosuperar-se.
De que forma? Vós podeis Nos perguntar.
E Nós vos respondemos:
__ Fazendo o esforço consciente e humilde de vos livrardes destas deformações. Mas atentai bem, deveis fazer todo esse trabalho sem vos sentirdes deprimidos ou com sentimentos de culpa. Deveis encará-lo como uma rotina diária, como a que usais para conservardes o vosso lar em perfeita ordem.
O orgulho é o pior dos pecados no homem. Ele gera um separativismo entre as pessoas, além de cercear o caminho do doente. Cria-se uma intransponível muralha para o apercebimento de quão maravilhosas são as outras criaturas e nega-se o aprendizado através das experiências dos demais irmãos de caminhada, já que todos têm algo a dar da sua bagagem existencial.
Estamos colocando aqui o orgulho preconceituoso degenerado nos homens que ainda teimam em usar seus mais favorecidos talentos, criando mitos inexistentes de uma superioridade que no futuro os deixará solitários, infelizes e enfraquecidos.
Se sofreis do mal do orgulho e tendes sentimentos de superioridade sobre vossos irmãos, lutai tenazmente por libertar-vos deste empecilho em vossa caminhada.
Não queremos que haja uma mudança em vossa maneira de ser; isso só pode acontecer se derdes o comando ao Eu Sou e se conseguirdes, em pouco espaço de tempo, despertá-Lo, o que concordamos é um difícil empreendimento, mas não impossível. Nem tampouco queremos que vos torneis um subserviente ser, isso iria degradar o vosso Deus interno, além de causar-vos uma autoviolentação, tornando-vos infelizes e dissimulados.
Fazei o vosso trabalho consciente, sem pressas, procurando situações onde possais atuar sem vos agredirdes e sem estimular o vaidoso ego.
Apelai ao Poderoso Eu Sou dizendo:
__ Ó Vós Poderoso Eu Sou dentro do meu coração, Vós que sois a Presença do Pai em mim e em todos os meus irmãos: Perdoai-me esse terrível engano em que me emaranhei durante toda a minha vida. Sentindo-me superior e orgulhoso, afastei-me da Vossa Graça e dos irmãos de caminhada.
Livrai-me, Pai, dessa perniciosa doença.
Conduzi-me, inspirai-me e expurgai do meu coração o orgulho. Dou o comando a Vós, Poderoso Eu Sou; de hoje em diante, procurarei sentir e ouvir-Vos.
Agradeço-Vos por esse auxílio que recebo de Vós.
Assim seja!
Procurai servir vossos irmãos de forma silenciosa e anônima. Sempre servindo sem esperar pelo reconhecimento humano, nem pelos resultados. Servir pelo amor de realizar o trabalho unicamente, sem recompensas.
Procurai aproximar-vos das pessoas menos favorecidas pela sorte. Vede que existe em algumas destas pessoas uma profunda sabedoria, que a dificuldade da vida imprimiu em seus seres. Vede a conformação, humildade, esperança e principalmente a fé em Deus que as impulsiona a seguirem em frente com ânimo redobrado, não importando quão grave e desesperadora seja a situação vivenciada no momento.
Principalmente, aspirantes irmãos, lutai sempre para vos livrardes desse mal, vigiai, orai e procurai nos exemplos sagrados inspiração para as vossas vidas.
Dar-vos-emos mais um exercício para usardes, seguindo um ritmo e obedecendo algumas normas, em favor de emanações de vida onde o orgulho é companheiro e causador dos grandes atrasos na caminhada evolutiva desses vossos irmãos.
1. Pedi o auxílio do Poderoso Eu Sou em vosso coração, para ajudar esse vosso irmão.
2. A) Visualizai a Divina Presença envolvendo a pessoa a quem vós quereis ajudar no Manto de Luz Branca. Pedi a esta Presença permissão para prestar auxílio:
B) Ó Vós Presença Divina em ......... reverentemente eu Vos imploro permissão para prestar auxílio a esse irmão de quem sois a guardiã. Nada farei através da minha medíocre personalidade humana e sim deixarei que o comando e ajuda venham do Poderoso Eu Sou ancorado em meu coração.
Eu Vos agradeço, amada Presença Divina em .......
Assim seja!
3. Visualizai a pessoa à vossa frente. Projetai do vosso coração a Chama Crística dizendo:
__ Em nome do Poderoso Eu Sou em meu coração e no vosso também, sejam retiradas do vosso ser todas as impregnações de falsos conceitos.
Retirai neste momento, pela Misericórdia Divina, as vendas de vossos olhos, causadoras da ignorância do pecado do orgulho.
Sede livre para descobrirdes a verdade e encontrardes o caminho da felicidade, através do Deus imanente dentro de vós.
Libertai-vos, libertai-vos, libertai-vos .........em nome do Deus Pai/Mãe que vive em vosso coração.
Ó Poderoso Eu Sou, eu Vos adoro e agradeço a libertação desse nosso irmão.
Assim seja!
Vosso Instrutor
Djwal Kuhl
Texto extraído do livro: Exercícios para a Autolibertação por Djwal Kuhl
FEEU
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Enquanto o homem não se converte...

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Esperança
