terça-feira, 22 de junho de 2010

O Perdão


O perdão é uma qualidade da alma em reconhecermo-nos, todos, como irmãos, trilhando o mesmo caminho do aprendizado em busca da santidade.

O Novo Evangelho nos mostra a parábola "de dar a outra face a cada ofensa", mostrando a necessidade de perdoarmos as ofensas e os ofensores. Precisamos nos fortalecer em Cristo para alcançarmos a capacidade de perdoar. Não é fácil encararmo-nos como irmãos e perdoarmos a fraqueza, incompreensão, muitas vezes até a maldade que vem acompanhada da ignorância. Mesmo assim, com o passar do tempo e a nossa determinação em elevarmos a nossa alma a Deus, vamos conseguindo essa realização heróica. Porém, isso tudo exige tempo, força e coragem para nos despirmos dos velhos conceitos e nos abrirmos interiormente para o amor, reconhecendo-nos como irmãos. A cada vitória, a cada perdão, um novo "velho" caso surge e somos obrigados pela nossa consciência a encararmos mais uma luta. Isso exige muita disposição para compreender as razões que levaram alguém a nos magoar. Com toda a dificuldade e dor que este trabalho de compreender o outro nos dá, nada se compara ao ato de perdoarmos a nós mesmos.

É muitas vezes mais fácil perdoarmos os outros do que a nós próprios.

Quando olhamos bem dentro do espelho de nossa alma e descobrimos as ofensas, as dores que causamos a outrem, aquela imagem de "seres superiores" que fazíamos de nós mesmos se vai pelo chão e nos descobrimos exatamente iguais aos outros. Sim, porque estamos aqui na mesma condição de aprendizes, e o que nos diferencia é somente a nossa vontade de crescer, evoluir, de nos libertarmos da roda da dor. Então, a nossa autocrítica e julgamento entram em ação e nos consideramos piores do que aqueles que acabamos de perdoar, porque exigimos de nós uma postura cristã diante dos desafios e que não fomos capazes de realizar.

Temos que tomar muito cuidado neste ponto do aprendizado para não cometermos mais erros ao nos criticarmos e julgarmos. O julgamento não nos cabe. Somente Deus tem o poder de olhar para cada um de nós e julgar as nossas ações e sentimentos através do seu AMOR, SABEDORIA E PODER.

Enquanto percorremos esse caminho íngreme e estreito que nos levará à perfeição, precisamos de outra qualidade para seguir adiante, a HUMILDADE.

sábado, 8 de maio de 2010

Dia das Mães


Acredito que a missão de mãe aqui na terra, exige muito mais que amor e dedicação. É fundamental que tenhamos consciência dos valores crísticos exigidos para desempenharmos, talvez, a maior de todas as missões de um ser humano. Não basta alimentar, vestir, ensinar as regras básicas de educação, conhecimento. Precisamos direcionar nossa missão através do amor, dedicação, perseverança, coragem e desapego, buscando a verdade de cada um de nós para podermos ensinar aos nossos filhos o verdadeiro caminho da vida. Não é fácil olharmos nossas "crianças" e reconhecer suas necessidades de crescimento espiritual, mas precisamos lutar incessantemente contra o pieguismo e lançarmo-nos à luta contra a ilusão que nos transforma em marionetes do mundo. Deus espera muito mais de nós. Ele deseja seus filhos de volta, e para isso conta com as mães do mundo. Nosso dever é aparar as arestas criadas por nossa ilusão do passado, ajudar nossas crianças a enxergar suas próprias realidades e ampará-las no caminho árduo da transformação. A humanidade vem percorrendo a trilha da evolução passo a passo, e neste momento em que recebemos as "ferramentas divinas" através dos mistérios revelados, podemos dar nossos próximos passos com mais segurança. Não podemos esmorecer diante das adversidades e incompreensões. Os desafios são imensos, porém, muito maior é o poder de nossa Mãe Divina que está sempre à nossa espera para alimentarmo-nos de coragem e sabedoria. Basta que invoquemos a sua Luz, e ela nos guiará para realizarmos nosso plano divino.
Amada Mãe Maria, peço as tuas bênçãos para que todas nós, mães do mundo, possamos desempenhar nossa missão sagrada, conforme é desejo de nosso Pai Celestial.
Amém.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Vícios

Quando estudamos os ensinamentos dos Mestres Ascensos da Grande Fraternidade Branca, nos deparamos com um espelho que mostra as deformações que produzimos em nossas almas ao longo de nossa jornada aqui na Terra. Após o susto, reconhecemos a necessidade de avaliarmos a nossa conduta e readequá-la aos moldes das leis divinas. Esse processo exige todo o tempo de nossas vidas, pois não é fácil mudar aquilo que está cristalizado em nós após tantas idas e vindas de nossa alma pelos caminhos da reencarnação. Agimos automaticamente sem nos darmos conta de quantos erros cometemos a cada olhar, a cada palavra. Cometemos o primeiro deslize e sem perceber começamos a repeti-lo até que ele se transforma num vício, disfarçado de "personalidade". Esta é a palavra que usamos para definir o comportamento humano. Dizemos: "Fulano tem personalidade forte!" Ficou muito mais fácil e cômodo intitularmos um vício de "personalidade" ao invés de lutarmos para combater tal vício. "Afinal, todos nós somos humanos!" Essa é a grande desculpa que encontramos para aceitar os erros cometidos.
O Mestre Saint Germain nos diz: "Dai-vos tempo para santificar-vos"; porém, eu me envergonho diante de mim mesma e muito mais diante Deles, porque ainda não consegui superar certos vícios que enfeiam a minha alma. Tenho consciência deles e mesmo assim muitas vezes eles se repetem sem que eu me dê conta deles, antes que aconteçam. E então, determino mais uma vez que não repetirei tal erro.
Essa sequência me envergonha, mas eu não posso deixar de lutar. Não posso permitir que o lado escuro do meu eu inferior me domine. Às vezes fico aflita ao contar o tempo que já vivi sem essa consciência, e o tempo que perdi. Consequentemente, a cada dia que permito que o erro se repita, estou diminuindo o tempo que tenho para reverter tal situação. O tempo! Como poderemos saber quanto nos resta? Será que conseguirei domar esse animal selvagem que me conduziu até aqui, em tempo? Quero dizer, enquanto vivo esta vida?
Acredito que grande parte dos "costumes" da humanidade deve-se à total falta de conhecimento das leis que regem a vida. Não adianta sabermos que não devemos criticar, julgar, condenar, se não sabemos os prejuízos que isso causa a quem julgou e a quem foi julgado. Muitas vidas ficam paralisadas por tempo indeterminado por causa de um julgamento, uma crítica. Quanta dor existe no coração de quem é julgado, sem que o julgador o saiba. As religiões costumam denominar esses erros de "pecado", "condenando" o pecador a isso ou aquilo, ou então penitenciando-os com 3 Pai-Nosso e 1 Ave-Maria, e abssolvendo-os após. Isso é ridículo! Existe o pecado normal, médio e o mortal. Para cada um deles há um "julgamento", quando deveria haver um esclarecimento para que não acontecesse novamente. Se fôssemos educados religiosamente em favor de nós mesmos, agiríamos em favor de todos. Hoje, poderíamos educar nossos filhos pequeninos a não errar, contribuindo com a evolução da raça humana. Promovendo a verdadeira caridade, que é "amar o seu próximo como a ti mesmo!"
Imploro a Deus Pai/Mãe que me dê mais oportunidades, e que investida do poder do amor em meu coração, eu possa vencer todos os obstáculos.

EU SOU
Marcia da Luz de Maria

sábado, 27 de março de 2010

Chico Xavier

Esta semana a Rede Globo exibiu um programa dedicado a Chico Xavier com o título de "O Médium, o Mito e o Homem". Não cheguei a assisti-lo, apenas vi algumas cenas rapidamente enquanto trocava de canal em busca de algum programa interessante. Nada tenho contra o Chico Xavier, pois acredito que ele construiu sua imagem realizando obras que as pessoas acreditam ser de grande ajuda e que nunca tenha cometido nenhum ato que pudesse prejudicar alguém, conscientemente. Eis aí a questão.
A palavra médium, de acordo com o dicionário Houais significa: "segundo o espiritismo, pessoa capaz de se comunicar com os espíritos". Então eu pergunto: Por que nós precisamos nos comunicar com os mortos? O que eles podem nos oferecer além de saudades, enganos, sustos, medo? Acredito que Deus em sua sabedoria absoluta, separou os vivos dos mortos para que cada um seguisse o seu caminho sem a interferência do outro. Para que nós pudéssemos, sustentados pelo Cristo, realizar a nossa própria caminhada de volta a Deus. Para que pudéssemos usar a Lei do lei do livre-arbítrio e escolher o nosso caminho de acordo com as "nossas" escolhas. De acordo com a própria doutrina espírita, nós só podemos resgatar nossas dívidas, nosso carma, quando estamos encarnados, e que a morte não nos transforma em seres melhores. Essa evolução espiritual só pode acontecer aqui na Terra. O grau de evolução conquistado aqui, é o nosso passaporte para a vida espiritual. Então, se não nos transformamos em seres iluminados com a morte, por que eles poderiam nos trazer mensagens para transformar nossas vidas aqui? Por outro lado, temos aqueles que conseguiram tal passaporte. E o que isso significa? Que eles podem vir aqui como guias nos orientar em nossas vidas indiscriminadamente? Se fosse assim, Deus nos colocaria esta condição desde sempre. O problema é que nós, aqui encarnados, não temos o discernimento de espíritos, e portanto podemos nos enganar facilmente com esta questão, permitindo que espíritos com pouca ou nehuma evolução comande as nossas vidas. É no Cristo que devemos crer.
A palavra "mito" no mesmo dicionário significa: "relato fantástico protagonizado por seres de carater divino ou heróico que encarnam as forças da natureza ou os aspectos gerais da condição humana: lenda, fábula; crença ou tradição popular que surge em torno de algo ou alguém; noção falsa ou não comprovada". Em qual destas condições ele se enquadra? Será que ele tinha um carater divino só porque era uma pessoa boa, que viveu de acordo com suas crenças, ajudando as pessoas? Só porque não era apegado as coisas materiais? Por que mantinha contato com o mundo dos espíritos?
Como medium, acredito que ele se propôs e cumpriu seu compromisso com muito amor e respeito, sempre ajudando todos aqueles que foram em busca de seu auxílio, tanto encarnados como desencarnados. Mito? Por que? Será que aquele que procura viver de acordo com as leis de Deus se torna um mito? Ou isso é o que todos nós devemos fazer? Essas leis nos dizem que devemos "amar a Deus acima de todas as coisas; amar o seu próximo como a si mesmo; respeitar pai e mãe, não matar, etc. etc. Isso é o que nós devemos seguir para nos tornamos "filhos de Deus" e não "mitos". Não precisamos ser "mediuns" para crer em Deus e seguir seu caminho.
Eu não acredito que a nossa evolução dependa disso. Não concordo que devemos procurar as almas dos que já foram para saciar as nossas necessidades. Não acredito que isso seja a tradução do consolo que Jesus nos prometeu. Ele foi muito claro e específico quando disse que "iria para Deus e que deixaria "UM" consolador ao nosso lado". Sei que é muito difícil perder as pessoas que amamos, pois já as perdi, e sei também que devemos aceitar os desígnios divinos. Precisamos ser humildes e aceitar aquilo que faz parte do nosso aprendizado, sem questionar a vontade de Deus. Não devemos nunca questionar as obras divinas. Ninguém ficará aqui para semente, pois não daríamos boa colheita nesta situação. Quando sentimos a dor dilacerar nossa carne, devemos buscar sim o Consolador, em nossos corações!
Devemos deixar os mortos seguirem seus próprios caminhos, e procurarmos seguir o nosso vivendo cada dia o seu plano da melhor forma possível. Nós fomos doutrinados pela igreja católica a cultuar a morte, quando deveria ter sido A VIDA! Jesus morreu na cruz mas RESSUSCITOU! e após isso ASCENDEU! Tudo o que ele viveu, foi para nos mostrar o que nós deveríamos fazer! Para que serve um exemplo? É para ser seguido, e quando isso acontece, viramos MITO!? Fomos acostumados a crer que só Ele é filho de Deus! E nós, somos o que?
A mensagem está equivocada.
A Bíblia nos diz que "fomos criados à imagem e semelhança de Deus". Nos desviamos do caminho através do "pecado" e devemos resgatar nossa dignidade espiritual através da vida que Ele nos concede, para poder voltarmos à nossa origem divina. Precisamos acordar das ilusões do mundo, despertar o Cristo em nossos corações! Ele espera por nós! Não será o mundo dos espíritos, tão cheio de dor e lamentos que fará isso. Somente a Luz pode nos conduzir à Deus, que é Luz! Os espíritos também devem procurar por caminhos melhores, libertando-se dos apegos da matéria, dos parentes, dos vícios, da carne!
Deus nos deu os Anjos para nos guiar! Eles são os mensageiros divinos!
Não devemos homenagear os homens só porque eles cumpriram as leis de Deus. É para isso que estamos aqui.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Identificando-nos com Deus

Meus amigos, a menos que encontremos Deus, perdemos a melhor oportunidade de nossas vidas. Ele não pode ser intelectualizado, você compreende isto? Você não pode simplesmente se sentar e apresentar uma teoria sobre o que Deus é. Não podemos intelectualizar Deus! E este é um dos grandes problemas das pessoas.
O conceito mais próximo para definir Deus é que ele é Espírito. Como Jesus disse antes de mim: "Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade".
Eu gosto de pensar que Deus é um Espírito como um imenso oceano e que nós somos gotas de água em um grande mar de Luz.
Os sábios hindus, quando falavam sobre os grandes mistérios do universo, geralmente diziam: "Deus é o oceano"...Era sua imagem favorita. Depois apontavam seu dedo para cima, com uma gota de água brilhando na ponta, e continuavam: "e esta gota é a alma. Esta é uma parte do oceano de Deus, não em quantidade, mas em qualidade".
Mergulhe seu dedo na água na próxima vez que for à praia e depois erga-o contra a luz do sol. Você vê uma simples gota de água brilhando como uma jóia. Sabia que todos os elementos do oceano podem ser encontrados nesta gota?
Como pode ver, você tem todas as qualidades de Deus, do Criador de uma alma vivente que possui o potencial real - o potencial realizável do Espírito. Qualitativamente você pode se tornar Deus, mas quantitativamente sempre será o todo dentro do Todo. Este ser monádico é feito à imagem verdadeira de Cristo, que também tem sido morto desde a fundação do mundo.
Isto significa que você tem dentro de si uma bela e brilhante centelha do Filho de Deus, da consciência crística da realidade. Está bem à sua frente. Isso é você! Uma gota no oceano infinito de Deus!
Quando nos lembramos do antigo mantra budista Om Mani Padme Hum - "Ó jóia no coração do lótus!" compreendemos que aos olhos de Deus cada um de nós é uma jóia de luz.
Muitos se consideram como a pátina. Somos uma imagem bonita e brilhante do Filho de Deus, o bebê nascido na manjedoura da identidade divina. Com o passar dos anos a verdadeira imagem se torna embaçada e mal se pode reconhecê-la. Nesta hora nos identificamos com a pátina que se formou sobre a imagem e, mesmo que ela se torne mais bonita com o tempo, como o óxido verde que se forma sobre o cobre, ainda assim não é o original. Nós nos identificamos com isso quando na verdade não fazemos parte disso!
Não fazemos parte do que parece ser, mas sim daquilo que realmente é. Precisamos aprender a amar a Realidade mais do que amamos o nosso conceito sobre o que é belo. Isso significa reaprender o ABC do discernimento espiritual, porque ainda estamos sensorialmente condicionados a preferir a pátina.
O que nos faz errar é o modo como focalizamos os olhos da consciência sobre nós mesmos e nossa identidade - ou o que pensamos que ela é. Somos perdedores quando olhamos para a pátina em vez de olharmos para a imagem dourada e vibrante que está dentro de nós. Com o tempo, através do processo sutil e gradual de associação, podemos nos identificar tanto com o fascínio e com a aura da pátina, que perdemos contato com nossa Realidade.


Texto extraído do Livro: Ensinamentos Ocultos de Jesus - Vol I
De Mark e Elizabeth C.Prophet

segunda-feira, 15 de março de 2010

Meu batismo


Fui batizada na religião católica quando ainda era um bebê. Meus padrinhos foram minha avó materna, Vicenza, e meu tio Giusepe. Guardo como recordação deste dia, uma medalinha de ouro de Nossa Senhora. É tudo o que eu sei deste dia e assim vivi por 57 anos, apesar de ter percorrido um longo caminho, de religião em religião, até chegar até aqui. Passei por vários aprendizados, várias doutrinas, sem nunca ter abandonado a católica, até que encontrei, finalmente, o meu caminho: A Grande Fraternidade Branca. Na verdade descobri este caminho há 20 anos atrás, mas somente em 2005 senti o chamado em meu coração e abraçei os ensinamentos dos Mestres Ascensos com todo o anseio da minha alma. Bebi cada palavra com a voracidade de um sedento, e depois fui saboreando com calma as palavras que preenchiam o meu ser com o conhecimento das leis divinas. No começo sentia que não daria conta de tanta informação, mas à medida em que colocava cada palavra em prática através de minha orações, elas foram aderindo à minha alma como a tinta sobre uma tela, e aos poucos foram modificando, transformando a minha imagem até que um dia me deparei com uma Marcia de olhar mais sereno, cheio de alegria e entusiasmo, transparecendo uma energia que antes eu não conhecia. Notei claramente a coragem no lugar do medo, a confiança como companheira constante, e vi a fé comandando meus pensamentos com muita mestria. Enfrentei meus medos, minha fragilidade, ilusões, vícios e conceitos humanos e apostei num futuro de liberdade. E assim, de passo em passo, venho lutando para vencer os desafios que a vida me apresenta. Talvez como um presente por tanto esforço, ganhei uma viagem de férias à São Lourenço -MG, e mesmo com muitas dificuldades físicas, me entreguei nas mãos de Mãe Maria e fui. Oh! que alegria encontrar o Paulo, meu guru. Acostumada com sua voz a decretar, entoar os mantras, a me ensinar sobre os mistérios dos ensinamentos pela internet, foi uma benção poder abraçá-lo e sentir a sua energia, sua positividade. Depois de 2 dias de muita conversa, como se já nos conhecessemos há muito, muito tempo, ele me perguntou se eu gostaria de ser batizada. Foi uma surpresa maravilhosa! Nem imaginava que isso pudesse acontecer, e no dia 22 de fevereiro de 2010, tornei-me, através do batismo diante do altar da Grande Fraternidade Branca, uma chela dos Mestres Ascensos. Sou grata aos meus pais que me batizaram quando bebê, me proporcionando as condições de uma vida cristã. Sou grata aos amados Mestres Ascensos que me receberam como uma aluna das escolas da Grande Fraternidade Branca. Recebi o primeiro batismo como graça da religiosidade dos meus pais, e o segundo, como graça da Luz Divina.
O batismo é uma benção e uma imensa responsabilidade que eu aceito com todo o amor do meu coração.
Marcia da Luz de Maria

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Os testes da vida




"A estes e a todos os que pedem para entrar (na escola do 4ºraio), Serapis esclarece o que são os rigores da mais alta senda para a mestria, a senda da luz branca, de uma pureza conquistada através do serviço, do sacrifício pessoal e da entrega de si mesmo ao todo que é Deus.



Os métodos de disciplina de Serapis Bey são feitos especialmente para cada candidato à Ascensão. Depois de uma entrevista inicial conduzida por ele mesmo ou por um dos Doze Adeptos que estão à cabeça da sua escola de mistérios, os devotos que vem ao seu retiro são divididos em grupos de cinco ou mais pessoas e encarregados de levar a cabo projetos juntamente com outros iniciados cujos padrões de carma (ilustrados graficamente na sua astrologia) fazem prever o maior atrito entre ambos. Esta prova tem de ser-lhes dada a fim de que possam optar por permanecer ou não centrados em Deus. Em pouco tempo torna-se claro ser necessário renunciar a todos os ídolos do eu tirano ou do passado cármico se é que o discípulo quer fundir-se com a corrente unificadora da Lei do Um.



Cada grupo continua o seu serviço conjunto até haver harmonia - a nível individual e como unidade coesiva da Hierarquia - aprendendo entretanto que os traços de caráter que mais desagradam no próximo são o pólo oposto dos piores defeitos de cada um e que aquilo que um critica nos outros poderá ser a raiz da sua própria mestria.



Além desse tipo de dinâmica de grupo, as pessoas são colocadas em situações (tanto no retiro quanto nas suas atividades do dia-a-dia) que lhes lançam os maiores desafios, de acordo com os seus padrões cármicos, que vão mudando. Neste curso de Serapis, o indivíduo pura e simplesmente não pode deixar a meio uma crise, uma situação ou alguém que lhe desagrade. Tem de ficar em pé, enfrentar e conquistar a sua mente carnal e a energia corrompida, disciplinando a sua consciência na arte da não-reação às criações humanas dos outros, aprendendo também a não ser dominado ou influenciado pela sua própria criação humana.



Quando as almas que foram colocadas muito perto umas das outras, precisamente por se terem relacionado erroneamente durante vidas inteiras, conseguem polir as suas arestas, preferindo finalmente a Harmonia divina a todos os deuses menores de tão terríveis lágrimas e longos discursos irados, passam então para câmaras de estudos avançados. Aí, na presença de Serapis, os segredos alquímicos da Árvore da Vida podem finalmente ser dados a conhecer aos que, fartos do mundo do desejo, dominaram as (suas) paixões e polarizações, consentindo somente em"estar quieto e saber que EU SOU Deus".




Texto do Livro: Senhores dos Sete Raios


De: Elizabeth C.Prophet