sexta-feira, 30 de julho de 2010

As pedras do caminho


Não se iluda com promessas de facilidades no caminho da Vida! Este é o caminho mais estreito e íngreme, e o único que nos leva de volta à Luz.
Muitos prometem milagres de vida fácil, próspera, ao simples invocar do nome de Deus. As leis que regem o universo, tanto macro como microcosmo, são claras e irrevogáveis. Ninguém consegue burlar as leis de Deus, como fazem os homens "espertos" do nosso mundo.
Ao invocarmos o nome sagrado de Deus, devemos ter o coração (cálice) limpo e desimpedido de todas as quinquilharias. Apenas colhemos o que plantamos, então não há como plantar violência e colher paz. Temos o direito de escolher, por nossa própria vontade, o caminho que vamos percorrer. Diante de tudo isso, não podemos esperar milagres, se não os plantarmos! Então, vamos à luta! Jesus não nos trouxe a paz gratuita; devemos conquistá-la através de nossos pensamentros, sentimentos e atitudes.
É muito comum ouvirmos as pessoas desejarem Paz aos outros em dias festivos como se fôssemos encontrá-la à venda em alguma loja de shopping. Como podemos sentir paz em nossos corações doloridos, cansados, ou em corações completamente distraídos das verdades da vida, num passe de mágica? Como se o papai Noel tivesse o dom de encher o saco de presentes com muitos quilos de Paz e distribuir aos mais bonzinhos.
Fico pensando como é difícil olharmos para dentro de nossas famílias e encararmos a realidade de cada um. Ninguém deseja problemas, mas se eles existem é porque de alguma forma o criamos. Aqui e agora, ou ontem, em algum lugar do passado.
E só conquistaremos a tão desejada PAZ, quando tivermos a coragem de enfrentar os desafios, lançando mão de todos os recursos divinos que Deus nos proporciona, através de seus ensinamentos.

Tudo isso porque em meu caminho há uma pedra enorme, mas ela é somente uma pedra.

Assim, para retirá-la preciso de força e ferramentas (oração) que me possibilitarão removê-la para sempre. Não tenho medo, porque Deus está comigo!

Sei que ela é grande e pesada, mas eu também tenho a FÉ em meu coração, que me direciona, impulsiona, me leva sempre pra frente. E não desistirei diante de nenhum desafio, grande ou pequeno.

O meu compromisso com Deus é muito claro. Toda a minha bagagem de carma negativo que trouxe ao nascer e tudo que construi nesta vida, deve ser consumida, para que ao retornar, eu leve apenas a PAZ no meu coração.

Hoje, o silêncio é o meu melhor companheiro. Através da minha dor, busco a compreensão dos fatos e a maneira correta de derrotar esse gigante, como Davi.

Vitória sempre na Luz de Deus que nunca, nunca, nunca falha!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Retrospectiva


Hoje é dia 16/julho/2010. No próximo dia 21 completarei, com a graça de Deus, 58 anos. É um bom momento para dar uma olhadinha lá atrás, no tempo, e verificar a minha obra. E o que vejo?



Quanta luta! Lutei horas de muita dor e esforço para vir ao mundo. Será que eu não queria nascer? Minha alma sabia das lutas que eu teria que enfrentar, e talvez, num momento dentro deste tempo que é infinito lá, mas finito aqui, eu tenha hesitado. Apesar da hesitação, venci o medo e enfrentei o desafio. Nasci! E de lá pra cá tem sido sempre assim; desafios, lutas, hesitação, medo, coragem e...Vitória! O que move a minha alma para, apesar da fragilidade, vencer todas as etapas desta caminhada? Sou frágil sim! Sou uma mulher com coração de menina, sempre sedenta de amor, carinho, aconchego... A alegria ocupa um bom espaço dentro do meu coração, mas é preciso muita água para manter viva essa flor. Quantas vezes a aridez da dor deixou murcha a alegria, a esperança... Já vivi dias sem uma única gota de água pra alimentar a minha plantinha! Outras vezes, ela exalava um perfume maravilhoso, a essência da VIDA! A maternidade me proporcionou esse perfume! Dentre todas as minhas atividades aqui nesta escola, a mais importante e a mais bela sempre foi e será: ser Mãe. É uma tarefa árdua e infinita. Quem é mãe nunca mais deixa de ser. E é com os olhos de mãe que encaro este mundo, que encontro força e coragem para enfrentar todos os testes, a dureza da vida, as perdas. É com o mesmo olhar de mãe que sinto o meu coração crescer junto com a minha plantinha, quando vejo que cada um encontrou o seu caminho. É com os olhos de mãe da minha amada Mãe Maria que consigo superar as minhas dificuldades, limitações humanas, conceitos. É através Dela que consigo renascer a cada golpe.



Hoje, apesar de menina, sou uma mulher forte, que viveu todos esses anos, muitos deles sem saber, amparada pela Luz de Maria, e em gratidão eu me entrego à Ela todos os dias, e ofereço o meu coração!



Amada Mãe Santíssima, fortalece a minha vontade, a minha alegria, para que eu possa continuar a minha jornada realizando o plano divino traçado pra mim! Que eu possa, um dia, entregar o meu coração com a mais bela flor, com seu perfume mais suave à amada Mãe Divina e assim poder voar com asas de vitória, e voltar para a casa de Deus Pai.



Amém!

sábado, 3 de julho de 2010

A Chama Violeta


A Chama violeta tem a sua origem no aspecto da luz branca chamado o sétimo raio. Ela é, na realidade, o aspecto do Espírito Santo que corresponde ao sétimo raio. Da mesma maneira que a luz do Sol, quando se refrata no interior de um prisma, forma um arco-íris de raios de sete cores, também a luz do Cristo se refrata na consciência do Espírito Santo para que o homem possa utilizá-la nos planos da Matéria. Cada um dos sete raios representa uma ação concentrada da luz de Deus com uma cor e frequência próprios, que produzem uma determinada ação do Cristo no corpo, na mente e na alma.


Examinemos agora o que acontece quando usamos o remédio do fogo violeta contra as circunstâncias rebeldes da consciência humana. Quando, como um ato de livre-arbítrio, invocais a chama violeta e lançais na chama essas situações indesejáveis e teimosas, o fogo começa imediatamente a decompor as partículas de matéria que fazem parte de amálgama acumalada ao longo de centenas ou milhares de encarnações em que, por ignorância, permitistes que fossem registradas __ através da vossa consciência, através da vossa atenção, de pensamentos e sentimentos, de palavras e atos __ todas as circunstâncias degradantes de que a raça humana é herdeira.


Penso não ser necessário enumerar todas as circunstâncias limitadoras, aparentemente inúmeras mas inteiramente finitas, lançadas nos éteres __ projéteis da mente carnal __ que encheram os vastos espaços entre os elétrons e o núcleo dos átomos com as opacidades da carnalidade humana. Acreditai ou não, mas essa energia pode tornar-se dura como cimento ou pegajosa como melaço quando fica gravada nos quatro corpos inferiores, produzindo rebeldia mental, dureza de coração, insensibilidade às necessidades do próximo, e criando uma massa espessa que não permite à alma receber as frágeis comunicações do Espírito Santo. O muro da opacidade do homem formado por camadas sobrepostas de abusos do fogo sagrado é tão espesso que ele nem sequer reconhece os mestres ascensos como seus libertadores, nem é capaz de entrar em contato com o abençoado Cristo individual, o seu mediador pessoal de perfeição que confirmaria a realidade dos mestres ascensos.


Quando invocada, a chama violeta liberta a substância espessa, penetrando e transformando essa escuridão em luz. Uma vez que todo estado humano é a adulteração de um estado divino, até o menor detalhe, a consciência humana transforma-se na divina, e a energia que estava confinada em receptáculos de mortalidade fica livre para entrar nos alvéolos da imortalidade. E cada vez que uma fração de energia é libertada, uma fração do homem ascende ao plano da consciência divina.


Trecho do Livro: O Discípulo e a Senda

Elizabeth C.prophet

quinta-feira, 1 de julho de 2010

A Senda da Renúncia

Na tradição oriental, o chela é escravo do mestre por uma boa razão __ não para fazê-lo perder a sua verdadeira identidade, mas sim para substituir a sua pseudo-imagem pela Verdadeira Imagem da sua individualidade. Através da submissão, o chela tece dia após dia na sua consciência os fios da veste do seu mestre. A veste do mestre (à semelhança da tão procurada veste do Cristo) é sinônimo da consciência do mestre.
Em troca duma obediência iluminada e de um amor auto-suficiente, o chela recebe incrementos do mérito do seu mestre __ da realização pessoal do Eu Verdadeiro conseguida pelo próprio mestre. Ao aceitar que a palavra do mestre é inviolável, o chela vê-lhe conferida a consciência crística do seu mestre, que é por sua vez o meio que permite ao chela derreter, através do calor fervente do fogo sagrado contido na consciência do mestre, os elementos mais degradantes do seu subconsciente e os momentuns do seu carma intransmutado.
Assim, pondo de lado livre e deliberadamente os momentuns da sua consciência humana, o chela descobre que estes são rapidamente substituídos pela mestria do seu mentor, a qual, quando interiorizada, funciona como o imã que atrai a sua própria consciência superior e mestria.
Os que observaram este processo comentaram, na sua ignorância, que os chelas do mestre ascenso, ou dos mestres não ascensos, são de alguma forma hipnotizados, ou enganados, ou talvez até mesmo controlados como robôs. Não compreenderam a senda da renúncia. Não entenderam que a senda é um atalho para uma iluminação e liberdade que ainda vêm buscando no mundo, sem saberem que o mundo jamais poderá dar-lhes a liberdade e iluminação a que as suas almas aspiram.
Assim, o que para uns é servidão, para outros é liberdade; o que para uns é liberdade, para outros é servidão. Na verdade todos os homens são prisioneiros do seu próprio carma, e todos os homens são libertados através do seu próprio carma. Isto significa que as causas que os homens puseram em movimento em encarnações passadas produzem os efeitos que reverberam no mundo de hoje, desde o nível pessoal até o planetário. E tudo o que parece fruto do acaso ou duma configuração astrológica tem uma única origem __ atos do passado que, completando o círculo, retornam de acordo com a lei dos ciclos.
Fonte: O Díscipulo e a Senda
Elizabeth C.Prophet

terça-feira, 22 de junho de 2010

O Perdão


O perdão é uma qualidade da alma em reconhecermo-nos, todos, como irmãos, trilhando o mesmo caminho do aprendizado em busca da santidade.

O Novo Evangelho nos mostra a parábola "de dar a outra face a cada ofensa", mostrando a necessidade de perdoarmos as ofensas e os ofensores. Precisamos nos fortalecer em Cristo para alcançarmos a capacidade de perdoar. Não é fácil encararmo-nos como irmãos e perdoarmos a fraqueza, incompreensão, muitas vezes até a maldade que vem acompanhada da ignorância. Mesmo assim, com o passar do tempo e a nossa determinação em elevarmos a nossa alma a Deus, vamos conseguindo essa realização heróica. Porém, isso tudo exige tempo, força e coragem para nos despirmos dos velhos conceitos e nos abrirmos interiormente para o amor, reconhecendo-nos como irmãos. A cada vitória, a cada perdão, um novo "velho" caso surge e somos obrigados pela nossa consciência a encararmos mais uma luta. Isso exige muita disposição para compreender as razões que levaram alguém a nos magoar. Com toda a dificuldade e dor que este trabalho de compreender o outro nos dá, nada se compara ao ato de perdoarmos a nós mesmos.

É muitas vezes mais fácil perdoarmos os outros do que a nós próprios.

Quando olhamos bem dentro do espelho de nossa alma e descobrimos as ofensas, as dores que causamos a outrem, aquela imagem de "seres superiores" que fazíamos de nós mesmos se vai pelo chão e nos descobrimos exatamente iguais aos outros. Sim, porque estamos aqui na mesma condição de aprendizes, e o que nos diferencia é somente a nossa vontade de crescer, evoluir, de nos libertarmos da roda da dor. Então, a nossa autocrítica e julgamento entram em ação e nos consideramos piores do que aqueles que acabamos de perdoar, porque exigimos de nós uma postura cristã diante dos desafios e que não fomos capazes de realizar.

Temos que tomar muito cuidado neste ponto do aprendizado para não cometermos mais erros ao nos criticarmos e julgarmos. O julgamento não nos cabe. Somente Deus tem o poder de olhar para cada um de nós e julgar as nossas ações e sentimentos através do seu AMOR, SABEDORIA E PODER.

Enquanto percorremos esse caminho íngreme e estreito que nos levará à perfeição, precisamos de outra qualidade para seguir adiante, a HUMILDADE.

sábado, 8 de maio de 2010

Dia das Mães


Acredito que a missão de mãe aqui na terra, exige muito mais que amor e dedicação. É fundamental que tenhamos consciência dos valores crísticos exigidos para desempenharmos, talvez, a maior de todas as missões de um ser humano. Não basta alimentar, vestir, ensinar as regras básicas de educação, conhecimento. Precisamos direcionar nossa missão através do amor, dedicação, perseverança, coragem e desapego, buscando a verdade de cada um de nós para podermos ensinar aos nossos filhos o verdadeiro caminho da vida. Não é fácil olharmos nossas "crianças" e reconhecer suas necessidades de crescimento espiritual, mas precisamos lutar incessantemente contra o pieguismo e lançarmo-nos à luta contra a ilusão que nos transforma em marionetes do mundo. Deus espera muito mais de nós. Ele deseja seus filhos de volta, e para isso conta com as mães do mundo. Nosso dever é aparar as arestas criadas por nossa ilusão do passado, ajudar nossas crianças a enxergar suas próprias realidades e ampará-las no caminho árduo da transformação. A humanidade vem percorrendo a trilha da evolução passo a passo, e neste momento em que recebemos as "ferramentas divinas" através dos mistérios revelados, podemos dar nossos próximos passos com mais segurança. Não podemos esmorecer diante das adversidades e incompreensões. Os desafios são imensos, porém, muito maior é o poder de nossa Mãe Divina que está sempre à nossa espera para alimentarmo-nos de coragem e sabedoria. Basta que invoquemos a sua Luz, e ela nos guiará para realizarmos nosso plano divino.
Amada Mãe Maria, peço as tuas bênçãos para que todas nós, mães do mundo, possamos desempenhar nossa missão sagrada, conforme é desejo de nosso Pai Celestial.
Amém.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Vícios

Quando estudamos os ensinamentos dos Mestres Ascensos da Grande Fraternidade Branca, nos deparamos com um espelho que mostra as deformações que produzimos em nossas almas ao longo de nossa jornada aqui na Terra. Após o susto, reconhecemos a necessidade de avaliarmos a nossa conduta e readequá-la aos moldes das leis divinas. Esse processo exige todo o tempo de nossas vidas, pois não é fácil mudar aquilo que está cristalizado em nós após tantas idas e vindas de nossa alma pelos caminhos da reencarnação. Agimos automaticamente sem nos darmos conta de quantos erros cometemos a cada olhar, a cada palavra. Cometemos o primeiro deslize e sem perceber começamos a repeti-lo até que ele se transforma num vício, disfarçado de "personalidade". Esta é a palavra que usamos para definir o comportamento humano. Dizemos: "Fulano tem personalidade forte!" Ficou muito mais fácil e cômodo intitularmos um vício de "personalidade" ao invés de lutarmos para combater tal vício. "Afinal, todos nós somos humanos!" Essa é a grande desculpa que encontramos para aceitar os erros cometidos.
O Mestre Saint Germain nos diz: "Dai-vos tempo para santificar-vos"; porém, eu me envergonho diante de mim mesma e muito mais diante Deles, porque ainda não consegui superar certos vícios que enfeiam a minha alma. Tenho consciência deles e mesmo assim muitas vezes eles se repetem sem que eu me dê conta deles, antes que aconteçam. E então, determino mais uma vez que não repetirei tal erro.
Essa sequência me envergonha, mas eu não posso deixar de lutar. Não posso permitir que o lado escuro do meu eu inferior me domine. Às vezes fico aflita ao contar o tempo que já vivi sem essa consciência, e o tempo que perdi. Consequentemente, a cada dia que permito que o erro se repita, estou diminuindo o tempo que tenho para reverter tal situação. O tempo! Como poderemos saber quanto nos resta? Será que conseguirei domar esse animal selvagem que me conduziu até aqui, em tempo? Quero dizer, enquanto vivo esta vida?
Acredito que grande parte dos "costumes" da humanidade deve-se à total falta de conhecimento das leis que regem a vida. Não adianta sabermos que não devemos criticar, julgar, condenar, se não sabemos os prejuízos que isso causa a quem julgou e a quem foi julgado. Muitas vidas ficam paralisadas por tempo indeterminado por causa de um julgamento, uma crítica. Quanta dor existe no coração de quem é julgado, sem que o julgador o saiba. As religiões costumam denominar esses erros de "pecado", "condenando" o pecador a isso ou aquilo, ou então penitenciando-os com 3 Pai-Nosso e 1 Ave-Maria, e abssolvendo-os após. Isso é ridículo! Existe o pecado normal, médio e o mortal. Para cada um deles há um "julgamento", quando deveria haver um esclarecimento para que não acontecesse novamente. Se fôssemos educados religiosamente em favor de nós mesmos, agiríamos em favor de todos. Hoje, poderíamos educar nossos filhos pequeninos a não errar, contribuindo com a evolução da raça humana. Promovendo a verdadeira caridade, que é "amar o seu próximo como a ti mesmo!"
Imploro a Deus Pai/Mãe que me dê mais oportunidades, e que investida do poder do amor em meu coração, eu possa vencer todos os obstáculos.

EU SOU
Marcia da Luz de Maria