
Amada Mãe Maria, peço as tuas bênçãos para que todas nós, mães do mundo, possamos desempenhar nossa missão sagrada, conforme é desejo de nosso Pai Celestial.
Amém.



"A estes e a todos os que pedem para entrar (na escola do 4ºraio), Serapis esclarece o que são os rigores da mais alta senda para a mestria, a senda da luz branca, de uma pureza conquistada através do serviço, do sacrifício pessoal e da entrega de si mesmo ao todo que é Deus.
Os métodos de disciplina de Serapis Bey são feitos especialmente para cada candidato à Ascensão. Depois de uma entrevista inicial conduzida por ele mesmo ou por um dos Doze Adeptos que estão à cabeça da sua escola de mistérios, os devotos que vem ao seu retiro são divididos em grupos de cinco ou mais pessoas e encarregados de levar a cabo projetos juntamente com outros iniciados cujos padrões de carma (ilustrados graficamente na sua astrologia) fazem prever o maior atrito entre ambos. Esta prova tem de ser-lhes dada a fim de que possam optar por permanecer ou não centrados em Deus. Em pouco tempo torna-se claro ser necessário renunciar a todos os ídolos do eu tirano ou do passado cármico se é que o discípulo quer fundir-se com a corrente unificadora da Lei do Um.
Cada grupo continua o seu serviço conjunto até haver harmonia - a nível individual e como unidade coesiva da Hierarquia - aprendendo entretanto que os traços de caráter que mais desagradam no próximo são o pólo oposto dos piores defeitos de cada um e que aquilo que um critica nos outros poderá ser a raiz da sua própria mestria.
Além desse tipo de dinâmica de grupo, as pessoas são colocadas em situações (tanto no retiro quanto nas suas atividades do dia-a-dia) que lhes lançam os maiores desafios, de acordo com os seus padrões cármicos, que vão mudando. Neste curso de Serapis, o indivíduo pura e simplesmente não pode deixar a meio uma crise, uma situação ou alguém que lhe desagrade. Tem de ficar em pé, enfrentar e conquistar a sua mente carnal e a energia corrompida, disciplinando a sua consciência na arte da não-reação às criações humanas dos outros, aprendendo também a não ser dominado ou influenciado pela sua própria criação humana.
Quando as almas que foram colocadas muito perto umas das outras, precisamente por se terem relacionado erroneamente durante vidas inteiras, conseguem polir as suas arestas, preferindo finalmente a Harmonia divina a todos os deuses menores de tão terríveis lágrimas e longos discursos irados, passam então para câmaras de estudos avançados. Aí, na presença de Serapis, os segredos alquímicos da Árvore da Vida podem finalmente ser dados a conhecer aos que, fartos do mundo do desejo, dominaram as (suas) paixões e polarizações, consentindo somente em"estar quieto e saber que EU SOU Deus".
Texto do Livro: Senhores dos Sete Raios
De: Elizabeth C.Prophet

Todas as vezes que ouço que sou “uma mulher iluminada”, bate um receio no meu coração de que isto é um elogio humano e que vai me trazer a vaidade para compartilhar dessa suposta iluminação.
Na verdade, a iluminação é a nossa vontade em Deus. Este é o princípio. É a partir da Vontade Divina que começamos a modificar o nosso caminho, compreendendo a necessidade de nos libertarmos de nós mesmos, dos nossos conceitos humanos tão arraigados à nossa alma, e que só nos conduzem ao sofrimento. Fomos vivendo vida após vida, na esperança do aprendizado que nos trouxesse a liberdade, mas na verdade, a cada vida, reforçamos os registros antigos em nossas almas, criando maiores algemas a cada renascimento. Não é isso que eu quero nesta vida. Tenho a convicção que vim para rasgar os véus de ilusão que há séculos me enroscam no caos humano. Quero ser LIVRE!
Mas como podemos ser livres, aprisionando os nossos amores em nossas teias? Como ser livre, sem permitir que o outro o seja também? Eis aí o maior desafio de uma mãe. Este é o meu momento atual.
O amado Mestre Saint Germain, Chohan do 7º Raio da Liberdade, nos diz: “Daí-vos tempo para santificar-vos”. E o momento se faz à medida que o “destino” nos apresenta as oportunidades. “Orai e vigiai” diz o amado Mestre Jesus. O contato constante com a nossa Presença Divina através de orações mais íntimas, quando nos entregamos nos braços da Luz, nos proporciona a serenidade, nascida da fé e da constância, para podermos ouvir o direcionamento divino. Com nossas almas amparadas e protegidas pela Luz do EU SOU, ouvimos as respostas aos nossos pedidos, súplicas, e então buscamos a compreensão dos nós que nos aprisionam, e ao desatá-los conquistamos mais uma vitória.
Consideramo-nos modernos, destemidos, evoluídos, até o momento que a vida nos pede provas, e elas podem ser duras ou não, dependendo do nível de entrega de nossas almas à Deus. Tenho sido testada com muita intensidade, porque sei que o meu compromisso exige isso. A cada passo dado e conquistado, aumenta o grau do meu aprendizado, e as provas se tornam cada vez mais exigentes. Por outro lado, a cada vitória, minha alma se fortalece, e apesar dos momentos iniciais de hesitação, ouço o chamado interior e entrego a minha dor para ser consumida e recebo a dádiva da libertação.
O maior desafio de uma mãe é compreender e aceitar as escolhas de seus filhos. Libertá-los do seu domínio maternal, tão protetor, “sábio”, permitindo que eles tenham suas próprias experiências e aprendizados, como nós tivemos e temos, porque antes de sermos mães, pais, somos filhos. Olhamos para os filhos dos outros e sempre enxergamos saídas para seus impasses, mas quando se trata de nossos filhos, ‘empacamos’ diante do nosso ‘poder protetor’ impedindo que eles se realizem. É uma prova difícil, mas a Luz de Deus sempre vence, e precisamos invocar essa Luz e nos entregarmos à ela para que a vitória da liberdade nos beneficie, e possamos entregar nossos filhos ao Pai verdadeiro, para que Ele os conduza sempre no caminho traçado.
Então, ao ouvir que sou ‘iluminada’, compreendo agora que a Luz está em mim porque Eu estou nela.