domingo, 10 de janeiro de 2010

O maior desafio de uma mãe


Todas as vezes que ouço que sou “uma mulher iluminada”, bate um receio no meu coração de que isto é um elogio humano e que vai me trazer a vaidade para compartilhar dessa suposta iluminação.


Na verdade, a iluminação é a nossa vontade em Deus. Este é o princípio. É a partir da Vontade Divina que começamos a modificar o nosso caminho, compreendendo a necessidade de nos libertarmos de nós mesmos, dos nossos conceitos humanos tão arraigados à nossa alma, e que só nos conduzem ao sofrimento. Fomos vivendo vida após vida, na esperança do aprendizado que nos trouxesse a liberdade, mas na verdade, a cada vida, reforçamos os registros antigos em nossas almas, criando maiores algemas a cada renascimento. Não é isso que eu quero nesta vida. Tenho a convicção que vim para rasgar os véus de ilusão que há séculos me enroscam no caos humano. Quero ser LIVRE!


Mas como podemos ser livres, aprisionando os nossos amores em nossas teias? Como ser livre, sem permitir que o outro o seja também? Eis aí o maior desafio de uma mãe. Este é o meu momento atual.


O amado Mestre Saint Germain, Chohan do 7º Raio da Liberdade, nos diz: “Daí-vos tempo para santificar-vos”. E o momento se faz à medida que o “destino” nos apresenta as oportunidades. “Orai e vigiai” diz o amado Mestre Jesus. O contato constante com a nossa Presença Divina através de orações mais íntimas, quando nos entregamos nos braços da Luz, nos proporciona a serenidade, nascida da fé e da constância, para podermos ouvir o direcionamento divino. Com nossas almas amparadas e protegidas pela Luz do EU SOU, ouvimos as respostas aos nossos pedidos, súplicas, e então buscamos a compreensão dos nós que nos aprisionam, e ao desatá-los conquistamos mais uma vitória.


Consideramo-nos modernos, destemidos, evoluídos, até o momento que a vida nos pede provas, e elas podem ser duras ou não, dependendo do nível de entrega de nossas almas à Deus. Tenho sido testada com muita intensidade, porque sei que o meu compromisso exige isso. A cada passo dado e conquistado, aumenta o grau do meu aprendizado, e as provas se tornam cada vez mais exigentes. Por outro lado, a cada vitória, minha alma se fortalece, e apesar dos momentos iniciais de hesitação, ouço o chamado interior e entrego a minha dor para ser consumida e recebo a dádiva da libertação.


O maior desafio de uma mãe é compreender e aceitar as escolhas de seus filhos. Libertá-los do seu domínio maternal, tão protetor, “sábio”, permitindo que eles tenham suas próprias experiências e aprendizados, como nós tivemos e temos, porque antes de sermos mães, pais, somos filhos. Olhamos para os filhos dos outros e sempre enxergamos saídas para seus impasses, mas quando se trata de nossos filhos, ‘empacamos’ diante do nosso ‘poder protetor’ impedindo que eles se realizem. É uma prova difícil, mas a Luz de Deus sempre vence, e precisamos invocar essa Luz e nos entregarmos à ela para que a vitória da liberdade nos beneficie, e possamos entregar nossos filhos ao Pai verdadeiro, para que Ele os conduza sempre no caminho traçado.


Então, ao ouvir que sou ‘iluminada’, compreendo agora que a Luz está em mim porque Eu estou nela.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Carta a um amigo

Estive meditando sobre a questão da cremação a partir dos seus sentimentos com relação ao seu pai, e apesar de ainda não ter vivido tal experiência, senti que é uma condição extremamente necessária, tanto para quem vai como para quem fica. Estudamos os ensinamentos divinos, mas eles só se mostram reais a partir do momento que vivenciamos as palavras de luz recebidas. Enquanto elas são só palavras, creditamos a elas o poder e a sabedoria dos Mestres, mas a partir do momento em que elas se somam à nossa essência, sentimos o peso que elas representam sobre nós com a responsabilidade que nos cabe diante dos nossos atos. Esse é o caminho da Verdade, que apesar de doloroso, é o único que nos leva à liberdade.

Vivi como espírita a maior parte da minha vida, e como tal, a morte nunca foi barreira que impedisse um relacionamento entre um encarnado e um desencarnado; muito pelo contrário, o espiritismo enfatiza a necessidade desse relacionamento. Como católica, aprendi que o túmulo é o local de descanso das almas rumo ao paraíso ou ao purgatório, e que aqueles que aqui permanecem devem orar e respeitar os mortos, o que significa que os laços entre vivos e mortos permanecem ainda na esfera física. Alguns evangélicos acreditam que o túmulo é necessário para que a alma possa esperar o retorno de Jesus e a ressurreição dos mortos. Em outras palavras, entendo que, baseados em nossas crenças, enterramos nossos mortos para podermos continuar "vivendo" com eles a espera do dia em que estaremos juntos novamente. Esse processo transforma-se em peso cármico para vivos, mortos, aumentando o peso sobre o planeta. Como estudante dos ensinamentos dos Mestres Ascensos, aprendi que devemos libertarmo-nos de tudo que pertence a este mundo físico para podermos atingir o "paraíso", e nesse trabalho árduo, incluímos o desapego dos bens materiais, conceitos humanos, fraquezas, medos e entre tantos, o desapego dos sentimentos humanos que nos ligam aos nossos entes queridos, sentimentos esses que não são só de amor. Como podemos conseguir êxito nesse processo se estamos ligados aos túmulos de nossos parentes? Tendo a liberdade como princípio, sinto que a ruptura só se manifesta realmente quando não temos mais "aquele túmulo" para nos envolver nas sombras do passado. A partir de então, passamos a viver o presente rumo a um futuro mais iluminado. Em contrapartida, aquele que se foi, e estando livre do túmulo, pode seguir em direção à Luz. As palavras não traduzem o complexo teor de nossas lutas internas, mas nos mostram o caminho da liberdade.

A cremação nos traz a consciência de que somos UM ligado ao TODO.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Natal

O mês de dezembro sempre foi muito especial para mim. Desde muito pequena, garotinha ainda, esperava o mês do Natal como se eu vivesse pra isso. Minha família era católica como todas as outras (era raro encontrar uma família de outra religião), e o movimento neste mês resumia-se na montagem do presépio, da árvore e os preparativos para reunir toda a família em torno da mesa, simples, porém farta, e brindar o nascimento de Jesus. 
Minha árvore de Natal era sempre a mesma, artificial, com poucas bolas de vidro e muito algodão para imitar a neve. A casa tornava-se pequena no dia 25 com toda a família reunida. Mamãe fazia vestidos novos, comprava sapatos e meias (à prestação na lojinha do bairro) e assim todos, elegantemente trajados, esperávamos pela Noite Feliz. Era uma noite em que íamos dormir mais cedo, com os corações pulsando alegremente, pois a comemoração começava logo pela manhã do dia seguinte. Levantávamos cedo e vestíamos as roupas novas e íamos todos para a igreja receber o Menino Jesus que nascia. A missa cantada louvando o nascimento de Jesus, com o cheiro de incenso e mirra, ficou impregnada em minha alma. Faz parte do meu ser. Eu não seria quem eu sou hoje, sem o calor desta lembrança viva que me conduz, como se eu ainda fosse uma garotinha. Após a missa, brincávamos no átrio da igreja e depois voltávamos pra casa, e logo começávamos a sentir o cheiro de comida gostosa embalando nossas brincadeiras. Raramente ganhávamos presente. Mas não tinha a menor importância, porque o importante era aquela reunião feliz, brindando a vinda de Jesus com a inocência das crianças. Éramos muito felizes. O tempo foi passando, e a vida de todos tomando outro rumo. Cresci e passei a ter a minha família, e desde então espero pelo Natal da mesma forma que fazia quando era criança. Fico ansiosa, conto os dias, monto a árvore com muitas bolas coloridas (ainda tenho algumas de vidro), e sinto meu coração com a mesma pulsação de antigamente. Preparo a casa, compro roupa nova, faço o cardápio e espero. Espero, como uma criança, o nascimento de Jesus.
Após tantos anos, vivendo a mesma esperança e alegria, percebo com muita clareza, que o Natal pra mim continua sendo o dia em que nos dedicamos a louvar o nosso amado Mestre Jesus. Essa criança que nasce, significa a renovação e o fortalecimento da fé que sempre me guiou, e que foi imprescindível para que eu pudesse chegar até aqui. A vida foi muito pródiga, me proporcionando tantos testes, provas, situações difíceis, em que eu pude lutar e conquistar a vitória, porque esse menino sempre habitou em meu coração. Ele continua aqui dentro, crescendo a cada dia, fortalecendo-me e conduzindo-me pelo caminho da Verdade e da Vida. Este ano, mais uma vez, espero pelo Menino para que preencha o meu cálice com sua Luz e seu amor.
Amado Mestre Jesus, vem, vem, vem preencher a minha alma com o teu amor!
Ensina-me o caminho que me levará de volta à casa de Deus Pai!
Fortalece a minha vontade, na Sua vontade!
Ampara-me e protege-me, para que eu possa vencer os desafios deste mundo, preparando-me para unir-me a Ti!
Vem Jesus, eu Te recebo no altar do meu coração!
Eu Sou
Marcia


sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Matheus 16:24

Então disse Jesus aos seus discípulos:
"Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, toma a sua cruz e siga-me".
Somente os Mestres podem colocar o mundo dentro de uma frase... "Se alguém quiser vir após mim...", parece tão óbvio, mas o que significa realmente? Ir aonde? Qual o caminho que nos leva a ...esse lugar? Entendemos o sentido do convite em nossos corações, mas o que devemos fazer?
Jesus viveu para nos mostrar a pureza do Ser. Ele nasceu sem mácula, sem pecado, mas e nós? Ao longo de nossa jornada aqui na Terra, assumimos posições, estabelecemos conceitos, criamos vínculos; como então seguir Seus passos, e chegar ao Seu reino? A explicação é fácil e simples, quando entendemos a necessidade de desenvolver o amor como fonte principal da vida, mas a partir daí, não se trata mais de entendimento e sim de coragem.

"Renuncie-se a si mesmo..."é o caminho, e para isso precisamos de fé, coragem, determinação, conhecimento e do acompanhamento constante dos Mestres e dos anjos, pois essa é a fonte de energia para nos sustentar nesse caminho íngreme e estreito que nos leva até Ele. Renunciar a que? Começamos então a compreender que precisamos "desfazer" tudo o que foi feito até agora. É como se nós fôssemos feitos com peças de quebra-cabeça, e cada peça estivesse encravada em nossa alma, sendo necessário muito esforço, empenho, dedicação, fé, para conseguirmos arrancar cada peça de egoísmo, vaidade, orgulho, cada distorção da vida que transformamos nesta roupagem que precisa ser substituída. Renunciar a todas as nossas criações humanas, vícios, maus hábitos, conceitos, apegos, e aos poucos trocando esta roupagem, hoje cheia de remendos, por uma veste branca, pura, tecida com o amor mais puro de nossos corações.
"Toma a sua cruz...", nos traz a memória dos nossos erros, e a necessidade de refazer o caminho, sentindo em nós mesmos o efeito do nosso próprio veneno. Esta é a Lei do Carma. Precisamos compreender através da vivência em nossa carne, os efeitos das nossas escolhas erradas, e a partir daí entregar toda esta bagagem para ser consumida no fogo sagrado.
Dedicarmo-nos à Deus pela oração constante, sincera, buscando a força, a proteção, a cura de nossas almas. Desenvolver as qualidades divinas, amando e compreendendo o próximo como a nós mesmos. Assim, estaremos "seguindo" o Mestre, até alcançarmos a pureza do nosso Ser, permitindo então, que a doçura do nosso Santo Cristo Pessoal nos conduza.
É um trabalho árduo e doloroso, a nossa "via crucis", mas ao fim dela, a nossa luz, com a qual fomos criados por Deus Pai/Mãe, resplandecerá. Todas as peças do quebra-cabeça terão sido removidas deixando transparecer e brilhar a Luz do Cristo que habita em nós.
Este é o verdadeiro sentido da Páscoa! A Renovação, a Ressurreição em Cristo.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O caminho da Árvore da Vida

Chegará o tempo em que o homem ultrapassará o limite daquilo que os padrões de sua própria experiência pode ensinar-lhe. Então os imortais estarão a postos, como fazem enquanto ele ainda está aprendendo as lições da terra, para ajudá-lo a evoluir em cada faceta de seus esforços, sejam eles humanos ou divinos. O progresso jamais é ditado por aquilo que o homem deseja fazer ou ser, ou mesmo por aquilo que o mundo tem a oferecer, mas sim por sua compreensão de que ele pode ser tudo o que Deus quer que seja, bastando, para tal, aceitar esse pensamento simples.
Então, não saiam no encalço do bizarro, mas contentem-se em ser um bom homem ou uma boa mulher. Coloquem-se nas mãos de Deus, nas mãos do Pai de todos, que zela pelos pássaros do ar e pelas flores delicadas que são exaltadas pelo sopro de um momento.

O caminho da Árvore da Vida
Que é o segredo perfeito
Guardado por Deus dos curiosos e profanos
Continua a ser um mistério penetrável
Para aquele que não se envergonha
De usar asas,
Para aquele que compreende
A perseverança de cada dia,
Para aquele que se contenta em estender a mão
Com a confiança amorosa de que o destino é nosso,
Para aquele que está disposto a abandonar
Um passado que não produziu
A beleza florescente pela qual anseia,
Para aquele cujo coração oferece-se como uma taça
Ao mais elevado e mais doce,
Ao mais nobre e ao melhor Senhor de todos
Desejoso de que lhe seja concedido
Bem como a toda a vida
A melhor das dádivas.
Ele fala em tons amorosos e convidativos
De comunhão interior,
"Oh Pai, seja feita a tua e não a minha vontade!"
A ele é transmitida a coroa mais elevada,
A palavra "domínio".
Ele é o Filho, o Alquimista,
O bem-amado.
Ele pode dividir pães e peixes,
Andar sobre as águas,
Satisfazer os seus desejos e do próximo,
E ser o Grande Benfeitor.
Nele prevalece o Espírito Imortal,
A última Thule é vista.

Ditado de Saint Germain
Livro: A Alquimia de Saint Germain


sexta-feira, 6 de novembro de 2009

A Alquimia do Espírito

Dentre os maiores equívocos formados nas mentes dos homens, encontra-se aquele referente à natureza dos reinos espirituais. Os homens pensam que o céu é algo remoto, insatisfatório e desprovido das alegrias deste mundo, ou então imaginam ser ele a meta final - a recompensa dos fiéis e o seu alívio das opressões de um mundo de pecados, local onde nada mais terão a fazer e onde cessará toda evolução.
Em ambos os casos, a falácia está em pensar que o futuro proporcionará ao homem algo que não está à sua disposição hoje. A vida abundante - aqui, agora e para sempre. Onde quer que vocês estejam, basta apenas entrarem em contato com ela.
Assim, posso afirmar que tenho falado e caminhado lado a lado com os deuses mais antigos da raça. Conheci os maiores Mestres interplanetários, seres angélicos e cósmicos. Tomei parte em cerimônias nos grandes salões dos retiros e percorri os caminhos cósmicos. Em suma, tenho saboreado as experiências mais maravilhosas desde minha ascensão, e ainda guardo na memória todas as minhas experiências terrenas anteriores à minha ascensão.
Contudo, nenhuma delas merece - nem mesmo a mais elevada - ser comparada às experiências que tenho tido na mente do Divino Filho-Varão. Assim, o alquimista deve perceber que nem o céu nem a terra pode lhe dar aquilo que ele ainda não encontrou dentro de si.
Na verdade, "nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam". Que pena não haver mais pessoas que possam largar esse falso conceito de um bem futuro e distante! Os segredos da vida devem ser encontrados tanto aqui embaixo como no alto. A transformação dos metais vis em ouro produziriam apenas beleza e riquezas terrenas. Mas a transformação da natureza inferior do homem no ouro refinado do Espírito permite-lhe não apenas dominar o mundo do Espírito, como também assumir o controle sobre o mundo material!

Fonte: Livro "A Alquimia de Saint Germain"
De: Mark e Elizabeth C.Prophet

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

A SABEDORIA

Aqueles que detêm o conhecimento do mundo podem acreditar, no íntimo, que, por meio da atividade acadêmica, encontraram a chave da supremacia sobre os sentidos para conseguirem entrar nos reinos do Espírito. Nós dizemos que não! Pois o homem não obterá os dons mais elevados por meio do intelecto ou da hipocrisia.

Esses dons virão com a evolução natural da alma que se submete à graça de Deus e compreende que, assim fazendo, pode esperar, acertadamente, a manifestação interior da revelação divina. E quando surge essa revelação, ela é recebida no interior do círculo abençoado da integridade e da razão – integridade que não despreza seu semelhante, que não procura magoar quem quer que seja, e razão que compreende estarem os melhores dons do Espírito relacionados com a esfera da vida prática.

O caráter prático de Deus não deve ser utilizado como arma para destruir as belezas místicas do espírito. Ao contrário, deve ser utilizado para levar o mistério divino para o centro da manifestação individual. Como a carne surgiu e foi animada graças ao Espírito, da mesma maneira o caráter prático deve surgir e tornar-se animado graças aos desígnios criativos de Deus.

Fonte: Livro “A Alquimia de Saint Germain”

De: Mark e Elizabeth C.Prophet