domingo, 5 de setembro de 2010

Homossexualismo


HOMOSSEXUALISMO

Jorge Hessen Site: http://meuwebsite.com.br/jorgehessen -Uma visão espírita sobre o homossexualismo sem o dissimulado purismo cristão.

“Chico Xavier explica de forma clara o seguinte, “não vejo pessoalmente qualquer motivo para criticas destrutivas e sarcasmos incompreensíveis para com nossos irmãos e irmãs portadores de tendências homossexuais, a nosso ver, claramente iguais as tendências heterossexuais que assinalam a maioria das criaturas humanas. Em minhas noções de dignidade do espírito, não consigo entender porque razão esse ou aquele preconceito social impedirá certo número de pessoas de trabalhar e de serem úteis a vida comunitária, unicamente pelo fato de haverem trazido do berço características psicológicas e fisiológicas diferentes da maioria. (...)Nunca vi mães e pais, conscientes da elevada missão que a Divina Providencia lhes delega, desprezarem um filho porque haja nascido cego ou mutilado. Seria humana e justa nossa conduta em padrões de menosprezo e desconsideração, perante nossos irmãos que nascem com dificuldades psicológicas?”( )”

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Nesse texto de Chico Xavier, vemos a posição clara que devemos ter em relação a todo e qualquer ser humano, no que diz respeito ao preconceito. Concordo plenamente que o pré-conceito desvirtua a mente do homem e o leva a atitudes consideradas não cristãs. No caso do homossexualismo, vejo atitudes exacerbadas de preconceito por parte de milhões de pessoas ditas “normais”, mas compreendo perfeitamente que o objetivo destas pessoas é manifestar sua contrariedade pelas atitudes também “exacerbadas” dos homossexuais. O preconceito é contra a homossexualidade e não contra o ser humano.
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“A Doutrina Espírita é libertadora por excelência. Ela não tem o caráter tacanho de impor seus postulados às criaturas, tornando-as infelizes e deprimidas. A energia sexual pede equilíbrio no uso e não abuso ou repressão. O Espiritismo não condena a homossexualidade, contrariamente, recomenda-nos o respeito e fraterna compreensão para com os que têm preferências homoafetivas. Muitas vezes pode até ser alguém tangido pelo apelo permissivo que explode das águas tóxicas do exacerbado erotismo, somados aos diversos incentivadores pseudocientíficos da depravação, que podem estar desestruturando seu sincero projeto de edificação moral, através de uma conduta sexual equilibrada.( ) Por isso mesmo, não pode ser discriminado, nem rejeitado, pois, como admoesta Jesus, "aquele dentre vós que não tiver pecados, que atire a primeira pedra"( )...

Como já vimos com Emmanuel no início desta exposição, não há masculinidade plena, nem plena feminilidade na Terra. Tanto a mulher tem algo de viril, quanto o homem de feminil. Antigamente a educação muito rígida e repressiva contribuía para enquadrar o indivíduo ambisséxuo, em seu sexo natural.

Assumir a homossexualidade não significa mergulhar em um universo de atitudes extremadas e desafiadoras perante seu grupo de relacionamento familiar ou profissional, “mas fazer um profundo exercício de autoaceitação, asserenar-se por dentro a fim de poder reconhecer perante si mesmo e todo seu círculo de amigos e parentes que vive uma situação conflitante. O verdadeiro desafio é a construção interna para superar os desejos. E não estamos aqui referindo-nos exclusivamente a desejo sexual e sim a toda espécie de desejos que comandam a vida das criaturas.” ( )”
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Não se trata aqui de ser liberal ou repressivo, nem de permitir a felicidade ou impor a infelicidade à alguém através de doutrinas religiosas. Precisamos entender primeiro, o que é masculino e feminino em Deus Todo-Poderoso, e a partir daí procurarmos as respostas dentro do conhecimento e dos nossos próprios corações, para que nos tragam a realidade dos fatos e como agir a partir de então.
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“No Gênesis está escrito: “EU SOU Alfa e Ômega, o princípio e o fim.” Esta afirmação que é Alfa e Ômega, a polaridade positiva e negativa da própria Luz. EU SOU a encarnação de Alfa e Ômega. EU SOU o começo e EU SOU o fim de todas as coisas. EU SOU o mestre Ascenso Jesus Cristo. Através dessa sua afirmação, nós também podemos sustentar isso; podemos seguir seus passos. Este é o significado das alegações EU SOU de Jesus.

Este é um ensinamento gnóstico. Ele nos mostra que a Luz do Pai, na forma da Presença do EU SOU, desce até você; a luz da Mãe Divina, a partir do chacra da base, o lugar do fogo sagrado dentro do nosso ser, ascende dentro de nós. Quando essas energias se misturam, há um caduceu divino, há uma fusão dessa energia no coração, a chama trina expande-se e a consciência crística nasce dentro de você, porque Alfa e Ômega, o Deus Pai-Mãe, uniram-se em seu templo a fim de fazer nascer essa percepção crística” .

Texto extraído do livro “Maria Madalena, o Lado Feminino da Divindade
De Elizabeth C.Prophet
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A partir deste texto, identificamos Deus como possuidor das duas polaridades, positiva e negativa, masculina e feminina. Elas se completam para formar o Todo. Em nenhum texto bíblico encontramos referências sobre o 3º ou 4º sexo, ou polaridade. EU SOU o começo e EU SOU o fim. Não outro.

Entendo que a alma, e não o espírito, que vive em sua forma desencarnada, já viveu em corpos masculinos e femininos. Todos nós já vivemos várias vidas e tornamos a descer nesta oitava, agora, em nossos corpos atuais para prosseguirmos em nossa busca pela perfeição. Trazemos então, a nossa bagagem de vidas passadas em nosso corpo da memória para buscarmos a libertação dos estágios anteriores, para nos purificarmos através do “sacrifício vivo” (reforma íntima), que é a luta que travamos com nosso eu inferior, que possui todas as qualificações de vidas anteriores, para superarmos, purificarmos, transformarmos nossa alma em cálices de pureza (sem máculas) e permitirmos a partir daí, que o Cristo assuma o poder absoluto sobre nossos quatro corpos inferiores, nos transformando em “seres crísticos viventes na terra”.

Ao contrário disso, se não lutarmos para vencermos os obstáculos que se impõem ao nosso crescimento, permitindo que o passado assuma mais uma vez o poder sobre nossas almas, estaremos perpetuando o erro, e a roda das reencarnações.

Jesus, que nasceu como nós, cresceu (como alma) e se libertou de todas as amarras físicas, superou todas as provas e, morto, ressuscitou para ascender aos céus. Esse exemplo de Jesus, parece que ficou restrito somente à Ele, porque não compreendemos que seu exemplo é para ser seguido por todos nós.

Então, baseados nesta premissa, devemos compreender que realmente não podemos discriminar e nem julgar ninguém por suas escolhas, mas isso não significa que devemos apoiar movimentos que tem levado a humanidade a aceitar a degradação do homem e da mulher. Desfiles, passeatas, onde milhares de pessoas homossexuais expõem seus corpos e suas intimidades diante de famílias, que chegam a levar seus filhos para participar e apreciar tal visão de agressividade e falta total de pudor contra todas as regras básicas de decência, exigindo o “respeito” por suas escolhas. Não podemos ser hipócritas a ponto de aceitar tais manifestações como dignas. Já vimos
isso acontecer no passado. Está descrito em várias passagens sobre a queda do homem.

Somos filhos de Deus, portanto, somos parte do divino em busca do divino total. Como
podemos buscar a Luz onde só há trevas? Uma alma que precisa estabelecer limites para poder lutar contra a sua “queda”, não pode se colocar na esteira de Sodoma e Gomorra. Ele precisa compreender que o homossexualismo vivente em sua alma, precisa, com muito esforço, coragem, determinação e fé, ser suprimida para que ele consiga vencer a batalha da vida. Este é o teste a que veio se submeter nesta vida, para alcançar a vitória da liberdade da sua alma.
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No Evangelho de Tomé, lemos:
Jesus disse: “Bem-aventurados são os que estão sozinhos e foram escolhidos, pois deles é o reino. Daí viestes e para lá retornareis. Se alguém vos perguntar: “De onde viestes?”, respondei: “Vim da luz, vim de onde a luz se torna um ser próprio, se estabelece sozinha e aparece em uma imagem de si mesma”.

Irineu, um patriarca grego da Igreja afirmou: “O ouro, quando submerso na lama, não perde a sua beleza por causa disso e mantém as suas qualidades próprias e naturais, pois a sujeira não consegue atingi-lo”.

A imagem do ouro deixa subentendido que o “eu” no homem (o Eu verdadeiro), ao qual a passagem se refere, pertence à esfera de Deus.

O Eu Verdadeiro é o Cristo em você, a imagem divina a partir da qual você é feito. Continua:
A imagem foi escolhida porque transmite a idéia de que o ouro é ouro, mesmo na lama do mundo: o elemento divino de Deus no homem não está danificado, mesmo que ele permaneça na lama. O elemento divino no homem não pode ser alterado em sua qualidade, pois é bom. Embora o ouro ainda precise ser purificado.

O Fim da Oportunidade
Deus deu às nossas almas muitas rodadas de oportunidade, encarnação após encarnação, para acharmos o nosso caminho de volta ao seu coração. Algum dia, ele espera que façamos isso, que encontremos o seu caminho. Sim, esta encarnação, esta vida é a oportunidade de nos reunirmos com o Espírito de Deus, através do ritual da ascensão. Mas também existe um fim para a oportunidade dada ao potencial de alma que nós temos. Isso não é muito difundido hoje em dia, mas você vai encontrar essa noção tanto no Velho quanto no Novo Testamento. É o fato de que a alma pode ser perdida. O Senhor disse, através do profeta Ezequiel: “A alma que pecar, essa morrerá.” Isso significa que a alma que peca sem arrependimento e sem passar através do Salvador, a fim de ser novamente ligada a Deus, não se tornará imortal.

Jesus falou aos seus discípulos: “O que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a alma?” Jesus estava claramente assinalando com estas palavras que a alma é a parte não permanente do ser. Até que ela se torne permanente através da fusão com o Cristo vivo e com a presença do EU SOU, ela não possui vida eterna.

É por isso que Mãe Maria nos disse, em suas mensagens de Fátima e Medjugorje, que devemos rezar pelas almas, para que elas não se percam

Texto extraído do livro: Maria Madalena o Lado Feminino da Divindade
De Elizabeth C.Prophet
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Entre pessoas tão queridas, que tem lugar especial no meu coração, há também algumas que percorrem o caminho do homossexualismo. Sinto um amor por elas que transcende a matéria. Somos irmãs na Luz de Deus. Esse amor levou-me a meditar sobre os conceitos que me conduziam anteriormente, para compreender e poder aceitá-las como a mim mesma. Posso dizer que não tenho preconceito porque o amor habita em meu coração, mas também encontrei em minhas meditações e estudos, superando todas as visões anteriores, a resposta sem pieguismo para tão dura batalha. Não se trata de crítica e nem de julgamento, pois não nos cabe, mas de aceitação da realidade.

Vivemos tempos de regeneração, de escolhas definitivas. Buscando no Apocalipse, encontramos as setas que indicam os momentos de decisão em que vivemos. Setas que indicam o caminho que nos levará à destruição ou à vida eterna. A escolha é nossa.

Devemos orar à Deus Pai/Mãe, pedindo que a Luz atravesse nossas almas, preenchendo-as com todas as qualidades divinas que nos ajudarão a encontrar o ponto de equilíbrio que permitirá o expurgo do indesejado, e atraindo a pureza que elevará nossas almas.

Independente de dogmas, está na hora de despertarmos da ilusão do mundo e encararmos a verdade de nossas vidas, seguindo o exemplo d’Aquele que veio para nos mostrar o Caminho
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